Lagos, castelos, ruínas, um mar que me lembrou aventuras medievais. Bonito. Tudo lindo e mágico como todas as Ilhas – britânicas ou não – cercadas de água por todos os lados e povoados por histórias, lendas, pelo imaginário e pelo real. Assim é o Pais de Gales. Ou pelo menos, o Gales que eu conheci. Cardiff, a capital, é bonita, segura e o povo de lá simpático quando dizemos please e eles abrem portas e escancaram janelas. Ninguém consegue pronunciar aqueles nomes enormes em letrinhas bonitinhas no idioma extra-oficial do país, gaélico. Não sei quando volto por lá. Mas me sinto “em falta” com o país, que os ingleses esnobam achando meio “caipira” (mas quem os ingleses não esnobam?). Lembro de Cardiff, o porto remodelado com belos prédios residenciais, comerciais, área de lazer e o porto mesmo transferido para outro lugar, que nem aconteceu em Liverpool. Lembro de Snodownia, um belo parque com lagos, altas montanhas e um clima que lembra histórias de cavaleiros e dragões. Saltar na estrada em meio ao frio para uma foto. Aventura. Cerveja na lojinha dos discos celtas.
A travessia de Fishguard para a Irlanda foi o primeiro cruzeiro maiorzinho do que um passeio de escuna. Esse marca. Principalmente porque o mar joga e o barco sobe, desce e cai em meio às ondas. Me senti Isolda levada por Tristão num caminho de volta, mas num barco transadinho com freeshop onde comprei monte de perfumes “made in France”, fast-food onde tracei um belo combinado de hambúrguer (naqueles tempos eu ainda comia hambúrguer) com batatas fritas regada a coca-cola, naturalmente. Isolda nunca ousaria. Mas eu também não beberia filtros mágicos… o no meio do caminho. Na volta, fiz um caminho diferente, pulando de ilha em ilha até chegar a Snowdonia com suas paisagens estonteantes. No caminho, ruinas provavelmente celtas, carneirinhos, templos, muros de pedra.
Pode até ser que os ingleses achem meio caipira, mas vale a visita.

autora – Maria de de Fatima Dannemann

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