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Maria de Fatima Dannemann

Como sempre, a Globo é alvo de críticas. Culpa do Fantastico, que anda mais chato do que nunca, do BBB13 que está que é pura manipulação, e do exagero na promoção de coberturas que viram apenas tapeação. Ontem, quem não tinha TV por assinatura, viu apenas um pedaço da cerimônia de entrega do Oscar 2013. Quando começou a transmitir, já tinham sido distribuidos uns dez prêmios.

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Bom, quem pode, acompanhou a cerimônia nos antes, durante e depois. O E, desde de tarde, mostrou prévias, red carpet, fez entrevistas e coisas assim. O TNT, tres horas antes da Globo começar sua transmissão, já mostrava o Red Carpet. Quando a cerimônia começou a ser transmitida na íntegra pelo TNT, o Fantástico sequer havia terminado, e ainda vinha o BBB depois.

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O prêmio este ano foi mais ou menos dividido. Mais ou menos, porque em vez de um faturar a maioria, foram vários ganhando entre uma e quatro estatuetas. O mais premiado foi As Aventuras de Pi, de Ang Lee. Acompanhando a tendência de outras premiações, inclusive o Golden Globe, Argo (que passou batido pelos cinemas brasileiros) foi o vencedor de melhor filme e dois outros premios, num total de tres.

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Campeão em indicações do ano, 11 ao todo, Lincoln ficou com só dois premiozinhos, melhor ator para Daniel Day Lewis (que eu não gosto desde que ele fez Meu pé esquerdo, filme chatissimo, aliás) e melhor direção de arte. Apesar do numero musical, com todo elenco cantando ao vivo, ter sido aplaudido de pé, Os Miseráveis não ganhou de melhor canção (perdeu para Adele, com Skyfall, musiquinha meio chata).

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Mas, música chata ganhar o prêmio não é novidade. Les Miserables, na verdade, nem podia ganhar de trilha sonora uma vez que nem foi inédito (só teve uma canção que não estava no teatro). O musical ganhou maquiagem, atriz para Anne Hathway (não morro de amores, mas ela está bem na fita como Fantine) e mixagem de som. Empatou com Argo no numero de premios.

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Jennifer Lawrence, que está otima em O lado bom da vida, ficou mesmo com o Oscar de melhor atriz. Foi o único deste filme que é uma delicada comédia meio romântica, meio dramática (coisa que a Academia, careta no último, nem curte muito). Django Livre teve mais sorte e abocanhou dois, ator coadjuvante, Christoph Waltz, e roteiro original para Quentin Tarantino.

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Enquanto isso, a Globo formava mais um paredão no BBBesta 13. Eu errei vários dos premios do Oscar (jurava que Os miseráveis ia ganhar e que Bradley Cooper iria levar o de melhor ator por O lado bom da vida. Mas eu esqueço que são quatro mil americanos, em sua maioria veteranos do cinema e caretas.). Mas acertei no paredão. Marcelo, Elieser e Nasser na berlinda.

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Espero que as pessoas votem certo. Falo isso, pois em vários portais da net, há chamadas do tipo vote aqui mas são apenas enquetes. Quem quiser votar MESMO, e me ajudar a detonar o pior dos tres, ELIESER, que entre no site da Globo, clicando AQUI