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fagu

 

Como escrever uma novela de Benedito Ruy Barbosa
1 – coloque duas familias rivais em alguma região do Brasil (só não vale repetir, Pantanal, Goiás, Sul da Bahia)
2 – pra variar, coloque uma das familias como descendente de estrangeiro, de preferencia italiano falando mama mia de meia em meia hora
3 – coloque uma familia rica com um coronel e uma pobre que vão se engalfinhar até o final da primeira fase.
4 – na segunda fase, convide Antonio Fagundes para repetir o eterno papel de painho, rei de alguma coisa, ou simplesmente ele mesmo
5 – escale monte de atrizes com vestido rendado de florzinha e cabelo cacheado
6 – complete com musica sertaneja na trilha, os mesmos diretores de sempre e arremate com um faroeste caboclo bem deja vu.


Aguardem como escrever uma novela de Gloria Perez entre outros.

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Poderosas da Semana

 

Personagens de Novela que sofreram algum tipo de doença:
Erica (Samara Filipo em Malhação) – sofria de AIDS
 Carla (Mel Fronckowiak em Rebelde) – bulimia
Camila (Carolina Dickman em Laços de Familia) – leucemia
Laura (Gloria Meneses em Senhora do Destino) – alzheimer
Haydee (Christiane Torloni em America) – cleptomania
Luciana (Alinne Moraes em Viver a vida) – tetraplegia
Homenageando todas as atrizes ao fugir dos padrões “saude e beleza” e ter coragem de mostrar o que as pessoas doentes sofrem.



Fatima Dannemann

             Quando eu li, numa revista de fofocas há meses, que a próxima novela das nove seria de Gloria Perez fiquei feliz. Ela foi autora de pelo menos duas novelas que eu gostei tanto que não perdia um só capítulo. Puro engano. Salve Jorge, encerrada esta semana, foi uma novela previsivel, sem maiores emoções, com histórias mal explicadas e mal concluidas. Uma obra descartavel que, com certeza, dentro de alguns anos ninguem mais vai lembrar.

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O pior da novela foi justamente o final, com,  uma Morena amadora se intrometendo e até atrapalhando o trabalho da policia sem nenhuma competencia. Ai, a culpa nem foi de Gloria Perez, mas da atriz Nanda Costa, incompetente e verde para ser protagonista de uma trama das oito mesmo que seu tipo físico até combine direitinho com o da personagem, a ex-faxineira que é traficada e levada a se prostitui na Turquia.

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Da Turquia, mostrou-se muito pouco. Mas tambem ninguem viu nada da India -que é um subcontinente e portanto enorme e diversificado, e nada do Marrocos, que está pra lá de Marrakesh, e dos Estados Unidos (aliás do Texas por onde os clandestinos entravam até Miami onde os clandestinos ficavam a distância é bem grandinha e tem no mínimo o Golfo do México no meio) tambem ninguem viu nada. Isso faz parte do imaginário, do faz de conta que as novelas têm.

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Mas, O Clone, Caminho das Indias e até América (que começou chata mas depois deu um upgrade e ficou massa) ficaram para trás. Mesmo com todo marketing da Globo, Gloria Perez errou a mão. A história ficou frouxa e mal explicada. Faltou emoção em muitos momentos. Não fosse a delegada Helô (essa,sim, a verdadeira protagonista da novela)  brilhantemente interpretada por Giovanna Antonelli, e a novela teria ido pelo esgoto de tal forma que nem São Jorge salvaria.

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Ambientar uma novela em outro país é complicado. Tiro por mim mesma e as historinhas que eu invento no meu blog de novelas. Mas, uma coisa é você apenas escrever, você pode inventar o que quiser. Vai ficar engraçado, feio, bonito, etc. Outra coisa é por atores de carne e osso num cenário representando aquele pais. Tem que ter nem que seja uma vaga semelhança, um sotaque. No caso das novelas de La Perez falta sempre o conteudo educativo. Poderia aproveitar e explicar alguma coisa sobre o Império Otomano, que foi um dos mais poderosos da Europa durante muitos séculos. Nem uma palavra. Só a historia da Capadocia e a da Santa Sofia. E Istambul é muito mais.

