Maria de Fatima Dannemann

Trindade é um desses lugares que a maioria das pessoas nunca vai conhecer a não ser por fotos ou documentário da televisão. A 1200 km do litoral capixaba, a Ilha da Trindade é vulcânica, tem vegetação escassa, animais que só vivem lá e é local de desova de tartarugas marinhas. A ilha foi descoberta em 1502 por João da Nova. Foi explorada por navegadores espanhóis, franceses, pertenceu a Inglaterra. Apesar de ser de difícil acesso, a ilha foi visitada por gente famosa como Edmund Halley, o do cometa. No século XIX, o Brasil finalmente tomou posse do território.

A ilha abriga um posto de observação oceanográfico da marinha composto de 32 oficiais que se revezam de dois em dois meses. A ilha tem inúmeros centros vulcânicos e em dias de bom tempo pode-se enxergar a “vizinha” Martin Vaz, outra ilhota oceânica brasileira. Quem esteve lá garante que o lugar é paradisíaco. Possui 12 praias, a maioria formadas por solo de pedra e corais, e cada enseada possui uma característica diferente, como um pico, uma vegetação rasteira, uma piscina natural, solo de terra vermelha, túnel e costões íngremes. As temperaturas na ilha são estáveis, mas o tempo muda constantemente em poucos minutos. O sol escaldante, diversas vezes, é ocultado por chuvas torrenciais, conhecidas como “pirajás”, traduzidas como “que passam rápido”. Nestas ocasiões é possível observar a formação de arco-íris de forte coloração. A ilha foi presídio político durante algum tempo.

Fontes: Wikipedia e Folha on Line

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