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Poderosas da Semana

 

Personagens de Novela que sofreram algum tipo de doença:
Erica (Samara Filipo em Malhação) – sofria de AIDS
 Carla (Mel Fronckowiak em Rebelde) – bulimia
Camila (Carolina Dickman em Laços de Familia) – leucemia
Laura (Gloria Meneses em Senhora do Destino) – alzheimer
Haydee (Christiane Torloni em America) – cleptomania
Luciana (Alinne Moraes em Viver a vida) – tetraplegia
Homenageando todas as atrizes ao fugir dos padrões “saude e beleza” e ter coragem de mostrar o que as pessoas doentes sofrem.
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Quem diria, mas depois de uma carreira meteorica que rendeu indicação para o Grammy, participação em vários programas de TV e pelo menos um mega sucesso, a música Ragatanga, o grupo Rouge, descoberto nos estudios do SBT no começo deste século XXI, cairia no limbo do esquecimento. Pois é. O fenômeno de 2002 e 2003 acabou, suas participantes seguem carreira solo, algumas delas se dedicando a músicais, como Aline Silva e Karin Hills que trabalharam na nova versão do musical Hair.
A memória do povo com relação a certos idolos é muito curta. Ragatanga, Rouge e mesmo o programa Pop Star se tornaram apenas verbetes em sites de busca. O grupo foi extinto em 2005 após quatro CDs, o último dele com 100 mil cópias vendidas, um número timido e menos de dez por cento dos 1,8 milhão vendidos pelo primeiro disco. Elas chegaram a aparecer na novela Dance Dance Dance, em 2007, mas foi tudo.
O grupo, formado por Luciana Andrade, Patrícia Lissa (posteriormente chamada Lissah Martins), Aline Silva, Fantine Thó e Karin Hils lotou centenas de shows, estrelou comerciais e programas de TV, além de terem comercializado milhares de produtos licenciados como álbum de figurinhas, sandálias, bonecas, entre outros. Em quatro anos de carreira o grupo, considerado a maior girl band do país, vendeu em torno de três milhões de cópias com quatro álbuns de estúdio, um álbum remix e três DVDs lançados. O grupo recebeu ao todo um disco de diamante, um de platina duplo, dois discos de platina e dois de ouro, pela ABPD, a Associação Brasileira dos Produtores de Discos. Além disso o grupo ainda recebeu certificado de disco de diamante pelo DVD A Festa dos Seus Sonhos e de platina por O Sonho de Ser Popstar.
Onde elas andam hoje? Luciana, a primeira a anunciar sua saida, em 2004, participou de CDs dos artistas Marcelo Yuka (O Rappa) e do ex-Titã Ciro Pessoa, do qual faz parte da banda. Também participou do musical “Into The Woods… Era Uma Vez”, como Cinderella. Após ter-se desligado do Rouge, seguiu estudando e trabalhando com música. A cantora tem como influências Beatles, Tom Waits e Sarah McLachlan.
Aline resolveu seguir carreira solo mas foi para os palcos de Hair ao lado de Karin.
Fantine trabalhou em um estúdio e fez shows em bares de São Paulo acompanhada pelo irmão, o guitarrista John Thó. Tornou-se mãe em 2007.
Karin está no elenco de Aquele Beijo como Bernadete. Lissah, como é chamada agora Patricia, vem se dedicando especialmente aos musicais e foi protagonista em Miss Saigon eme A Bela e a Fera, casou-se com um músico e pretende fazer faculdade.

 

Na semana do aniversario de descobrimento da Baia de Todos os Santos – são 510 anos desde que foi “achada” pelo navegador Americo Vespuccio em 1 de novembro 1501 – aproveito para lembrar sobre a Igreja da Sé de Palha, no Centro de Salvador. Esta igreja simplesmente foi derrubada para dar passagem ao bonde quando o “progresso” chegou a Baia. Sobraram algumas imagens, desenhos, fotos, que estão em museu, e durante a reforma da Praça da Sé (sim, o nome ficou apesar de não ter mais igreja, nem bonde e nem ao menos ponto de ônibus) construiram o monumento da cruz caida para lembrar a derrubada não só da igreja mas do patrimonio e da memória da cidade.