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Acabou que Salve Jorge rendeu muitas gracinhas no twitter e no Facebook ao ponto de eu, nas semanas finais, preferir ler as gracinhas do que ver a novela. Estavam bem mais inteligentes e interessantes (sorry, Gloria Perez). Mesmo assim, Salve Jorge tem um grande mérito: de ter sido escrita por uma mulher praticamente sozinha. Gloria tem suas dores, isso eu respeito e me solidarizo. Só que muitas das historias foram sumindo ao longo da trama: Pescoço assediava Lurdinha. Era Lurdinha que ficava de cordão cheiroso tomando sol na laje. De repente, virou pra Vanubia e Lurdinha nem foi mais vista com seu namorado Caique (que aliás levou meses sumido). Curiosamente essas mudanças se deram depois que Bruna Marquesine, a Lurdinha, anunciou seu romance com Neymar na vida real. Coincidência ou não… Miro sumiu da novela, Salete ficou noiva do turco mas no que deu ninguem sabe, ele tambem desapareceu, na reta final. E Bianca? Não entendi o que aconteceu com a principal biscate da novela (sim, as prostitutas de Russo estavam mais inocentes do que muitas personagens da trama). Será que continua com Ziah, por debaixo dos panos, ou arrumou outro marido para separar?

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Nem Morena, a chorosa, emburrada e mal explicada protagonista da novela Salve Jorge, de Gloria Perez, que esta semana chega ao final, escapa. As mães da novela, de certa forma, estão mais para madrastas. Junior, coitado, vive pelas ruas ou pela casa de Dona Diva. A mãe está mais interessada em correr atrás de Teo e a avó vive do emprego para a gafieira com passagens pelo hotel de Livia Marini para uma sessão de porrada em Vanda. E a delegada Helô? A filha descartável (quase nunca aparece). As que zelam, zelam tanto que viram sogras jararaca. Uma pequena listinha.

Dona Áurea – a mãe de Teo é tão zelosa que é uma das sogras mais jararacas dos ultimos tempos. Implica com Morena (com certa razão), implica com Erica e só não implica com Cacilda, sua melhor amiga, porque ela não tem olhos para mais ninguem…

Delzuite – A mãe verdadeira de Aisha passou mais da metade da novela num “nem ai” não só para a filha roubada como para as duas que moram com ela e os “outros filhos espalhados pelo mundo porque eu não tinha condições de criar”. Na verdade, o lado protetor e maternal ficou todo para Pescoço, o malandro come-dorme por quem ela negligenciou filhos, familia e até trabalho.

Helô – a historia da delegada nunca ficou bem explicada. Separou de Stenio (por causa da biscate da Bianca ou não?), Drica foi morar com o pai. Mas falava com a mãe quando estava na Turquia para reclamar de Fatma, a empregada que Berna lhe arrumou. De qualquer forma, o personagem de Mariana Rios foi totalmente descartavel, não aparece e não faz falta.

Amanda – a pobre da Carol, filha de Amanda e Carlos, cresce metida em armações, a mãe obrigando a menina a fingir-se de carência pra prender o pai. Só que, Carol não é criança-mala como Raissa (ou seria Chatissa?) e está bem humorada até quando participa das maluquices da tia Aida.

Yolanda – A personagem de Cristiana Oliveira é a mãe menos mãe da novela. Apareceu um pouquinho no coemço, depois em alguns capítulos do meio até sumir de vez. Azar de Caique…

Morena – o jeito como ela segura a pequena Jessica – mais parecendo um abacaxi do que um nenem, do jeito que ela larga os filhos para cuidar de outros interesses, principalmente o pobre do Junior que está se criando sozinho, coitado, dá pra ver que de mãe, Morena não tem nem as penas…

Sarila – a mãe de Ayla e Tamar é mais uma sogra-mala. Tão chata que anda meio sumida, mesmo que a Chilika ande atras de seu genro Ziah, prato cheio para ela intervir.

Lucimar – O que dizer de uma mãe que deixou a filha engravidar com 14 anos e vive atras de homem em gafieira? Pois é. Melhor nem dizer nada. Barraqueira, gritona, valentona. E acima de tudo chata.

