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Poderosas da Semana

Animais famosos (do sexo feminino, de ficção ou não)
Dolly – a ovelha clonada
Galinha Pintadinha – a campeã de audiência das crianças
Giserda – a Galinha de Chico Bento
Minnie – a eterna noiva de Mickey
Vovó Donalda – a pata-matriarca das tortas de maçã

 

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tutti frutti

 

Hoje, o que movimentou Facebook, Twitter e Whats App foi o quiprocó envolvendo o ex-presidente Lula e seu depoimento na Policia Federal. Mal acontecia o fato e já rolavam coisas sérias e piadas. O povo não perdeu tempo.

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Enquanto isso, continua faltando manteiga nas prateleiras da Rede Bom Preço embora não falte em outros supermercados. No Bom Preço da Pituba sobra margarina. Como as vacas nunca fazem em greve e só falta manteiga lá, tem algo errado.
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Finalmente a Globo se tocou e tirou Monica Iosi da apresentação do Video Show. O programa continua uma droga. Mas pelo menos é um chato de menos no trio de apresentadores. Esse programa, como a grade da Globo, aliás, já deu. Muda, emissora do plin plin.
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O prefeito ACM Neto com certeza vai perder votos decisivos na eleição de outubro e a culpá será toda da equipe da Transalvador. Tem-se impressão que eles ficam brincando de lego e fazendo burrices como a mão unica mentirosa na Avenida Paulo VI.
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Mão única mentirosa porque numa rua estreita separar uma pista só para ônibus no sentido contrario é tripudiar da inteligencia dos moradores que pagam uma nota pelo IPTU mas tem sido multados ao tentar entrar em sua garagem: os ônibus não dão passagem.
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Governo, crise, produtos chineses, chega lá o que for, dá pena passar pelos shoppings de Salvador e até pelos bairros e ver o tanto de lojas fechando. Isso significa principalmente desemprego, dificuldades financeiras, gente impedida de crescer.
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Essa tal crise nunca atinge os superpobres (que não pagam imposto, pegam agua na fonte, usam luz de fifó, e moram em invasão) nem os superricos que tem casa no Caribe, conta na Suiça, andam em festa beneficente em Nova York e estão se lixando pros conterrâneos.
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E essa semana, iam assaltando um ônibus. Os passageiros resolveram reagir e encheram o ladrão de porrada. Bem feito. Mas até certo ponto. Violência gera mais violência e o safado ainda pode sair de coitadinho.

