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tutti frutti

Esta foi uma quarta-feira de cinzas inusitada com um papa quase fora do Vaticano, mas o bispo de Salvador já anunciou: vai ter campanha da fraternidade.

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A saida do Papa Bento XVI quase abafou os acordes do carnaval. Quase. O marketing de alguns artistas foi mais forte. Saulo dando “tchau Banda Eva, Claudia Leite virando personagem de HQ.

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Falando em HQ, a fantasia de toureira de Ivete Sangalo mais parecia roupinha de Mangá Japonês. Ela lembrava Sakura Card Captor. O modelito transparente do ultimo dia estava bregaaaaaaa.

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Enquanto isso, jornais deitaram falação em Daniela Mercury (logo ela que tem um camarote 0800 para onde se dirigem varios representantes da imprensa). Tudo por conta de uma pancada acidental que ela levou.

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Daniela apareceu pouco na TV esse ano. E mesmo assim apareceu mais do que outros artistas, bandas e cantores que não apareceram hora nenhuma. Injusto. Mas a mídia prefere “novidades”.

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E as ocorrências? Várias como sempre. Apagões na Barra, transporte clandestino comendo no centro, sujeira se acumulando, roubos, arrastões e a galera preocupada com os espetos de churrasquinho.

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Saulo levou uma semana numa despedida de mentirinha (ele sai do Eva mas leva a banda que terá outro nome). Ele deixa o bloco, mas consolidou seu “tchau, mamãe” tocando pro povão. Para o ano, ele consolida sua parceria com Ivete Sangalo no Coruja e Cerveja e Cia.

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Esse ano, o movimento nos bairros de Salvador fora do circuito de Carnaval foi maior do que em anos anteriores, sinal de que muita gente, mesmo sem pular, preferiu ficar em Salvador (ou faltou dinheiro, sabe-se lá)

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Enquanto isso, o MSC Fantasia – que não chega a ser o maior navio do mundo mas é enorme – descarregou milhares de turistas em Salvador. Nem parecia que dias antes, um turista caiu do navio e se perdeu no mar de Santos.

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Dados tristes e perigosos foi o numero de foliões, especialmente jovens, que tiveram complicações de saude e correram risco de vida por excesso de alcool e drogas, principalmente extase.

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Enquanto a Transalvador fiscalizava o circuito de carnaval, Dois ônibus da BTU largaram seus carros no meio da pista da Avenida Paulo VI, um deles estacionado em cima da calçada e obstruindo garagem de um predio, para seus tripulantes merendarem. De pasmar.

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Falando nisso, a galera se queixando de taxi que não queriam cobrar a bandeirada pelo taximetro, mas arriscando sua vida em mototaxi. As vezes, o barato sai caro…

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E a saida do Papa repercutiu nas Redes Sociais. No Facebook, uma turma aproveitou a irreverencia carnavalesca e lançou a candidatura de Padre Pinto, ex-pároco da Lapinha, para o cargo.

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Os abadás – antes um traje completo, agora apenas uma camiseta – estavam de uma pobreza que eu vou te contar. Tudo muito igualzinho, mesmas corezinhas, dificil distinguir um do outro.

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1 – voce sabia que muitos bons artistas baianos estão fora ou vão tocar na periferia da cidade e da festa porque “quem manipula e não pula o carnaval”?
Muita gente pensa que tudo se resume a Ivete, Claudia Leitte, Daniela, coisa e tal. Tem muito mais sonoridades e artistas fazendo o carnaval baiano. Só que muitos não aparecem na midia. Sabe-se lá porque.

2 – voce sabia que a primeira cantora a animar um bloco de trio em Salvador foi Laurinha Arantes no Cheiro de Amor na primeira metade da década de 1980?
Laurinha era vocalista da então Banda Pimenta de Cheiro que virou banda Cheiro de Amor e hoje nem sei que nome tem. essa banda lançou outras grandes cantoras como Marcia Freire e Carla Visi.
O bloco, nos primeiros tempos, foi um marco na cidade. Desfilava de macacão (depois mudou pra mortalha e depois aderiu ao abadá) distribuia rosas na avenida (sim, flores mesmo, naturais) e o trio tinha um dispositivo que exalava perfume.
Depois encurtaram o nome para CHEIRO – que eu não gosto, porque Cheiro pode ser furtum, catinga, nhaca e outras coisas desagradáveis…
Hoje não sei se as flores e o perfume continuam.
Ah, outro detalhe: o nome foi inspirado num jingle de motel que Maria Bethania gravou “de repente a gente fica rindo a toa sem saber porque……………..” cujo titulo era Cheiro de Amor…
– como eu sei disso? apois eu não fui colunista de carnaval por muitos anos na Tribuna da Bahia e não fiz exaustivas materias com blocos, cantores, etc? mas isso foram em outros tempos. Não tinha camarote, não tinha abadá, não tinha estrela…