Antônia – Essa na teoria seria uma ótima mãe, mas tem uma pessima filha, Raissa. A menina é chata – saiu ao pai – leva a mãe a loucura com desobediências e ainda reclama que a mãe só liga pra Carlos e mais ninguem (ô, mas a mulherada da novela não liga mais pros homens do que pros filhos?)

Berna – seria a melhor mãe da novela, a que deu tudo de bom e do melhor a Aisha (outra filha mala e mal agradecida). Seria. Roubou a menina da maternidade e pagou por ela. Perdeu.

Dona Leonor – não teve filhos, mas tem um cachorro a quem ela dedica todo carinho – e suas joias . Bom, tem gente que prefere mesmo cachorros. Então…

tutti frutti

Esta foi uma quarta-feira de cinzas inusitada com um papa quase fora do Vaticano, mas o bispo de Salvador já anunciou: vai ter campanha da fraternidade.

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A saida do Papa Bento XVI quase abafou os acordes do carnaval. Quase. O marketing de alguns artistas foi mais forte. Saulo dando “tchau Banda Eva, Claudia Leite virando personagem de HQ.

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Falando em HQ, a fantasia de toureira de Ivete Sangalo mais parecia roupinha de Mangá Japonês. Ela lembrava Sakura Card Captor. O modelito transparente do ultimo dia estava bregaaaaaaa.

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Enquanto isso, jornais deitaram falação em Daniela Mercury (logo ela que tem um camarote 0800 para onde se dirigem varios representantes da imprensa). Tudo por conta de uma pancada acidental que ela levou.

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Daniela apareceu pouco na TV esse ano. E mesmo assim apareceu mais do que outros artistas, bandas e cantores que não apareceram hora nenhuma. Injusto. Mas a mídia prefere “novidades”.

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E as ocorrências? Várias como sempre. Apagões na Barra, transporte clandestino comendo no centro, sujeira se acumulando, roubos, arrastões e a galera preocupada com os espetos de churrasquinho.

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Saulo levou uma semana numa despedida de mentirinha (ele sai do Eva mas leva a banda que terá outro nome). Ele deixa o bloco, mas consolidou seu “tchau, mamãe” tocando pro povão. Para o ano, ele consolida sua parceria com Ivete Sangalo no Coruja e Cerveja e Cia.

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Esse ano, o movimento nos bairros de Salvador fora do circuito de Carnaval foi maior do que em anos anteriores, sinal de que muita gente, mesmo sem pular, preferiu ficar em Salvador (ou faltou dinheiro, sabe-se lá)

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Enquanto isso, o MSC Fantasia – que não chega a ser o maior navio do mundo mas é enorme – descarregou milhares de turistas em Salvador. Nem parecia que dias antes, um turista caiu do navio e se perdeu no mar de Santos.

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Dados tristes e perigosos foi o numero de foliões, especialmente jovens, que tiveram complicações de saude e correram risco de vida por excesso de alcool e drogas, principalmente extase.

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Enquanto a Transalvador fiscalizava o circuito de carnaval, Dois ônibus da BTU largaram seus carros no meio da pista da Avenida Paulo VI, um deles estacionado em cima da calçada e obstruindo garagem de um predio, para seus tripulantes merendarem. De pasmar.

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Falando nisso, a galera se queixando de taxi que não queriam cobrar a bandeirada pelo taximetro, mas arriscando sua vida em mototaxi. As vezes, o barato sai caro…

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E a saida do Papa repercutiu nas Redes Sociais. No Facebook, uma turma aproveitou a irreverencia carnavalesca e lançou a candidatura de Padre Pinto, ex-pároco da Lapinha, para o cargo.

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Os abadás – antes um traje completo, agora apenas uma camiseta – estavam de uma pobreza que eu vou te contar. Tudo muito igualzinho, mesmas corezinhas, dificil distinguir um do outro.