Maria de Fatima Dannemann

Eu não amo meu GPS. Não. Até porque a voz de meu GPS não é a de nenhum artista que eu gosto mas apenas a de uma moça anônima qualquer que fala direitinho. Eu até poderia cair de amores pelo aparelhinho não só porque ele ensina como chegar a qualquer endereço do mundo como pela voz educada que sai do aparelho que eu nem considero amigo, apenas um prestador de serviços pelo preço de uma diária de internet. Eu me admiro quando eu erramos o caminho e o GPS apenas diz “faça o retorno assim que for possível”, na maior calma. Fosse outra pessoa, de repente alguém que eu verdadeiramente amo, e ouviria “sua anta cega, não viu que errou o caminho, não?” e tome palavrões.
O que tem isso a ver com o filme Ela? A voz cibernética. No filme, uma fábula. O sistema operacional Samanta ganha vida e se torna a companheira ideal de Theodore, um nerd solitário que está em processo de divorcio de sua namorada de infância, e tem como única amiga Amy, uma vizinha também em processo de divorcio e igualmente apegada ao mundo virtual. Mas, a fábula tem seus reflexos na realidade: as pessoas cada vez mais mergulham no ciberespaço como se isso fosse salvar sua vida do caos das relações falidas. Acaba se tornando mais fácil enviar um torpedo, um recado nas redes sociais do que falar pessoalmente com alguém. E quando o contato pessoal é inevitável ninguém parece se entender.
No filme, Scarlett Johansson faz a voz da Samanta pela qual Theodore (River Phoenix) se sente apaixonado e acredita que ela é exclusivamente sua e de mais ninguém. Assim como nas redes sociais (seja por smartphone ou computador) as relações travadas com milhares de pessoas são superficiais, muitas vezes imaginária (ninguém é feio na internet, nem problemático ou infeliz. Todo mundo é rico, veste grife e viaja pro estrangeiro, como um rei ou rainha), e Samanta confessa que conversa ao mesmo tempo com 8000 pessoas e se sente apaixonada por mais de 600, pelo menos. E então…
Em meio a ângulos inusitados de uma Los Angeles futurística (mas muito menos Dark do que a Los Angeles de Ridley Scott em Blade Runner), Theodore percebe que ele não é o único a conversar com o computador, ou celular, ou tablet ou sei lá o que for. Todo mundo está teclando, digitando, conversando rindo ou com seus sistemas operacionais ou com seus amigos reais ou virtuais mas que não estão ali. Cenas que vemos por ai todos os dias: pessoas com tablet, notebooks, smartphones teclando ou conversando com alguém distante. Ah, e em mesa de bar acompanhados por amigos ou pela família. Numa visível carência senão de afeto mas com certeza de Ibope.
As vezes parece que o mais importante não é estar na praia, na academia, num jantar ou numa festa: é mostrar aos contatos que está lá. Muitas vezes, o importante nem é emitir sua própria opinião, mas compartilhar e repassar as opiniões dos outros. Clicar em “curtir”, em “retuitar” em “compartilhar”, mostrar que viu e participa. E eu me pergunto a cada vez que encntro alguém na rua que me diz “ah, eu lhe vejo muito no face”: porque não me chamam pra tomar uma? Ou pelo menos ir ali na padaria comprar pão juntos? Nada. De longe é mais fácil. O imaginário pode ser como quiser e Samanta está lá no filme provando isso até que…
Lulu Santos mesmo disse uma vez numa música “tudo passa/ tudo sempre passará”. Pois é. A vida vem em ondas como um mar ou como os bits do ciberespaço e o filme mostra que nada, mas nada mesmo dura para sempre. Nem programas de computador. Vou ser chata contando o fim do filme, mas é preciso: Samanta vai embora. Como as velhas versões do Windows de que guardamos saudades ou não. A mensagem do filme, entretanto, é uma velha e óbvia verdade: nada é mais real do que a vida e está se dá nas relações. De preferência olho no olho, pessoalmente. E se alguma está falida, outra pode estar a caminho enquanto Theo e Amy assistem ao dia nascendo da cobertura do prédio em que moram.
PS: não é por nada não, mas eu adorei o elevador do filme que muda o cenário, pra quem não gosta de ambientes soturnos, é um achado. E antes que eu me esqueça, é bom falar sobre a música belíssima que compensa o figurino horroroso dos personagens principais.

tuttifrutiehortela

 

As vezes dá vontade de pedir os sonhos de volta: a situação da vida mostra que a Era de Aquarius foi propaganda enganosa. É só ver a quantas andas a violência, por causa de uma merreca de R$11 reais, um jornalista foi assassinado na porta do hipermercado Bom Preço.

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Com isso, o filme da rede, que já andava queimado, fica simplesmente carbonizado. Outro dia, numa rádio FM, um famoso locutor lembrava as baratas e outros insetos que vão de “hóspedes” para a residencia dos consumidores junto comas compras.

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Apesar de ser facil corrigir o problema: basta comprar em outras redes e eles darão um jeito de acabar com as filas, os insetos e as discussões bestas por causa de troco. O dificil é convencer os consumidores de que eles não estão recebendo caridade e podem comprar em outras lojas.

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Enquanto isso, ruas e calçadas da cidade se tornam imagem do caos. Motos, bicicletas e até carros de grande porte sobem calçada em alta velocidade, para furar sinais fechados ou pegar vaga de estacionamento. Não, pedestre, não discuta ou você pode ser vitima de tentativa de assassinato.

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Sim, tem lugares onde não só é possivel como talvez seja até melhor ir de ônibus, taxi ou mesmo andando a pé. Mas a dependência de carro faz muitos seres humanos esquecerem que são bípedes, que podem andar, correr e fazer o que quiser sem depender de rodas.

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Falando em rodas, cadeirantes continuam se queixando não só do acesso ao ônibus mas tambem de como é dificil andar sozinho pelas ruas da cidade. Prefeito: que tal colocar rampas nas faixas de pedestre? Nunca sabemos do que vamos precisar algum dia.