Fatima Dannemann

Quando eu era estudante, adorava escrever quadrinhos. Meus cadernos tinham historinhas no alto da página como uma forma de não arrancar as páginas. Tinha poucos leitores. Dois ou tres, contando comigo. Pois quando fui trabalhar na Tribuna da Bahia, já formada, continuei com a mania. Além de meus personagens habituais, Jarascavel, Perereca, Jabuti, criei outros. Estes eram mais do que “levemente desinspirados” na redação. Estavam lá retratados, alem de mim mesma, claro, os colegas. Não mostrava a ninguem, ou a quase ninguem, Angela Peroba (onde será que ela anda) lia e se acabava de dar risada.

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O titulo era invariavelmente o mesmo, “certo dia, na redação do Tapinha”. Isso porque eu dizia que no dia em que eu tivesse um jornal, sairia ao meio dia. Meus argumentos. A pessoa acorda de manhã e já tomava a “porrada matutina” nos jornais. Saindo mais tarde, o impacto seria de apenas um tapinha, aquele que dizem que não doi. Mas doi, sim. Só que menos. Mas isso foram nos idos dos anos 80. O mundo era outro. A ditadura já sufocava menos, os exilados voltaram, começamos a gritar Diretas Já . As diretas nem vieram logo. Vi Tancredo morrer, o cruzeiro virar cruzado, depois cruzeiro, depois cruzado novo dependia do Plano da vez. Meus personagens mudavam de acordo com o vai e vem da redação. Leleonel era tão grande que só aparecia as pernas nas historinhas. Dorival Penacho era um índio. Criei o personagem inspirada num apelido que Marquinho Moreira colocou em Derval Gramacho, colega e amigo que depois namorou e casou com Vitoria (a Vivi das historinhas) e foram felizes para sempre apesar de alguma oposição (sim, existem espíritos de porcos até em redações de jornal).

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A Tribuna nos dava uma certa liberdade de expressão e essa era exercida no mural. Normalmente murais são instrumentos oficiais para ficar comunicados iternos, proibições, tabelas de aniversarios, etc. Pois no nosso dava de tudo: listas, abaixo assinados, gracinhas, comentarios, piadas, concursos de miss e – acho que era o preferido da galera – o de Rainha da Primavera. Só dava Oliveira ou Jolivaldo em primeirissimo lugar porque os concursos geralmente eram unissex: valia viotar em quem quisesse a ambos tinham flairplay suficiente para desfilar. Eram esses momentos “tapinhas”, que alem de não doer acabavam agradaveis, que dava animo para os momentos porrada.

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Trabalhar até tarde significava não só – para mim a gloria – a garantia de uma materia assinada e com destaque mas que depois teriamos uma ótima desculpa para ir ao Abaixadinho lavar roupa suja, passar roupa limpa, tomar uma e fazer hora enquanto decidia-se para onde ir. É que lá pelas tantas chegava alguem com recados tipo “eu soube que vai ter uma festa na casa de fulano”. E ia todo mundo na cara de pau. Se era verdade, ótimo. Se não, havia sempre um boteco nas imediações. O jornal era pequeno comparado com outras corporações editoriais. Por isso todo mundo se conhecia. As festas eram animadíssimas especialmente as da casa de Aidil, telefonista, que começavam pela manhã e só terminavam altas horas da noite. Mas trabalhavamos muito. O salário não chegava a ser lá essas coisas, a inflação comia tudo. Eram épocas dificeis. Momentos tensos eram mais frequentes do que os relax e uma vez cheguei a fazer uma contagem tregressiva quando um chefe saiu de férias e outro foi substituir.

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Não, eu não sou saudosista. Era uma vida de cão, mas até os cães são felizes e eu tive muitos momentos felizes. Mas é como se eu estivesse vivendo aquilo tudo ao vivo, hoje. Eliana, secretaria, pedindo silêncio enquanto pegava a lista de sepultamentos. Valdemir me dizendo “leia a pauta, olhe que o lead está na pauta”. Mara Campos, sempre serena. Roque Mendes e seu excesso de organização de virginiano. Os “Menudos”, os diagramadores: Jorge, Geneumir, Vado, Marcos. Esse papo todo é só para contar sobre a comunidade Velha Tribuna da Bahia, que está bombando no Facebook, reunindo muita gente boa. Fundadores como o professor Sergio Mattos, famosos como o deputado Jean Willys, e muito mais. Um ponto de encontro de um jornal que foi escola e inspiração para muita gente e que mesmo com dificuldades continua vivo, graças a Deus.

