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Não perguntem porquem os sinos dobram”. Frase de um poema famoso. Título de um livro de hemingway. Presença constante nas ilhas gregas. Mikonos, Patmos, Santorini, todas têm seus sinos. Muitos deles. Para mostrar que deus existe e que criou tudo aquilo ali. Talvez…

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Em meio ao mundo de turistas, visitantes e nativos no parque próximo a Mesquita Azul, eis que uma noiva passa devidamente acompanhada pelo pai (ou noivo, ou padrinho, sabe-se lá o que) num estilo bem oriental de vestido.

Bonito, feio, simples, rebuscado, não importa o rótulo ou adjetivo, o que vale é que o dia era dela. E Zé Fini

by Fatima Dannemann (loira de nascença…)

Para que as loiras possam entender o noticiário internacional sobre os acontecimentos em Nova York em 11 de setembro de 2001:

– terrorista não é personagem de filme de terror
– Drácula e Frankenstein, portanto, não são terroristas
– Terrorista logicamente não pode ser turista que visita a Transilvania ou faz o circuito dos Fantasmas em Edimburgo…
– Nova York não é capital dos Estados Unidos
– Os Estados Unidos não ficam na Europa.
– Na Inglaterra se fala inglês e nos Estados Unidos, também, mas a Inglaterra é outro país.
– Mulçumano não é irmão de Mussun dos Trapalhões
– O Afeganistão existe mesmo e fica na Asia, pra lá do Iraque e do Paquistão
– Mas ninguém mora no afeganistão por que tem problemas respiratórios e “afega” muito
– Arabe é árabe. Iraquiano é iraquiano. Palestino é palestino. Vestem modelitos parecidos mas nenhum
deles foi desenhado por Giorgio Armani, qui num nasceu na Armenia, qui aliás não tem nada com a briga…
– Talibã não é o personagem de A Tempestade de Shakespeare pronunciado por criancinhas pequenas. O personagem é Caliban e foi escrito muito antes de Nova York existir…
– O Oriente Médio não é baixinho nem usa sapato alto
– As torres gêmeas não são univitelinas, nem bivitelinas… Tampouco são do signo de gêmeos…
– É perigoso ir para baixo dos escombros catar dólares porque a Polícia pode lhe confundir com batedor de carteiras.
– Aliás, alta do dólar significa que seu perfume preferido passa a custar duas vezes mais caro e que os batons lancome logo
chegarão a cem reais mesmo que a coleção seja do ano passado…
– Mercado Financeiro não é shopping center de cambista
– Vôo cancelado não é um jegue alado que arranca a cancela do pasto para voar.
– Saidas bloqueadas da cidade não são portões feitos com blocos de brinquedos legos
– O síndico do Empire States não vai precisar ficar com inveja do síndico do World Trade Center
– Remake de King Kong em outro local é a última preocupação do governo americano neste momento
– O que passou na televisão não foi o filme “Inferno na Torre”
– Aquele lencinho que os árabes usam na cabeça não é fashion, embora seja cheio de atitudes politicamente incorretas, apenas faz parte da vestimenta deles.
– Fique tranquila. Não existe terrorista exterminador de loraburra, entào seu prédio não será explodido, a menos que você faça alguma barbeiragem quando estiver cozinhando.

– Você é homem ou sariguê? Algumas pessoas costumam perguntar isso aos meninos quando eles se defrontam com uma situação de medo tal como tomar injeção, fazer endoscopia ou ir ao dentista. Sariguê, para quem não sabe, é o nome “baianês” do animal conhecido em São Paulo, Rio e outros estados como Gambá, como Timbu, em Pernambuco ou ainda o opossum dos americanos. É praticamente o único marsupial das Américas e tem a fama de sujo por causa da glândula que secreta um liquido de tremendo mau cheiro. Pois este cheiro é a arma de sedução que as fêmeas usam para atrair os machos na época do cio.
Mamífero marsupial, as sarigueias guardam os filhotinhos na barriga tais como os cangurus, e a origem do nome gambá é justamente por causa disso (significa barriga aberta na linguagem indígena). Para escapar ao perigo, os gambás fingem-se de mortos. E eles têm um superpoder: são imunes ao veneno de serpentes tais como a jararaca e cascavel. Alem disso, são capazes de atacá-las e até ingeri-las inteiras pela cabeça. Existem sariguês (ou gambás) desde o Canadá até a Argentina. Há cinco espécies conhecidas e quatro delas podem ser encontradas no Brasil. Eles se reproduzem até três vezes por ano dando até 20 filhotes em cada gestação.