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O prefeito, aliás, deve estar cortando um dobrado como se diz por ai. Nesses quase seis meses não fez nada alem de posar pra foto, dar entrevista sobre o metrô e a Copa do Mundo (tres miseros jogos, nenhum do Brasil). Barra, Pituba, Brotas, itaigara são a imagem do caos.

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Uma prova disso é o que acontece esta semana durante as chuvas do domingo para a segunda-feira, até bairros que ficam no alto, como Brotas, tiveram suas principais ruas alagadas. Acorda, prefeito, você é muito jovem para encerrar sua carreira em um único mandato.

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E como tudo acaba em festa, o povo começa a pensar no São João. Agências de turismo já começam a vender passagens e pacotes para diversos pontos do interior e até do exterior.

 

No final de abril, o mundo parou para assistir o casamento do Principe William, neto da Rainha Elizabeth II da Ingalterra com Kate Midleton, filha de empresarios do ramo de eventos. O vestido, que lembrava o da princesa Grace de Monaco, deu o que falar.

No casamento de Kate e William, no entanto, foram as primas do noivo, Beatrice e Eugenie, filhas do Principe Andrew com Sarah Fergunson, que roubaram a cena da pior forma possivel: vestidos espalhafatosos e o chapeu extravagante de Beatrice teriam sido a vingança das duas moças porque a mãe não foi convidada para as festas.

Tem gente que não desgruda o celular nem em casamentos chics, mesmo que sejam de cabeças coroadas com o de William e Kate. Está ai a cantora Joss Stone, quase impecavel se não fosse o detalhe do telefone em plena cerimônia.

No inicio de julho, tres dias de festa sacudiram o Principado de Mônaco, na Costa do Mar Mediterraneo, com o casamento do Principe Albert com a ex-nadadora Charlene Wittstock. Foram tres dias de festa com um desfile de cabeças coroadas, personalidades do mundo fashion e muitas páginas de revista. Carlene usou um belíssimo vestido Armani.

Em fim de julho, um outro casamento movimentou a familia real ingelsa com cerimônia em Edimburgo Escocia. Foi a vez de Zara, filha mais velha da princesa Anne, irmã de Charles, tia de William. O casamento fez o gênero chic e simples com uma recepção pré-casamento no Iate Real Britannia. Deram o que falar os modelitos usados por Kate Midleton que, segundo as más línguas, eram peças já vistas em temporadas anteriores. Zara é princesa de nascimento, mas nunca usou o titulo porque a mãe quis dar aos filhos uma vida normal sem muitos protocolos.

 

Bastou ter um mês mais chuvoso e o povo fica dizendo que é “castigo de Deus” porque a Bahia adotou o horário de verão. Mas, o povo esquece que em Salvador chove o ano inteiro, inclusive no verão.
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Outra ilusão é dizer que as marés mais altas são as de março. Em setembro, segundo dados da marinha, ocorrem marés tão altas quanto as de março. Deve ser por causa das mudanças de estação.
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Com as chuvas e a temperatura mais fria, o povo mudou o figurino e em vez de bermuda e camiseta estão andando de jaquetas, pachminas e até suéteres e casacos (leves, claro) pois mesmo com a chuva as temperaturas ainda estão altas.
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Sobre a ponte ligando Salvador a Itaparica, pergunta-se: será que vale a pena? Entre a vantagem de ter uma viagem mais rápida e as desvantagens de desfigurar a paisagem, arriscar vidas de operários e trabalhadores, e agravar os problemas sociais da ilha o que pesa mais tem  que ser levado em conta.
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Enquanto isso, caminhões de carga continuam trabalhando livremente na Pituba, Itaigara, Orla e outros bairros da cidade. Bem verdade que alguns são de menor porte do que os de antes, mas mesmo assim param em cima de calçadas de pedestre.
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Mais leis de trânsito desrespeitadas: o velho habito de dirigir e falar ao celular, obrigar os pedestres a andar no meio da rua porque as calçadas ficam empestiadas de carros de peruas que não podem estacionar longe dos salões de beleza e butiques de luxo, entrar pela contra mão com a desculpa de “pouco movimento” ou que “não vem ninguém”.