Quem olha alem do mar, das ribanceiras e cidades cheias de ladeiras da Costa Amalfitana descobre surpresas como varandas transadinhas onde deveria ficar o telhado das casas.

Algumas, boas para um banho de sol. Outras, dignas de uma festa dançante. Mas todas, convidativas.

radiola

Caetano Veloso, a banda inglesa Coldplay e Lenine são alguns dos artistas que resolveram investir em uma “antiguidade”: os discos de vinil. Isso mesmo. Os LPs haviam sumido do mercado desde meados da década de 90, mas desde meados desta década (por volta de 2005)  que o mundo passou a assistir um movimento inverso, com discos de vinil de 33 rotações sendo vendidos aos milhões em alguns lugares do mundo.

Somente nos Estados Unidos, o número de LPs vendidos em 2007 ultrapassou a casa do milhão. Técnicos em som afirmam que muitos artistas e até usuários vêm se desencantando com o CD e os mp3 e mesmo que estes ofereçam sons sem chiado, “Com o vinil, a amplitude vai do preciso ao mais quente quando a idéia é reproduzir o material original. [O mp3] pega 90% da música e joga fora”, como afirmou Bob Ludwig, engenheiro de masterização que já trabalhou com o Nirvana.

O escritor Ivan Lessa escreveu no site BBC Brasil sobre o vinil: “Era um ritual simples e gostoso. Você tirava o bichinho da capa, punha no prato da vitrola, pegava a pequena alavanca do braço (ou pick-up), virava para o lado que queria (78 ou 33 e 45) e, com cuidado, deixava pousar no sulco do disco.  Daí ficava curtindo o som gordo e amigo. E, às vezes tinha uns estalinhos ou chiado. Igualzinho à vida. E tome polca, com ou sem Adelaide Chiozzo. Ou valsa, samba, chorinho, fox-trot, Bach, Beethoven, Mozart.”

Mas, muitas crianças e adolescentes de hoje só viram o disco de vinil em fotos e muitos nem acreditam que “isso tocava música”. Pois tocava. Em aparelhos elétricos que também sumiram do mercado, as radiolas ou toca-discos. O disco de vinil surgiu na década de 40 para substituir os velhos bolachões de 78 rotações feitos de goma laca. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. È gravado analogicamente e os sulcos fazem vibrar a agulha das radiolas. A vibração se transforma em sinais elétricos e depois na música.

O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira, ser guardados sempre na posição vertical e dentro de sua capa e envelope de proteção. A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco como a agulha.

Uma curiosidade: o disco de vinil não precisa de um aparelho de som propriamente para ser “tocado”. Experimente colocar o disco rodando na vitrola, sem áudio, com as caixas de som desligadas. Você conseguirá ouvir o disco, pois seu princípio de funcionamento se baseia na vibração da agulha no sulco (espiralado, como um velodromo, tendendo ao infinito como uma linha reta) dentro das ranhuras, que nada mais são do que a representação freqüencial do áudio em questão.

Fontes: wikipedia, BBC-Brasil, ambrosia

O acidente com o Airbus A330 da Air France na madrugada da ultima segunda-feira, comoveu o Brasil, mobilizou aviões de vários paises e mais uma vez, é posta em cheque a segurança das viagens aéreas. Desde que foi inventado por Santos Dumont, o avião tem sido o meio mais rápido de chegar a lugares distantes, mas assim como inspira aventuras e sonhos, também provoca medo: somente neste ultimo acidente, 228 passageiros foram dados como desaparecidos sem grandes chances de sobrevivência. Acidentes aéreos mataram gente importante e famosos como o músico Glenn Miller, a atriz Leila Diniz, o escritor Saint Exupéry além do próprio Santos Dumont.