3 – voce sabia que o circuito oficial da folia é o da Avenida? pois é. A Barra ganhou força nos ultimos tempos por conta dos camarotes. No centro, na verdade, nem tem como construir aquelas megaestruturas da Orla.
O circuito era meio caotico. Bloco vinha de um lado, vinha de outro e virava e mexia rolava porrada. Ai organizaram mais ou menos no mesmo sentido do transito normal: vai pela Avenida Sete, volta pela Carlos Gomes. Eu já peguei o carnaval assim.
Quando não tinha trio, estrela, midia, camarote, o bloco (com banda de corneta) passava, ai parava nas barracas e o povo ia ficando. Muitas entidades acabaram por conta disso, Na segunda parada, havia falta de quorum de foliões e a banda estava desfalcada.
Ah, os blocos saiam de onde queriam pelo que me contaram… O carnaval de rua era mais povão mesmo. Mas, dois blocos levaram a society e os famosos para a rua: O broco do jacu, do compositor Walter Queiroz e seus amigos, e o Bloco Amigos do Barão, formado por associados do Baiano de Tenis (falo mais sobre eles depois). Por enquanto, vamos ao circuito.
Tinha tambem blocos só de homens Internacionais (que encurtaram para o ridiculo termo Inter) e Corujas (hoje misto e pilotado por ivete), os de indio, etc. Falo disso depois…
Bom, com esses blocos todos, começaram a fazer fila para a saida dos blocos e o Campo Grande tinha mais espaço. Tiraram o palanque da Praça Municipal (um palanque mesmo, tosco que dava dó) colocaram no Campo Grande e inventaram uma ordem de saida de acordo com a idade dos blocos.
Depois disso, começaram a fazer arquibancadas, camarotes, a televisão resolveu mostrar o carnaval da bahia cheio de artistas doidos para aparecer e o resto já se sabe…

4 – Voce sabia que o primeiro bloco a usar abadá foi o EVA?
O nome do bloco é uma homenagem a Estrada Velha do Aeroporto onde um dos fundadores tinha um sitio (estou escrevendo “de cabeça” então perdoem os erros).
Pelo Eva passaram varios artistas hoje famosos como Ricardo Chaves (pra mim um dos top de linha da musica pra pular baiana), Durval lelis, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Emanuele Araujo (hoje atriz de novela, o que ela faz melhor do que cantar, desculpem) e vai por ai.
Bom, até o Eva inventar o abadá, todo mundo saia de mortalha. Só que faz um calor retado aqui no carnaval e todo mundo pegava aquele trambolho e amarrava na cintura. Foi um belo saque: encurtaram a mortalha, transformando numa túnica, e acrescentou-se uma bermuda amarrada na cintura. O nome abadá, segundo me informaram numa entrevista que eu fiz na época, era inspirado na capoeira.
Hoje é só uma blusinha que custa caro pra caramba. E a pessoa nem distingue mais um bloco do outro.

5 – Voce sabia sobre o carnaval da Bahia que tinha uma categoria de blocos chamada Bloco de Indio?
Pois tinha. Commanches, Tupys, Apaches do Tororo, Os destemidos, Os desajustados e sei lá quantos outros. Na verdade, eu confundia os indios com os blocos de percussão (tinha banda só de percussão, sem corneta).
Os trios com seu som de 400 mil decibeis mataram esses blocos.
Tinha gente, a bem da verdade, que levava a “indigenice” ao pé da letra e ia pra rua barbarizar. Uma vez, um desses blocos se envolveu numa porrada sem fim com os mauricinhos do Bloco do Barão (amigos do barão). Acabaram na delegacia.
O Commanches, coitado, se envolveu num dos piores acidentes da historia do carnaval. O carro de som (especie de trio elétrico pre historico sem banda em cima) faltou freio na Ladeira de São bento, quase praça Castro Alves. Atropelou gente, entre mortos e feridos, foi uma das coberturas de carnaval mais tristes que a imprensa baiana fez.
O Apaches do Tororo era (não sei se ainda existe) o mais famoso. Tinha uma vasta programação cultural que incluia um festival de musica.
Uma música que lembra a época mais indigena do carnaval da Bahia ia matar os polticamente corretos do coração e diz assim “eu vi um indio, enrolando a pamonha, fumando cachimbo a que fumaça sem vergonha”

