Uma das melhores viagens que eu fiz foi à Tunisia, esse pequeno pais do norte da Africa, que ganhou as manchetes no inicio de 2011 quando o quase eterno presidente do pais Ban Ali foi derrubado. De lá pra cá, parece que a coisa amainou um pouco, mas não sei se está seguro ir até esse pais onde há deserto, praias, cultura mulcumana, reminicencias dos romanos, fenícios (cartagineses), alem de toda a ancestralidade africana e o povo que habita o deserto.

Na época em que fui – 2009 – a Tunisia era um pais que mesclava bem as culturas ocidental, mulcumana e africana. As mulheres tinham certa liberdade (inclusive de trabalhar, e de não usar o véu) e nas mesas de bares e restaurantes dava para se tomar uma cervejinha ou um vinho, embora o must é mesmo o chá de menta servido quente em copinhos decorados.

Para comprar, a Tunisia só não é um paraiso completo porque é preciso pechinchar um bocado nos mercados e são tantos mercados, camelôs, ambulantes que chega uma hora em que rezamos por um shopping chique com vitrine, ar condicionado e demais mordomias. Só achei um em Sousse, uma das maiores cidades do país, no litoral.

A capitual é Tunis, uma cidade grande, bonita e cosmopolita. Tão cosmopolita que tem até igreja católica. A medina (cidade antiga) é um verdadeiro labirinto, mas vale a visita. Perto, há pelo menos dois pontos que merecem a visita.

O primeiro é Cartago. A parte fenicia decepciona um pouco pois está reduzida ao cemiterio onde eram sacrificadas crianças. A parte romana é maior e mais bem conservada. Outro ponto que é imperdivel é Sid Bou Said, um balneário simpático que já foi muito frequentado por artistas e intelectuais. Esses e outros lugares a beira mar têm as ruas decoradas por tangerineiras que quando estão carregadas dão um toque especial. Muitas das casas do local são de veranistas estrangeiros e algumas delas custam verdadeiras fortunas.