Quem diria, mas depois de uma carreira meteorica que rendeu indicação para o Grammy, participação em vários programas de TV e pelo menos um mega sucesso, a música Ragatanga, o grupo Rouge, descoberto nos estudios do SBT no começo deste século XXI, cairia no limbo do esquecimento. Pois é. O fenômeno de 2002 e 2003 acabou, suas participantes seguem carreira solo, algumas delas se dedicando a músicais, como Aline Silva e Karin Hills que trabalharam na nova versão do musical Hair.
A memória do povo com relação a certos idolos é muito curta. Ragatanga, Rouge e mesmo o programa Pop Star se tornaram apenas verbetes em sites de busca. O grupo foi extinto em 2005 após quatro CDs, o último dele com 100 mil cópias vendidas, um número timido e menos de dez por cento dos 1,8 milhão vendidos pelo primeiro disco. Elas chegaram a aparecer na novela Dance Dance Dance, em 2007, mas foi tudo.
O grupo, formado por Luciana Andrade, Patrícia Lissa (posteriormente chamada Lissah Martins), Aline Silva, Fantine Thó e Karin Hils lotou centenas de shows, estrelou comerciais e programas de TV, além de terem comercializado milhares de produtos licenciados como álbum de figurinhas, sandálias, bonecas, entre outros. Em quatro anos de carreira o grupo, considerado a maior girl band do país, vendeu em torno de três milhões de cópias com quatro álbuns de estúdio, um álbum remix e três DVDs lançados. O grupo recebeu ao todo um disco de diamante, um de platina duplo, dois discos de platina e dois de ouro, pela ABPD, a Associação Brasileira dos Produtores de Discos. Além disso o grupo ainda recebeu certificado de disco de diamante pelo DVD A Festa dos Seus Sonhos e de platina por O Sonho de Ser Popstar.
Onde elas andam hoje? Luciana, a primeira a anunciar sua saida, em 2004, participou de CDs dos artistas Marcelo Yuka (O Rappa) e do ex-Titã Ciro Pessoa, do qual faz parte da banda. Também participou do musical “Into The Woods… Era Uma Vez”, como Cinderella. Após ter-se desligado do Rouge, seguiu estudando e trabalhando com música. A cantora tem como influências Beatles, Tom Waits e Sarah McLachlan.
Aline resolveu seguir carreira solo mas foi para os palcos de Hair ao lado de Karin.
Fantine trabalhou em um estúdio e fez shows em bares de São Paulo acompanhada pelo irmão, o guitarrista John Thó. Tornou-se mãe em 2007.
Karin está no elenco de Aquele Beijo como Bernadete. Lissah, como é chamada agora Patricia, vem se dedicando especialmente aos musicais e foi protagonista em Miss Saigon eme A Bela e a Fera, casou-se com um músico e pretende fazer faculdade.

“Faz parte do jogo, não tenho nada contra fulano mas preciso votar em alguem”. Essa frase serve para que uns e outros destilem suas antipatias, façam valer alianças malucas e detonem os adversarios nos realities shows que vem tomando conta das diversas emissoras desde que a Casa dos Artistas foi lançada no inicio da década passada pelo SBT. Depois disso, vieram Big Brother Brasil, Fama, A Fazenda, Hipertensão, No Limite e têm sido tantos, alguns ainda em cartaz, outros aposentados nas primeiras edições, alguns mais sérios, como O Aprendiz, outros como quadro de programas como Mais Você, Caldeirão do Huck e até mesmo o Fantástico (a Menina Fantastica não deixa de ser um realitie com paredão e tudo). Entre outros, alguns:

Big Brother Brasil – Ainda é o mais famoso e o mais disputado. Não acrescenta nada a quem assiste e poucos, entre os que participaram, chegaram a usufruir mais do que os costumeiros 15 minutos de fama, entre os quais Sabrina Sato, que virou apresentadora de TV, Grazi Massafera, que virou atriz e Jean Willys, hoje deputado. Outros são vistos como jurados de programa de TV ou em badalações, mas é tudo. O premio é milionário a exposição é enorme e talvez por isso o numero de inscrições bata sucessivos recordes todos os anos. Curioso é que a Globo ainda não começou a anunciar o BBB 12. Acabou se tornando uma novela de verão.