6 – voce sabia sobre o carnaval da Bahia que muito antes das paradas gays, um transformista era o principal destaque num bloco de artistas, celebidades e gente chic de Salvador?
Era Valeria, destaque absoluto no Bloco do Jacu.
No periodo mais desgraçado da ditadura militar, o Broco do Jacu desafiou todas as regras saindo sem corta, arrastando uma multidão que incluia ricos, pobres, mais ou menos, famosos, anonimos, enfim tudo e todos, quem comprava, quem não comprava mortalha, gente de mortalha nova, mortalha velha, mortalha customizada, sem fantasia, de roupa comum mesmo.
A cor era azul turquesa. Todo ano tinha música nova, invariavelmente composta por Walter Queiroz, todas ganhando uma versão politcamente incorreta que o povo cantava de cor e salteado. Mas, a partir da criação de blocos mais “jovens” como o Camaleão e o Traz os Montes (esse acabou faz tempos) entre outros que não deram certo, todos com trio, cordas, carro de apoio e outras novidades, o bloco não resistiu.
Hoje, os velhos tempos (e inegavelmente bons) viraram apenas memória.

 


O que as TVs nunca mostram: o folião pipoca, aquele que dorme na rua de cansaço depois da festa

Oscar de Melhor Ator para Sean Penn por sua atuação em Milk. Mereceu

 

As más línguas detonam: ivete fez mais caras e pernas do que show nesse carnaval. Porque terá sido?

O pretinho mais do que básico de Diane Lane foi um dos mais bonitos do Oscar

 

E a ex-princesa do Diario da Princesa? Pálida que nem mortícia adams, vestida de cor clara, piorou.

Diane, uma pequena grande menina

Larissa Luz, uma voz que chega para ficar na avenida

Daniela, que sempre será rainha

Sharon Stone, mesmo com o modelito de gosto duvidoso


Claudia Leitte… Mas ela não precisava falar sobre aleitamento materno de cinco em cinco minutos


Gilmelandia, no meio do povo sem medo de ser feliz

Priscila Freire, revelação, segundo a Band e segundo os baianos

Força Latina entre os yankees, Penelope Cruz, melhor coadjuvante

As pernas de Titia Ivete continuam saradíssimas


Kate, do Voa Dois, correndo por fora, mas aparecendo no cenário da folia

 

Maria de Fatima Dannemann

 

Apesar do início do single Cadê Dalila lembrar uma música de dança do ventre, a verdadeira Dalila foi uma palestina mencionada como traidora na Bíblia

 

                      Nunca se viu tanto equívoco como nos últimos tempos. No programa de Ana Maria Braga, Juliana Paes diz que um dos poucos lugares da Índia onde as mulheres precisam cobrir o rosto é nos Emirados Árabes. Um professor de dança diz que por causa de “Caminho das Índias”, “Dalila” deve ser a mais tocada. A Ásia entrou pela janela dos lares baianos, via rádio, TV ou mesmo o som do porta-malas do carro do vizinho e provocou esses erros. Dalila, agora imortalizada na letra de Carlinhos Brown e na voz de Ivete Sangalo, não era deusa, nem hindu, nem árabe: era palestina, uma personagem bíblica que ficou famosa por trair Sansão apenas por despeito.

                      Sansão, herói bíblico, era conhecido por sua força excepcional, apaixonou-se pela irmã de Dalila, Semadar, que foi dada a outro homem. Sansão fica revoltado e sai  barbarizando, além de desprezar Dalila que caia de amores por ele. Um belo dia, alguém mata Semadar para vingar-se dos prejuízos que o herói desprezado anda causando. Sansão jura vingança e a partir daí causa uma guerra sem fim até que ele se descobre apaixonado por Dalila que é procurada pelo chefe dos filisteus e convencida a descobrir o segredo de sua força. Somente por vingança ela aceita e corta os cabelos do herói. Os filisteus chegam, o agarram, furam-lhe os olhos e o levam para Gaza (desde aqueles tempos palco de discórdia). Lá, o prendem com duas correntes de bronze e o colocam para girar a pedra do moinho. 

                    Na prisão, seus cabelos voltam a crescer.  Um dia, os filisteus se reúnem para oferecer um grande sacrifício ao deus Dagon.  Na ocasião, mandam trazer Sansão para que se divirtam com ele. Quando o colocam entre duas colunas que sustentam o templo onde se acham cerca de 3.000 homens e mulheres, ele invoca a Javé pedindo-lhe forças para que se vingue dos filisteus com um só golpe, por causa dos seus olhos. Sansão, então, toca as duas colunas centrais e grita: “Que eu morra com os filisteus”.  Em seguida, empurra as colunas com toda a força e o templo desaba, matando a todos.

 

Clássico do cinema

 

                 Essa história tornou-se um clássico do cinema do pós-guerra com o filme de 1949 dirigido por Cecil B de Mille e Heddy Lamar no papel de Dalila.  O filme é considerado pela crítica  é um ótimo clássico bíblico.  “Além do cuidadoso trabalho de DeMille, o filme conta com uma direção de arte primorosa, uma trilha sonora espetacular, assinada por Victor Young, e um figurino fiel à época.  A talentosa atriz austríaca, Hedy Lamarr, no auge de sua carreira, é um dos grandes destaques do filme.O filme apresenta, ainda, grandes momentos, como a antológica seqüência final, quando Sansão destrói o templo do deus Dagon”, segundo a wikipedia.

