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radiola

Caetano Veloso, a banda inglesa Coldplay e Lenine são alguns dos artistas que resolveram investir em uma “antiguidade”: os discos de vinil. Isso mesmo. Os LPs haviam sumido do mercado desde meados da década de 90, mas desde meados desta década (por volta de 2005)  que o mundo passou a assistir um movimento inverso, com discos de vinil de 33 rotações sendo vendidos aos milhões em alguns lugares do mundo.

Somente nos Estados Unidos, o número de LPs vendidos em 2007 ultrapassou a casa do milhão. Técnicos em som afirmam que muitos artistas e até usuários vêm se desencantando com o CD e os mp3 e mesmo que estes ofereçam sons sem chiado, “Com o vinil, a amplitude vai do preciso ao mais quente quando a idéia é reproduzir o material original. [O mp3] pega 90% da música e joga fora”, como afirmou Bob Ludwig, engenheiro de masterização que já trabalhou com o Nirvana.

O escritor Ivan Lessa escreveu no site BBC Brasil sobre o vinil: “Era um ritual simples e gostoso. Você tirava o bichinho da capa, punha no prato da vitrola, pegava a pequena alavanca do braço (ou pick-up), virava para o lado que queria (78 ou 33 e 45) e, com cuidado, deixava pousar no sulco do disco.  Daí ficava curtindo o som gordo e amigo. E, às vezes tinha uns estalinhos ou chiado. Igualzinho à vida. E tome polca, com ou sem Adelaide Chiozzo. Ou valsa, samba, chorinho, fox-trot, Bach, Beethoven, Mozart.”

Mas, muitas crianças e adolescentes de hoje só viram o disco de vinil em fotos e muitos nem acreditam que “isso tocava música”. Pois tocava. Em aparelhos elétricos que também sumiram do mercado, as radiolas ou toca-discos. O disco de vinil surgiu na década de 40 para substituir os velhos bolachões de 78 rotações feitos de goma laca. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. È gravado analogicamente e os sulcos fazem vibrar a agulha das radiolas. A vibração se transforma em sinais elétricos e depois na música.

O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira, ser guardados sempre na posição vertical e dentro de sua capa e envelope de proteção. A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco como a agulha.

Uma curiosidade: o disco de vinil não precisa de um aparelho de som propriamente para ser “tocado”. Experimente colocar o disco rodando na vitrola, sem áudio, com as caixas de som desligadas. Você conseguirá ouvir o disco, pois seu princípio de funcionamento se baseia na vibração da agulha no sulco (espiralado, como um velodromo, tendendo ao infinito como uma linha reta) dentro das ranhuras, que nada mais são do que a representação freqüencial do áudio em questão.

Fontes: wikipedia, BBC-Brasil, ambrosia

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Maria de Fatima Dannemann

 

Apesar do início do single Cadê Dalila lembrar uma música de dança do ventre, a verdadeira Dalila foi uma palestina mencionada como traidora na Bíblia

 

                      Nunca se viu tanto equívoco como nos últimos tempos. No programa de Ana Maria Braga, Juliana Paes diz que um dos poucos lugares da Índia onde as mulheres precisam cobrir o rosto é nos Emirados Árabes. Um professor de dança diz que por causa de “Caminho das Índias”, “Dalila” deve ser a mais tocada. A Ásia entrou pela janela dos lares baianos, via rádio, TV ou mesmo o som do porta-malas do carro do vizinho e provocou esses erros. Dalila, agora imortalizada na letra de Carlinhos Brown e na voz de Ivete Sangalo, não era deusa, nem hindu, nem árabe: era palestina, uma personagem bíblica que ficou famosa por trair Sansão apenas por despeito.

                      Sansão, herói bíblico, era conhecido por sua força excepcional, apaixonou-se pela irmã de Dalila, Semadar, que foi dada a outro homem. Sansão fica revoltado e sai  barbarizando, além de desprezar Dalila que caia de amores por ele. Um belo dia, alguém mata Semadar para vingar-se dos prejuízos que o herói desprezado anda causando. Sansão jura vingança e a partir daí causa uma guerra sem fim até que ele se descobre apaixonado por Dalila que é procurada pelo chefe dos filisteus e convencida a descobrir o segredo de sua força. Somente por vingança ela aceita e corta os cabelos do herói. Os filisteus chegam, o agarram, furam-lhe os olhos e o levam para Gaza (desde aqueles tempos palco de discórdia). Lá, o prendem com duas correntes de bronze e o colocam para girar a pedra do moinho. 

                    Na prisão, seus cabelos voltam a crescer.  Um dia, os filisteus se reúnem para oferecer um grande sacrifício ao deus Dagon.  Na ocasião, mandam trazer Sansão para que se divirtam com ele. Quando o colocam entre duas colunas que sustentam o templo onde se acham cerca de 3.000 homens e mulheres, ele invoca a Javé pedindo-lhe forças para que se vingue dos filisteus com um só golpe, por causa dos seus olhos. Sansão, então, toca as duas colunas centrais e grita: “Que eu morra com os filisteus”.  Em seguida, empurra as colunas com toda a força e o templo desaba, matando a todos.

 

Clássico do cinema

 

                 Essa história tornou-se um clássico do cinema do pós-guerra com o filme de 1949 dirigido por Cecil B de Mille e Heddy Lamar no papel de Dalila.  O filme é considerado pela crítica  é um ótimo clássico bíblico.  “Além do cuidadoso trabalho de DeMille, o filme conta com uma direção de arte primorosa, uma trilha sonora espetacular, assinada por Victor Young, e um figurino fiel à época.  A talentosa atriz austríaca, Hedy Lamarr, no auge de sua carreira, é um dos grandes destaques do filme.O filme apresenta, ainda, grandes momentos, como a antológica seqüência final, quando Sansão destrói o templo do deus Dagon”, segundo a wikipedia.

                A Dalila do cinema, Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler, (Viena, 9 de Novembro de 1913 — Altamonte Springs, 19 de Janeiro de 2000) foi uma atriz norte-americana nascida na Áustria. Uma das mais belas atrizes da história do Cinema, na Europa ficou famosa ao aparecer nua num filme de 1933. Em Hollywood, seu papel mais famoso foi o de Dalila, no filme Sansão e Dalila. Foi inspiração para Walt Disney desenhar a Branca de Neve, “a mais bela”, seu primeiro desenho animado de longa metragem (1937). Durante a II Guerra, curiosamente ela inventou um sistema de comunicação para as Forças Armadas Americanas na Segunda Guerra Mundial que serviu de base para o que hoje é a telefonia celular. Só se conseguiu construir um sistema desse tipo e que funcionasse a partir de 1958. Lamarr registrou a patente, fato que só foi divulgado para o público em 1981, devido as implicações militares. Casou-se seis vêzes e teve três filhos. Dalila é também o nome de três ciclones no Pacifico Oeste e a tempestade tropical que em 2007 devastou o México.

              Cadê Dalila, primeiro single do novo e esperado CD de Ivete Sangalo, Pode Entrar, não é a primeira música com Dalila na letra. Uma delas, de Cazuza, Nem sansão, nem Dalila, fala também do amor mal sucedido entre o herói e sua traidora: Dalila:/ Eu nunca fui Sansão/ Nem Rambo – tele-catch – bobão/ A minha pátria é a vida!/  Dalila:/ Você me dá um trabalho/ Não sou Hércules, nem nada/ facilite a parada!/ nem Sansão, nem Dalila/ Apenas dúvidas, feridas/ Você me corta, trai e atrai/ Mas é a vida, querida………

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