O Aprendiz – A nova versão do reality apresentado pela Record é O Empreendedor. Tem João Doria Jr como apresentador desde que Roberto Justus se afastou. Este ano, promote R$1,5 milhão em premio para o vencedor. A cada rodada (são apresentadas duas por semana) a equipe vencedora ganha um premio especial, geralmente viagens. festas, jantares, etc. As provas são dificeis e, ao contrario de outros realities, o povo não vota nos vencedores ou eliminados, tudo acontece na sala de reunião onde Doria e dois consultores discutem os erros e demitem um dos integrantes da equipe que perder o desafio da vez. Este ano, o programa foi totalmente repaginado e teve 153 mil inscrições.

A Fazenda – Não é BBB, nem Casa dos Artistas, é diferente mas na ultima edição reuniu uma “fauna” no minimo curiosa: a ex-namorada do jogador Adriano, Joana Machado, que foi a vencedora, o cantor Compadre Washington, o irmão de Bruno Gagliasso, Tiago, o ex-jogador Dinei, a ex-modelo Monique Evans, e a ex-Bruna Surfistinha, Raquel Pacheco entre outras “celebridades”. Rolou muia briga, um tapa, uma expulsão, animais maltratados, tititis, bate boca. No fim, Joana levou a melhor até porque se saiu bem nas provas semanais por conta do preparo físico (ela era personal trainer).

Super-Chef – esse realitie na verdade é um quadro do Mais Você. Uma espécie de “big brother comida” com o mesmo tipo de votação pelo público (devia ser um juri especializado), foco em panelinhas, combinações de votos e outras coisinhas. Não diminui nada, mas tambem não acrescenta. E se alguem pensar em pegar receitas novas, esqueça.

Projeto Fashion – Segue a linha de outros realities profissionais, estilistas precisam cumprir provas como criar roupas para a embalagem de uma tintura de cabelo, usar materiais reciclados, criar modelos para loja de departamentos e outros desafios semelhantes. O chato são os jurados – entre os quais a apresentadora do programa, Adriane Galisteu – que muitas vezes humilham os participantes ao criticar os modelos. O formato não é ruim, o resultado é interessante, mas o dia não ajuda> sábado, tarde da noite. Exibido pela Band.

Hipertensão – Esse á um programa feio, com provas cavernosas e uma apresentadora sen sak, Tem gente que gosta, tudoi bem (tem gosto para tudo), mas é completamente dispensável. Foi exibido na Globo mais ou menos na mesma época que A Fazenda,, cheio de cobras, serpentes, fogo e outros lixos.

Fatima Dannemann

Exagerada, over, exuberante, as vezes sedutora, noutras, malvada, sempre de olho numa carteira recheada de “dinheiros de plástico” (cartão de crédito), a perua está presente nas novelas desde o principio dos tempos. Antes de existir o termo Perua que virou moda no final dos anos 80.
De peruas “coroadas” como a Rainha Valentina (Tereza Rachel) de Que rei sou eu, a peruas pós-modernas como Natalie Lamour (Débora Secco) em Insensato Coração ou Clo (Irene Ravache). Algumas atrizes até já viveram o papel de peruas mais de uma vez como Elizabeth Savalla, que já foi uma “perua-melindrosa” em Chocolate com Pimenta (Jezebel), uma perua obcecada por juventude em Sete Pecados (Rebeca) e agora faz a perua-autoridade em Morde e Assopra (Minerva).
Uma lista de peruas de novela inclui também:

Clo (Tereza Rachel – O Astro) – muito antes de alguém inventar chamar mulheres exageradas de peruas, Tereza Rachel apareceu na primeira versão de O Astro (década de 70) como a viúva do falecido Salomão Hayalla que depois se casa com o próprio cunhado.

Viúva Porcina (Regina Duarte – Roque Santeiro) – Tudo era muito exagerado naqueles tempos. Talvez porque nos anos 80 ainda havia censura e o jeito de extravazar era nas roupas e atitudes, Assim, alem de Porcina, tinham outras peruas na novela como as vedetes Ninon e Rosaly (Claudia Raia e Isis de Oliveira). Mas num universo de fantasia onde havia beatos, lobisomens e outro bichos, podia tudo.