Maria de Fatima Dannemann

Nada mais tênue do que o fio da vida. Diziam os gregos, que as parcas teciam e cortavam esses fios do destino tornando a vida mais longa ou mais breve. Muitas vezes, esses fios são cortados em momentos felizes, durante ou depois de umas férias, ou quando a pessoa busca bons negócios, boas oportunidades de trabalho. Outras vezes, no auge da fama e em plena juventude. Foi assim com Leila Diniz, foi assim com os Mamonas Assassinas, foi assim com o Príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, quarto na linha de sucessão da monarquia brasileira, um dos 228 passageiros do vôo 447 que sumiu dos radares na altura de Fernando de Noronha, um dos maiores acidentes aéreos deste ano e um dos maiores sofridos pela Air France, considerada uma gigante do setor de aviação civil.
Mais do que ceifar vidas, o acidente abalou a confiança na aviação, mobilizou governos de vários paises que estão empenhados na busca dos destroços da aeronave e não só em corpos mas possíveis sobreviventes, como fez a opinião pública e a mídia esquecer outros assuntos “quentes” como a gripe suína, a dengue, os escândalos políticos, a situação da Petrobras e outras mazelas que, de repente, ficaram em segundo plano. Um acidente desse significa não só a perda de mais de 200 vidas, como a dor de um outro tanto de famílias, amigos, parentes e, no caso deste vôo, prejuízo até para empresas que perderam alguns de seus altos executivos: a Michelin, a CSA tinham funcionários nesse vôo.

Recorde

Apesar das proporções e das circunstâncias – o avião sumiu dos radares, há quem tenha noticias de luzes e explosões ao longe e destroços já foram encontrados no Senegal – o desastre do vôo 447 não chega a ser o pior da história. Em 1977, nas Ilhas Canárias, o choque de dois boing 747 provocou a morte de 583 mortos. Esse, segundo as estatísticas e pesquisas, teria sido o pior acidente de toda a historia da aviação. Em 1985, um outro jumbo (Boeing 747) da Japan Air Lines cai entre Tóquio e Osaca causando 520 mortes. Outra fatalidade envolvendo 747, novamente uma colisão, aconteceu na Índia em pleno voo em Nova Délhi entre um Boeing 747 saudita e um Ilyushin-76 cazaque: 349 mortos, em novembro de 1996.
Há menos de duas semanas, o Brasil já vivia momentos de comoção com a queda de um jato particular no sul da Bahia em que todos os 15 ocupantes da aeronave morreram. Quem chega a São Paulo pode ver o lugar onde o avião da Tam se chocou com um prédio causando uma enorme tragédia no aeroporto de Congonhas em 2007. Ainda no Brasil, o choque entre um jato da Gol e um avião legacy na Amazônia, em setembro de 2006, deixando 154 mortos.
O impacto do acidente desta semana é grande não somente por envolver vários paises na busca e na decifração de um possível mistério (o que teria acontecido com o avião) como por outros motivos. Um deles é que a rota do Atlântico não era palco de acidentes desde 1936. Há, segundo os estudiosos andaram falando na mídia desde segunda-feira, uma zona de convergência intertropical sujeita a turbulências, tempestades e ondas mais altas, e uma área de águas internacionais (sem pertencer a nenhum país) e difícil de ser captada por radares (por isso, afirma-se, que os navios evitam ficar longe de águas territoriais na travessia de oceanos).
O abalo que a Air France sofre é outra conseqüência do desastre. A companhia nasceu em 1933 da fusão entre várias empresas de aviação francesas. A empresa, desde então, só fez crescer e desde 2003, com a fusão com a holandesa KLM, passou a ser uma das gigantes do setor atendendo 258 destinos em 621 vôos gerando 105 mil empregos. Esse vôo 447 é um dos principais elos de ligação entre a França (um dos 10 paises que mais mandam turistas ao Brasil) e o Brasil (o décimo segundo pais que mais envia turistas a França) que tem, desde os tempos da colonização, laços culturais, econômicos, políticos e de amizade um com o outro.

E o vento levou…

O vôo 447 vira assunto de post em blogs e sites de relacionamento e até o escritor Paulo Coelho vem fazendo especulações e dando seus palpites sobre o assunto no Twitter, o micro-blog mais divulgado no momento. O príncipe brasileiro, os executivos das multinacionais, uma dançarina irlandesa são algumas das pessoas que tiveram o mesmo destino de famosos em outros acidentes.

– Glenn Miller, famoso maestro da época das big-bands e do swing, morreu em um misterioso acidente aéreo na época da guerra.

– John Fitzgerald Kennedy Jr – morreu em 1999 num avião em que ele mesmo pilotava. Sua esposa, com quem formava um dos mais belos casais jovens americanos da época, também estava na aeronave.