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Algumas vitaminas, só porque levam a “griffe” de marcas famosas e porque são destinadas mais a estética do que outra coisa, estão custando verdadeiras fortunas. Pior para quem precisa tomar esses suplementos e evitar problemas de pele ou queda de cabelo.

Chove sem parar há tres dias. Muitos transtornos na cidade, entre os quais, falta de luz. Um restaurante na Pituba ficou mais de 24 horas sem luz e somou prejuizos grandes.

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Brasil brilha no Pan. Segundo lugar no quadro de medalhas não só em esportes consagrados, como o volei feminino, medalha de ouro, como em modalidades que não são muito divulgadas como o tiro.

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A Record tem feito uma transmissão eficiente, até privilegiando a transmissão dos hjogos e competições em vez dos programas de sempre. Enquanto isso, a Globo se limita a um noticiario glacial sem imagens.

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Falando em TV, a TV Globinho até deu uma melhorada depois que mudaram os apresentadores. mas a Globo precisa definir que desenhos animados ela quer transmitir. Que tal tirar A Caverna do Dragão, eternamente reprisada, e colocar Os Padrinhos Mágicos.

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A Transalvador relaxou mesmo com a fiscalização do cumprimento da lei que proibe caminhões de grande porte fazendo carga e descarga nas ruas da Cidade. Ontem, no Itaigara, dois enormes caminhões burlavam a lei impunemente. Um deles, num hotel de cinco estrelas do bairro.

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Segundo uma funcionária do hotel “a proibição é só pra quem deixar os caminhões na rua. aqui ele entrou, olhe”. Nem tanto. Na verdade, o caminhão estava na entrada do estacionamento, tomando ainda uma parte da calçada de pedestre e uma da pista de automoveis.

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Hoje, 23h, no Restaurante Mariana, Rio Vermelho, acontece mais uma versão da festa Barrarosca Revival, pilotada por Moacy Melo e Mabel Dannemann, com músicas dos anos 80.

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Telefonema para uma empresa de doces e salgados: “Voces fazem torta vienense?:” resposta; “só a de chocolate”. “qual, a sacher torte”? “Não, a outra mesmo, só que não é de goiaba”. Pano rápido…

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Clientes da Vivo reclamam que a cada vez que entram no site da empresa, precisam fazer novo cadastro. Não dá para entender a complicação justo numa empresa tão conceituada.

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Filosofia de rede social: se alguem que você não conhece lhe solicitar amizade, isto, com certeza é Farmville (ou Cityville, ou Happy Pets, ou Ravenwood fair…etc).

 
Em meio ao mundo de turistas, visitantes e nativos no parque próximo a Mesquita Azul, eis que uma noiva passa devidamente acompanhada pelo pai (ou noivo, ou padrinho, sabe-se lá o que) num estilo bem oriental de vestido.

Bonito, feio, simples, rebuscado, não importa o rótulo ou adjetivo, o que vale é que o dia era dela. E Zé Fini

Fatima Dannemann

Eu nunca li um manual de redação. Nem os do jornal onde eu trabalhei. Nem daqueles famosos que são vendidos em livrarias ou banca de jornal. Em compensação, tinha uma moça num dos jornais que eu trabalhei que tinha todos e andava com eles para cima e para baixo. Eu me pergunto para que tanto manual se ela nem era repórter. O que ela escrevia? No máximo uma chamadinha de primeira página. E me pergunto: para que tanto manual? Nunca li nenhum deles porque sempre achei que as gramáticas já têm tudo. E nenhum deles, assim como nenhuma gramática, ensina a fazer um lead, a abrir um texto de modo atrativo, de uma maneira que conquiste o leitor logo na primeira frase e faça com que ele nunca mais lhe abandone (nas próximas matérias também).

A moça do manual (como era mesmo o nome dela, heim?) era uma dessas teóricas que pularam a janela da hierarquia e foi logo ser algo do tipo copydesk, subeditora. Nada contra os manuais, nem contra a pessoa. Nada também contra uma outra pessoa que dizia que não sabia como minhas matérias saiam boas porque eu não tinha técnica nenhuma. E eu pergunto: que técnica? Será que precisa técnica para pisar na lama de feira de São Joaquim com aquele insuportável cheiro de fruta podre e dar gritos de pavor quando uma enorme ratazana cruza seu caminho? E para que técnica para cobrir uma solenidade absolutamente desinteressante apenas porque o patrão pediu? O dia a dia de repórter de cidade se resume a mesmice. Não precisa de técnica, nem manual para transformar essa mesmice em algo interessante. E isso muitas vezes é difícil.