Mary Montilla (Carmem Verônica – Belíssima) – OK, vedete pode tudo, inclusive exagerar e Mary Montilla era uma ex-vedete no folhetim. Guida Guevara (Iris Bruzzi) era outra. Exageradas e engraçadas, garantiram Ibope a novela. Carmem Verônica, aliás, fez outra perua de sucesso: Xena, na novela Deus nos Acuda.

Mary Matoso – (Patrícia Travassos – Vamp) – quem não se lembra das cenas dos auto-falantes tocando “Como uma deusa” gritada a plenos pulmões por Mary Matoso em Vamp? Na categoria peruas do alem, com certeza ela é a mais lembrada. Anos mais tarde, em O Beijo do Vampiro, Claudia Raia e Betty Goffman viveriam outras vampiras bem exageradas.

Leona – (Carolina Dieckman – Cobras e Lagartos) – perua jovem e vilã que passou boa parte da novela gritando numa das piores interpretações da atriz. Típica perua mesmo: roupas de marca, cabelo liso, pintado de louro. Quer mais?

Nazira – (Eliane Giardini – O Clone) – A perua-etnica vivida por Eliane pode ser revista atualmente no Vale a Pena ver de novo (nesse caso, vale mesmo porque a novela de Gloria Perez é ótima, alem de mostrar coisas diferentes como os costumes mulçumanos). Mas, há desculpas. As orientais são mesmo exageradas. Como Indira (de novo Eliane) em Caminho das Índias. A sogra-naja que não dava a chave da dispensa a qualquer nora e que criticava quem andava “arrastando o sári no mercado”.

Eva – (Adriana Garambone – Rebelde) – Até novelinhas infanto-juvenis têm suas peruas. A de Rebelde é Eva Messi, exagerada, histérica, sedutora, mas do bem. Sua filha é que é quase o oposto, Roberta.

Regeane e Goretti – (Viviane Passmanter e Regiane Alves – Tempos Modernos) – Enquanto a irmã mais nova Nelinha, vivia caçando estrelas no céu, as duas mais velhas eram peruíssimas. Filhas de um empresário emergentes, elas se cobriam de brilho e excesso de jóias e maquiagem por centímetro quadrado e sonhavam com “gente que interessa”.

Rubra Rosa – (Suzana Vieira – Fera Ferida) – Essa foi apenas uma das peruas dessa novela cheia de lendas e fantasias e foi apenas uma das peruas que Suzana Vieira viveu na vida. As outras exageradas da novela eram Salustiana (Joana Fomm, quase uma maníaca sexual e que dava em cima do delegado da cidade) e Ilka Tibiriçá (Cássia Kiss) que fazia o gênero perua romântica e suave com roupas inspiradas no filme Candelabro Italiano.

Laila – (Christiane Torloni – Um anjo caiu do céu) – La Torloni é uma das atrizes que já viveu mais de uma perua na vida. Uma delas foi Laila, que passou toda a novela gritando pelo mordomo “gildooooo”. Mais recente, ela viveu Melissa em Caminho das Índias. Uma perua que não aceitava a doença mental do filho e as traições do marido, essas, aliás, pagas com uma bela surra na amante dele.

Na falta de ter o que fazer, assisto, as vezes, Insensato Coração, da qual eu não gosto e chamo INSENCHATO CORAÇÃO, pois nem parece escrita pelo mesmo autor de Vale Tudo ou Celebridade. No começo da novela, o personagem Kleber (Cassio Gabus Mendes) era um jornalista de economia sério, profissional, empenhado em revelar as falcatruas de Cortez (herson Capri) um banqueiro cheio de “manhas” e carente de escrupulos. Os caítulos foram se sucedendo e eis que, de repente, o banqueiro foi transformado de trambiqueiro em mulherengo doido por “periguetes” mais jovens, todo o papo dele com os assessores se transformou em conversa sobre “vagabundas” como ele costuma chamar as amantes, enquanto Kleber, que seria o mocinho na historia foi transformado num viciado em jogo, alcoolatra, homofobo, que ainda por cima rouba faxineiras pobres e não paga a pensão da filha. Ai eu pergunto: o que Gilberto Braga tem contra o jornalista? trauma de alguma materia mal feita?
Não é a primeira vez em que o autor avacalha a minha profissão. Em Celebridade, Renato Mendes (Fabio Assunção) é inescrupuloso, mau e assassino. Havia um jornalista sério e competente que era alcoolatra. Republico uma crônica escrita na época de celebridade:

Jornalismo sério nunca será careta

Fatima Dannemann

Eis que assistindo uma novela, uma afirmação de um personagem me fez arrepiar dos pés a cabeça de susto e indignação. Na cena de uma reunião, um jornalista refere-se a outro, indicado para um cargo de confiança como “um cara careta, cheio de princípios retrógrados como ouvir mais de uma fonte, sempre buscar a verdade e ser imparcial”. Tremi nas bases. Não sabia que tudo pelo que lutei a minha vida inteira, a verdade, fosse careta. Sim, sei que muitas vezes fiquei de castigo, fui punida em escola, trabalho, por ser verdadeira, sincera, por falar a verdade e assumir meus erros, enquanto pessoas que mentiam eram até recompensadas com boas notas ou promoções. Sou daquelas que seriedade e verdade são, sim, princípios ousados por que exigem muito mais trabalho e mais coragem.

***
Ouvir uma única fonte pode ser correto quando você vai entrevistar um cantor ou cantora sobre seu novo disco (e mesmo assim se você puder ouvir alguém da equipe técnica ou da equipe de músicos e arranjadores, sua matéria só cresce, especialmente em credibilidade) ou quando se trata de um médico que descobriu um remédio novo e está apresentando em algum congresso (e mesmo assim sempre que você puder enriquecer com outras fontes seu texto ou matéria de TV só ganha). Mas, mesmo quando o jornalista está presente e assiste aos fatos pode correr o risco da parcialidade, como cobrindo jogos de futebol, estréias de filmes e peças de teatro. Há muito no que prestar atenção para deixar de ser crítico e ser repórter, mas o modo como as redações trabalham atropelam o bom jornalismo.

***
Há na Bahia um problema sério: as redações foram “encolhidas” com a desculpa de economia, redução de custos, etc. Eu, mesmo, estou desempregada há três anos. Se antes dos cortes de pessoal o jornalista já saia com duas e até três pautas para cobrir (cada pauta uma matéria, fora eventuais boxes e outros desdobramentos, claro que se tratando de matéroa com griffe de repórteres experientes, sérios e “caceteiros” como Levi Vasconcelos – falar de MFD vai ficar parcial e estranho e Levi, além de grande amigo, é um dos meus exemplos). Claro que isso compromete um trabalho melhor. É preciso mil negociações com o editor para convencer que tal assunto merece um aprofundamento no dia seguinte. Há quem simplesmente queime uma das pautas ou faça o trabalho “de qualquer jeito”. Isso, claro, compromete o jornalismo sério.

***
Entretanto, mesmo com esses problemas: excesso de trabalho, condições de trabalho que deixam a desejar (no caso dos fotógrafos é pior, muitos saem com cinco ou seis pautas diferentes além das duas ou três do repórter), muitos jornalistas (pelo menos os do meu tempo) lutam para fazer um bom trabalho. Eu sei que mil interesses estão em jogo: é o anunciante, é a tendência política dos donos do jornal, é o interesse de um assessor de imprensa que sai distribuindo jabás e convites para festas e almoços com boca livre total, é o estrelismo de muitos jornalistas que acreditam que são os máximos dos máximos da intelectualidade mundial quando não passa de um trabalhador de uma linha de montagem que, com o jornalismo on line, passou a ter validade de algumas horas.

***
Mas, a seriedade nunca será careta. Muito pelo contrário. A seriedade será sempre um ato de ousadia. No tempo em que as TVs oscilam entre o flerte com o poder da Globo, as baixarias dos Ratinhos e das Marcias, em que as revistas oscilam entre posição pró-americanos, nos tempos em que o must são revistas de fofocas com ilhas, castelos, faqueiros e coleção zen-superficialmente, é preciso ser mais sério ainda para não cair no descrédito. O público não é bobo e no fundo quer isso: seriedade. Mesmo que isto custe ao jornalista sacrifício, salários baixos ou mesmo desemprego. O que o personagem da novela falou foi um erro de cálculo. E todo mundo podia passar sem isso.