– Leila Diniz estava com 27 anos e no auge da fama quando morreu em um acidente da Japan Air Lines em 1972. Era uma das mais promissoras atrizes da época e uma das mais polêmicas por desafiar tabus e a censura dos militares.

– O presidente Castelo Branco morreu em um acidente aéreo em 1967 logo após deixar o poder.

– Em 1942, no auge do sucesso, a atriz Carole Lombard morreu em um desastre aéreo nos Estados Unidos quando tentava vender bônus de guerra. Ela era esposa de Clark Gable (o Rhett Butler de E o vento levou)

– O escritor Saint Exupéry fazia uma missão aérea de reconhecimento quando sofreu um acidente e morreu. Seu corpo nunca foi encontrado. Os destroços do avião apareceram em Marselha em 2004.

– Mamonas Assassinas – tão meteórica quanto a carreira musical foi a vida dos meninos que integravam o grupo pop-irreverente que fez sucesso nos anos 90. Um acidente aéreo matou todos no jatinho que transportava a banda.

– Em 11 de setembro de 2001, aviões se chocam e destroem o World Trade Center, Nova York, e parte do Pentágono, Estados Unidos. Não chegou a ser acidente aéreo, foi um atentado terrorista, mas matou centenas de pessoas em terra e no ar.

– As eleições de 1982 tinham como certa a vitória de Cleriston Andrade do PDS até que um acidente de helicóptero no sul da Bahia matou o candidato, outros políticos e executivos do governo numa das maiores tragédias aéreas vistas na Bahia.

No começo, era a simplicidade e a baiana. É só conferir no Modelito que Marta Rocha usou em 1954

Em 1966, Ana cristina Ridzi inovou e usou um modelo inspirado no calçadão de Copacabana.

Tres anos antes, Vera Lucia Maia homenageou outro ícone da cultura brasileira: o índio.

Nos anos 80, Eveline Schroeter homenageou a Bahia de suas origens e vestiu-se de baiana no Miss Universo.

Nos ultimos anos, os trajes se tornaram mais “viajantes”. Renata Fan usou este aqui

O traje da Miss Brasil 2008 era tudo menos típico. Uma coisa verde de gosto duvidoso (minha opinião, desculpe quem não concordar) mistura de Ursula da Pequena Sereia com fantasia categoria originalidade do Teatro Municipal.

O pior é que perto de outras bizarrices, no concurso de Miss Universo, a Miss Brasil (que aliás não foi classificada) era até discreta. É só ver a fantasia da Miss Tailândia (tartaruga ninja?)

Ou mesmo a índia cheia de piercings da Miss Venezuela (horrivel)

Quanto ao que andaram publicando na net, a fantasia da Miss Afeganistão… Bom, só pode ser brincadeira de mau gosto e uma tremenda falta de respeito com o sofrimento das mulheres afegãs, vítimas há anos da guerra e do talibã.

Fatima Dannemann

Serviço: O Miss Brasil acontece sábado, 22 horas, em São Paulo e será transmitido pela TV Bandeirantes.

obidos

Finalmente fui a Portugal. Meio inevitavel depois de atravessar o Oceano literalmente. Pelo mar, aportei em Lisboa. Bela cidade apesar do ar meio velharia do centro. Mas, algo elegante na medida. Contrariando o que eu pensava, há muitos jovens por lá. E moda: os shoppings são de deixar o queixo caido.

Andando pelo interior, me encantei com essa cidadezinha muito fofa: Obidos, onde encontrei essa simpatica familia de bonequinhos numa lojinha.

Vale conferir. Fica perto da capital, tem ruinas de castelo medieval. Artesanato de bom gosto (apesar das lembrancinhas óbvias e feitas em série), flores e ginginha servida em copo de chocolate. Algo tipo medieval-rural-chique. Adorei.

 

Maria de Fatima Dannemann

 

Apesar do início do single Cadê Dalila lembrar uma música de dança do ventre, a verdadeira Dalila foi uma palestina mencionada como traidora na Bíblia

 

                      Nunca se viu tanto equívoco como nos últimos tempos. No programa de Ana Maria Braga, Juliana Paes diz que um dos poucos lugares da Índia onde as mulheres precisam cobrir o rosto é nos Emirados Árabes. Um professor de dança diz que por causa de “Caminho das Índias”, “Dalila” deve ser a mais tocada. A Ásia entrou pela janela dos lares baianos, via rádio, TV ou mesmo o som do porta-malas do carro do vizinho e provocou esses erros. Dalila, agora imortalizada na letra de Carlinhos Brown e na voz de Ivete Sangalo, não era deusa, nem hindu, nem árabe: era palestina, uma personagem bíblica que ficou famosa por trair Sansão apenas por despeito.