Tornei-me jornalista para concretizar um sonho. Realizei o sonho por um tempo, mas nunca passei de repórter: não me deram muita chance. Ouvia os editores nas reuniões dizendo: “podemos contar boas historias”. Concordo. Mas nem sempre é possível. As vezes é o tempo que conspira contra. Entre a hora que o repórter recebe a pauta, sai do jornal, chega no local da cobertura, a volta, o fechamento, não dá tempo. Bom, não dava. Hoje, com tablets, celulares, e todas as engenhocas que inventaram por ai dá tempo para colocar o texto no ar na internet até na hora que o fato acontece. Outras vezes dão três, quatro pautas e o repórter ainda sai acompanhado de fotografo com outras três, quatro pautas diferentes. E tem assunto que não rende muito mesmo. Então, contar boas historias como?

O jeito era esperar por uma pauta especial ou forçar a barra e transformar um assunto qualquer numa matéria melhorzinha. Mas nem para isso é preciso manual. O manual de redação para mim era algo chato que dizia o óbvio e que eu achava (e ainda acho) que não precisava ler. Quando me enrolava em alguma regra, ia para a gramática ou ao dicionário. Manual para que? Para pular janelas e chegar a redatora, pauteira, subeditora, editora? Eu achava que era possível chegar a tudo isso por talento. Mas não me deram muita chance, como a moça dos manuais deve ter tido (não sei pois ela nunca foi minha amiga). Em vez de manual preferia buscar outros leads, como uma matéria de policia que eu abri com uma poesia, ou contar as tais boas historias. Essas historias me renderam quase uma dúzia de prêmios jornalísticos. Mas eu me pergunto: pra que? Nunca passei de repórter. Será que eu deveria ter lido pelo menos um manual?
PS: na verdade, eu andava com dois manuais. O Manual do Peninha, nos tempos da faculdade, e o Manual do Manuel, um livrinho de piadas de português. Mas essas são outras historias.

Os versos “triste Bahia, oh quão dessemelhante” nunca estiveram tão atuais. Moradores de Saklvador andam descontentes com os rumos da administração e começaram a se reunir para protestar contra o estado em que a primeira capital brasileira se encontra.

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Pelo gosto desse grupo de descontentes, o prefeito deveria deixar o cargo imediatamente. “Quem agüenta esperar até 2012?” perguntam. As manifestações contra o governo no Egito e na Tunisia foram citadas como inspiração.

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Enquanto isso, a Transalvador não vê os desmandos dos motoristas que fazem carga e descarga. Existe uma lei regulando esses serviços, mas pelo visto, algumas empresas preferem elas mesmas fazerem suas leis.

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Hoje (terça-feira, primeiro de fevereiro), na Av., Paulo VI, numa pracinha em frente a uma clinica de cardiologia, um caminhão de refrigerante ocupava um abrigo indiferente ao fato de que as pessoas não poderiam ver nem apanhar seu ônibus em segurança.

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Isso nunca dá em nada. Mesmo que todos sejam prejudicados, ainda há quem deboche de quem reclame de situações como caminhões de carfa e carros particulares parados em cima de calçada de pedestres . Resposta dos fiscais de transito “não podemos fazer nada”.

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E as matriculas da rede municipal? Mães e pais dormem dias seguidos na fila e não conseguem resolver nada. Moradores de bairros mais afastados reclamam que a prefeitura faz propaganda enganosa. “Matrícula pela internet? Como? O sistema vive fora do ar”.

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Bahia, segurança zero: domingo, em plena luz do sol, as 16h30min, o jornalista Aldoi Trípodi escapou por um triz de ser assaltado na Estação da Lapa. Felizmente ele pressentiu o clima suspeito e correu. Mas ouviu da PM quando foi reclamar o famoso “não podemos fazer nada”.

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Enquanto isso, a noticia que pipocou na Internet nesse começo de mês foi a de um policial que resolveu dar tiro em um shopping Center de luxo depois de uma desavença . Segundo as noticias, o policial estava embriado. E ai? Quem pode fazer alguma coisa?

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