                A Dalila do cinema, Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler, (Viena, 9 de Novembro de 1913 — Altamonte Springs, 19 de Janeiro de 2000) foi uma atriz norte-americana nascida na Áustria. Uma das mais belas atrizes da história do Cinema, na Europa ficou famosa ao aparecer nua num filme de 1933. Em Hollywood, seu papel mais famoso foi o de Dalila, no filme Sansão e Dalila. Foi inspiração para Walt Disney desenhar a Branca de Neve, “a mais bela”, seu primeiro desenho animado de longa metragem (1937). Durante a II Guerra, curiosamente ela inventou um sistema de comunicação para as Forças Armadas Americanas na Segunda Guerra Mundial que serviu de base para o que hoje é a telefonia celular. Só se conseguiu construir um sistema desse tipo e que funcionasse a partir de 1958. Lamarr registrou a patente, fato que só foi divulgado para o público em 1981, devido as implicações militares. Casou-se seis vêzes e teve três filhos. Dalila é também o nome de três ciclones no Pacifico Oeste e a tempestade tropical que em 2007 devastou o México.

              Cadê Dalila, primeiro single do novo e esperado CD de Ivete Sangalo, Pode Entrar, não é a primeira música com Dalila na letra. Uma delas, de Cazuza, Nem sansão, nem Dalila, fala também do amor mal sucedido entre o herói e sua traidora: Dalila:/ Eu nunca fui Sansão/ Nem Rambo – tele-catch – bobão/ A minha pátria é a vida!/  Dalila:/ Você me dá um trabalho/ Não sou Hércules, nem nada/ facilite a parada!/ nem Sansão, nem Dalila/ Apenas dúvidas, feridas/ Você me corta, trai e atrai/ Mas é a vida, querida………

Sem fantasias, sem erros de interpretação (Dalila nunca foi deusa), Ivete é muito mais ela (e fica muito mais na dela).

Gilmelândia desceu e pulou no meio do povão no Arrastão da Quarta-feira de Cinzas


Claudinha descobriu o Brasil: sua homenagem a Porto Seguro foi a fantasia mais criativa entre asque usou este ano.


Aline Rosa… Se desse uma sombrinha ficava parecida com Waldete com W da novela Tres Irmãs. Anda mal assessorada em termos de estilo…

Flashes do Gala Gay…

Antes de qualquer coisa, pau puro: quem não tem TV por assinatura teve que se virar com as TVs on line para assistir ao Oscar. Como nem sempre o sinal está bom, foi uma tarefa herculea. Culpa da Globo que não quis abrir mão de impor ao resto do Brasil o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Poxa, já chegam os jogos do Corinthians e a mania de querer transformar Ronaldo ex-fenomeno em ídolo tardio.

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No visual da mulherada deu de tudo. Discretas e corretas como Natalie Portman, elegantes e majestosas como a vencedora Kate Winslet, vintage como Penelope Cruz e over mais do que over Beyonce. Ela é bonita, não precisa de um vestido de gosto tão duvidoso para aparecer.

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Como era previsto, Heath Ledger foi escolhido o melhor ator coajuvante por seu Coringa em Batman, O Cavaleiro das Trevas, foi mais um caso de premiação póstuma (o decimo quinto, aliás). Peter Finch, segundo todos lembram, ganhou o premio de melhor ator por Rede de intrigas pouco depois de morrer.

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Quem quer ser um milionário desbancou O curioso caso de Benjamim Button. Este teve 13 indicações mas só ganhou premios secundários e técnicos. Quem quer ser… faturou oito dos 10 premios a que foi indicado, inclusive o de melhor diretor.

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Agora, carnaval: Inspirada na Ilha de Ibiza, a fantasia que Claudia Leite usou na segunda-feira estava bonita, lembrava o mediterrâneo na cor e nos toques greco-romanos e orientais. Mas o cabelo da moça, elaborado e intrincado, lembrava a velha e boa Jeannie é um genio. Só faltou a garrafa e o amo.

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Kate Winslet, vencedora do Oscar de melhor atriz pelo filme O Leitor (assistam, é 10!), esteve majestosa com o vestido de um ombro só, discreto, correto. Um dos poucos que não foi tomara que caia. Os “críticos” de moda não gostaram do excesso de tomaras que caia. Mas, é bom lembrar que na dúvida, melhor seguir a tendência do que tentar inovar e sair algo esquisito. Kate, no caso, foi vestida para matar. Matar as concorrentes de inveja…

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