Fatima Dannemann

Eu nunca li um manual de redação. Nem os do jornal onde eu trabalhei. Nem daqueles famosos que são vendidos em livrarias ou banca de jornal. Em compensação, tinha uma moça num dos jornais que eu trabalhei que tinha todos e andava com eles para cima e para baixo. Eu me pergunto para que tanto manual se ela nem era repórter. O que ela escrevia? No máximo uma chamadinha de primeira página. E me pergunto: para que tanto manual? Nunca li nenhum deles porque sempre achei que as gramáticas já têm tudo. E nenhum deles, assim como nenhuma gramática, ensina a fazer um lead, a abrir um texto de modo atrativo, de uma maneira que conquiste o leitor logo na primeira frase e faça com que ele nunca mais lhe abandone (nas próximas matérias também).

A moça do manual (como era mesmo o nome dela, heim?) era uma dessas teóricas que pularam a janela da hierarquia e foi logo ser algo do tipo copydesk, subeditora. Nada contra os manuais, nem contra a pessoa. Nada também contra uma outra pessoa que dizia que não sabia como minhas matérias saiam boas porque eu não tinha técnica nenhuma. E eu pergunto: que técnica? Será que precisa técnica para pisar na lama de feira de São Joaquim com aquele insuportável cheiro de fruta podre e dar gritos de pavor quando uma enorme ratazana cruza seu caminho? E para que técnica para cobrir uma solenidade absolutamente desinteressante apenas porque o patrão pediu? O dia a dia de repórter de cidade se resume a mesmice. Não precisa de técnica, nem manual para transformar essa mesmice em algo interessante. E isso muitas vezes é difícil.

Tornei-me jornalista para concretizar um sonho. Realizei o sonho por um tempo, mas nunca passei de repórter: não me deram muita chance. Ouvia os editores nas reuniões dizendo: “podemos contar boas historias”. Concordo. Mas nem sempre é possível. As vezes é o tempo que conspira contra. Entre a hora que o repórter recebe a pauta, sai do jornal, chega no local da cobertura, a volta, o fechamento, não dá tempo. Bom, não dava. Hoje, com tablets, celulares, e todas as engenhocas que inventaram por ai dá tempo para colocar o texto no ar na internet até na hora que o fato acontece. Outras vezes dão três, quatro pautas e o repórter ainda sai acompanhado de fotografo com outras três, quatro pautas diferentes. E tem assunto que não rende muito mesmo. Então, contar boas historias como?

O jeito era esperar por uma pauta especial ou forçar a barra e transformar um assunto qualquer numa matéria melhorzinha. Mas nem para isso é preciso manual. O manual de redação para mim era algo chato que dizia o óbvio e que eu achava (e ainda acho) que não precisava ler. Quando me enrolava em alguma regra, ia para a gramática ou ao dicionário. Manual para que? Para pular janelas e chegar a redatora, pauteira, subeditora, editora? Eu achava que era possível chegar a tudo isso por talento. Mas não me deram muita chance, como a moça dos manuais deve ter tido (não sei pois ela nunca foi minha amiga). Em vez de manual preferia buscar outros leads, como uma matéria de policia que eu abri com uma poesia, ou contar as tais boas historias. Essas historias me renderam quase uma dúzia de prêmios jornalísticos. Mas eu me pergunto: pra que? Nunca passei de repórter. Será que eu deveria ter lido pelo menos um manual?
PS: na verdade, eu andava com dois manuais. O Manual do Peninha, nos tempos da faculdade, e o Manual do Manuel, um livrinho de piadas de português. Mas essas são outras historias.

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