Fatima Dannemann

Helena nunca foi “mocinha-familia”. Modelo, viajada, chegou a abortar para abocanhar um contrato. Conheceu Marcos, foi direto pro rala e rola. Casou não convenceu nem a si mesma como dona de casa. Foi pra Jordânia, implicou com Luciana que acabou tetraplégica porque a ma-drasta não queria a enteada no mesmo carro que ela. Voltou, nunca se importou com sogra, enteadas nem com os amigos do marido, cai de charme quando encontra Bruno. Então, aquele medo absurdo que Helena sente ao ver Rafaela, a insuportável garotinha filha de Dora a amiga traira que ela abrigou em casa, não convence ninguém. Nem Helena com caras, bocas, gritos. Aliás, nem a novela Viver a Vida convence ninguém. Salvam-se o drama de Luciana com a paralisia e as tentativas de superação.

Nem é preciso falar da interpretação de Tais Araújo que passa boa parte do tempo chorando (sem borrar maquiagem, diga-se de passagem), berrando (o tom de voz da moça é estridente) ou fazendo bicos. Helena não convenceu, não tem bala na agulha pra sustentar uma novela. Se não fossem os personagens secundários, Viver a vida poderia se chamar Páginas em branco. Vida de modelo ou ex-modelo já foi retratada melhor até em novela das sete. Médicos que passam mais tempo na cantina do hospital. Uma “devoradora de homens” que só “pegou” até o momento o namorado de Clarisse, a personagem de Cecília Dassi, aliás, uma grande jovem atriz que está sendo relegada ao ultimo dos planos nesse folhetim.

Dá saudade de Caminho das Índias com Maya, Raj, Komal, o pessoal da Lapa, Norminha, Abel, Tarso. Havia historia no Caminho das Índias. E histórias das boas. Intensas cheias de elementos que deixam os espectadores com vontade de saber mais. Até os dramas de Luciana se arrastam: ela dispensou o gêmeo-chato, Jorge e até hoje não se declarou ao gêmeo-legal, Miguel. E podem ler nos resumos dos próximos capítulos do site da Globo: até março, tudo que vamos ver será um reme-reme que não vai dar em nada. Pior, nem a escandalosa Renata, que está caracterizada como um clone de Amy Winehouse bastante piorado, deu escândalo. Nem vai dar. Ela já encontrou Felipe pra conter seus revertérios e por conta disso o ex-aventureiro se transformou em modelo fotográfico. Muito simples. O que até poderia resultar em eventos interessantes acaba devidamente sufocado pelo clichê dos estúdios. Se o Rio não fosse uma cidade de beleza impar, e alem disso cheia de opções para divertir, praticar esportes radicais ou não,  daria para acreditar que Felipe e Bruno resolveram se render as facilidades e deixar de lado a vida de aventura. Ah, e que novela de modelos é essa que não há desfiles só uma foto ou outra?

Outros detalhes são que Manoel Carlos não repete apenas o nome de sua protagonista, mas repete também nomes de outros personagens. Havia um Jorge em Páginas da Vida. Na mesma novela também tinha uma Alice, um Leandro e uma Lívia. Camila Pitanga também se chamava Luciana em Mulheres Apaixonadas. E de novo havia um Leandro. Em Laços de Família, Tony Ramos foi Miguel, Lilia Cabral foi Ingrid. Em Baila Comigo, os personagens principais eram gêmeos. Médicos aparecem em quase todas as tramas do autor. Nas três últimas novelas, muitas cenas aconteceram em hospital e mais: já deu pra notar que bastou uma “maquiagem” para transformar o hospital de Páginas da Vida no local de trabalho de Miguel, Ariane, Ricardo e Ellen. Certo: médicos e hospitais sempre rendem histórias. Mas, em três novelas seguidas há um toque de falta de imaginação. Isto, entretanto, é apenas um detalhe. Pior foi o drama de Sandrinha, irmã de Helena, casada com bandido e morando na favela, cair no esquecimento. Talvez a culpa seja dos atores que nem dão o toque de drama necessário. Seja como for, Páginas em Brancos, oops, er… Viver a Vida, passa do meio ao fim sem dizer a que veio. Ainda bem que só faltam uns dois meses…

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