                      Sansão, herói bíblico, era conhecido por sua força excepcional, apaixonou-se pela irmã de Dalila, Semadar, que foi dada a outro homem. Sansão fica revoltado e sai  barbarizando, além de desprezar Dalila que caia de amores por ele. Um belo dia, alguém mata Semadar para vingar-se dos prejuízos que o herói desprezado anda causando. Sansão jura vingança e a partir daí causa uma guerra sem fim até que ele se descobre apaixonado por Dalila que é procurada pelo chefe dos filisteus e convencida a descobrir o segredo de sua força. Somente por vingança ela aceita e corta os cabelos do herói. Os filisteus chegam, o agarram, furam-lhe os olhos e o levam para Gaza (desde aqueles tempos palco de discórdia). Lá, o prendem com duas correntes de bronze e o colocam para girar a pedra do moinho. 

                    Na prisão, seus cabelos voltam a crescer.  Um dia, os filisteus se reúnem para oferecer um grande sacrifício ao deus Dagon.  Na ocasião, mandam trazer Sansão para que se divirtam com ele. Quando o colocam entre duas colunas que sustentam o templo onde se acham cerca de 3.000 homens e mulheres, ele invoca a Javé pedindo-lhe forças para que se vingue dos filisteus com um só golpe, por causa dos seus olhos. Sansão, então, toca as duas colunas centrais e grita: “Que eu morra com os filisteus”.  Em seguida, empurra as colunas com toda a força e o templo desaba, matando a todos.

 

Clássico do cinema

 

                 Essa história tornou-se um clássico do cinema do pós-guerra com o filme de 1949 dirigido por Cecil B de Mille e Heddy Lamar no papel de Dalila.  O filme é considerado pela crítica  é um ótimo clássico bíblico.  “Além do cuidadoso trabalho de DeMille, o filme conta com uma direção de arte primorosa, uma trilha sonora espetacular, assinada por Victor Young, e um figurino fiel à época.  A talentosa atriz austríaca, Hedy Lamarr, no auge de sua carreira, é um dos grandes destaques do filme.O filme apresenta, ainda, grandes momentos, como a antológica seqüência final, quando Sansão destrói o templo do deus Dagon”, segundo a wikipedia.

                A Dalila do cinema, Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler, (Viena, 9 de Novembro de 1913 — Altamonte Springs, 19 de Janeiro de 2000) foi uma atriz norte-americana nascida na Áustria. Uma das mais belas atrizes da história do Cinema, na Europa ficou famosa ao aparecer nua num filme de 1933. Em Hollywood, seu papel mais famoso foi o de Dalila, no filme Sansão e Dalila. Foi inspiração para Walt Disney desenhar a Branca de Neve, “a mais bela”, seu primeiro desenho animado de longa metragem (1937). Durante a II Guerra, curiosamente ela inventou um sistema de comunicação para as Forças Armadas Americanas na Segunda Guerra Mundial que serviu de base para o que hoje é a telefonia celular. Só se conseguiu construir um sistema desse tipo e que funcionasse a partir de 1958. Lamarr registrou a patente, fato que só foi divulgado para o público em 1981, devido as implicações militares. Casou-se seis vêzes e teve três filhos. Dalila é também o nome de três ciclones no Pacifico Oeste e a tempestade tropical que em 2007 devastou o México.

              Cadê Dalila, primeiro single do novo e esperado CD de Ivete Sangalo, Pode Entrar, não é a primeira música com Dalila na letra. Uma delas, de Cazuza, Nem sansão, nem Dalila, fala também do amor mal sucedido entre o herói e sua traidora: Dalila:/ Eu nunca fui Sansão/ Nem Rambo – tele-catch – bobão/ A minha pátria é a vida!/  Dalila:/ Você me dá um trabalho/ Não sou Hércules, nem nada/ facilite a parada!/ nem Sansão, nem Dalila/ Apenas dúvidas, feridas/ Você me corta, trai e atrai/ Mas é a vida, querida………

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