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Fui a Aparecida num bate volta Campos de Jordão – Aparecida – São Paulo com minha mãe, irmã e sobrinho. Gostei, achei interessante mas aviso: fora a Basilica – enorme – não há nada mais o que ver na cidade que é apenas uma cidade do interior.

A cidade, aliás, existe por causa da fé católica que se consolidou com o aparecimento da imagem no século XVIII.  Os milagres atribuídos à representação levaram à construção de uma capela, em 1745, ao redor do qual se estabeleceram vários fiéis e os primeiros residentes. O numero de fieis cresceu tanto que em meados do século XX foi criada a nova basilica que é imensa.

Esta configura-se como o maior centro de peregrinação religiosa da América Latina, recebendo anualmente milhões de visitantes, os quais fazem do município um dos principais núcleos turísticos do Brasil. O municipío fica a 170 km de São Paulo. Tem cerca de 40 mil habitantes e recebe um mundo de visitantes nas epoicas das festividades catolicas.

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A Suiça é um daqueles paises que trazem a memória paisagens de quebra-cabeça ou de embalagem de chocolate. Como queiram. Mas, muito mais do que isso, é uma nação, situada na Europa Central, que dá ao mundo exemplo de boa vizinhança e democracia. Formada por 26 cantões, a Confederação Helvética, seu nome oficial, possui quatro idiomas oficiais, o alemão, francês, romanche e o italiano, falado na região do Ticino, do qual Lugano, as margens do mesmo lago e pertinho da Italia (mais precisamente da Lombardia e, portanto, de Milão), é a maior cidade (mas a capital é Bellizona). Maior cidade, sim. Mas não pense em nada astronômico. São 65 mil habitantes na cidade que se espalha pelas encostas das montanhas eternamente cobertas de neve e pelas margens do lago. O turista pode passear de barco pelo lago e até ir para outras cidades. Há também possibilidade de ver a cidade do alto tomando uma cremalheira ou teleférico até os picos mais próximos.

Pode-se chegar lá de trem, tanto vindo de Milão como de outras cidades suissas já que o pais é muito bem servido de transportes públicos. A descida da estação para a cidade, de cremalheira, já é uma atração a parte. Na primeira vez em que estive na Suiça, fiquei em Genebra e visitei principalmente as regiões francesa e alemã do país. A diferença principal entre Lugano e as outras cidades talvez esteja no clima mais alegre da cidade. Muitos bares e restaurantes perto do lago servem vinho, cerveja e a boa e velha cozinha italiana.

No centro da cidade mais antiga, há belos prédios, becos, um bom comércio onde não faltam griffes, relojoarias e algo mais pitoresco como loja de perucas e de bugingangas tipicas. (nota, as perucas não são tipicas, as bugingangas é que são)

A beira do lago, com calçadão e travessia segura por passagens subterraneas (embora os motoristas suissos respeitem o pedestre), convidam a belas caminhadas com brisa constante e paisagem de tirar o fôlego alem da sombra das árvores.

Um trenzinho turístico mostra ao visitante o básico da cidade em pouco mais de uma hora. Passa pelo centro, por ruelas de prédios antigos e coloridos, percorre toda a borda do lago até uma cidade próxima e para de novo na principal praça da cidade perto da prefeitura. Como minha ida a Lugano foi do tipo bateu-voltou, aproveitei e fiz esse passeio antes de passar pela loja da Swatch e comprar um legítimo relógio suisso pois, mesmo falando italiano, a população de lá prima pela pontualidade. Especialmente os trens.

 

Em Lugano, há tambem um jato de água no lago como o Jet d’eau de Genebra. Visto do outro lado da rua, com as montanhas nevadas ao fundo, é uma visão de cartão postal.

 

Vale a pena a visita e quem puder se demorar, beleza. Vi que alem de bons restaurantes a cidade é bem servida de hoteis, principalmente na beira do lago. A cidade é pequena, tudo é perto, mas ninguem se iluda. Como outras cidades europeias (e suissas) tem muito o que se ver, lá. E não basta só um dia.

Campos do Jordão, SP, foi uma das mais gratas surpresas de minhas viagens. Situado a 1628 metros de altitude (é o mais alto municipio brasileiro considerando-se a sede), na Serra da Mantiqueira, tem um certo ar europeu, muito charme, um clima ameno, lojinhas com preços convidativos e muito chocolate, entre varias outras atrações. A cidade se espalha entre altos e mais altos ainda e dos mirantes no topo da serra, vê-se a cidade, lá embaixo, com seus predios e casas em estilo chalé. Mas, não somente isso. Uma das residencias oficiais do governo de São Paulo, o Palácio Boa Vista, fica no municipio, no alto de um morro e em meio a um parque bem arborizado e com muitas flores.

Uma outra atração do municipio é o Mosteiro das Irmãs Beneditinas. O complexo de construções que inclui a capelinha da foto abaixo (linda por sinal) fica em meio a um parque belissimo. Os turistas não chegam a perturbar a paz das monjas que ficam enclausuradas. Poucas delas aparecem nas lojinhas que vendem produtos religiosos e deliciosos biscoitinhos. A influência estrangeira é grande. Restaurantes servem especialidades francesas, alemães e suiças, entre outras. A cervejaria Baden é ponto de parada obrigatoria entre nativos e turistas. Muitas pousadas são temáticas como a Canadian Lodge, onde até placas destinadas aos cachorros estão em ingles. Em dias de clima mais propicio, um programa obrigatorio é subir de teleférico aos pontos mais altos para ver as vistas da cidade, que é tranquila e cercada de muito verde.

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