A Polônia tinha tudo para ser um lugar triste e feio. Foi palco de lutas sangrentas. Durante a segunda guerra mundial foi a prisão e a morte para milhares de judeus, homossexuais, idosos, deficientes e todos os que Hitler considerava “inferiores”. Acabada a guerra, a Polônia ficou sob domínio soviético décadas a fio e sofreu horrores. Hoje, livre e democrática, a Polônia se mostra um país jovem, alegre, com pelas paisagens, cidades cosmopolitas com bons restaurantes, bares, hotéis de categoria internacional, um destino interessante para o turista que quer descobrir o Leste Europeu.

Varsóvia, a capital, foi praticamente toda reconstruída depois da guerra. Às margens do rio Vistula, tem belos parques, restaurantes ótimos – o I Fuskier, por exemplo – uma Stare Miasto (cidade antiga) que é um verdadeiro museu a céu aberto, e lojas de todas as griffes internacionais mais conhecidas. Em Chestochowa, o santuário da Madona Negra é uma atração especial para quem é religioso ou não. Wroclaw, com seus canais, é chamada a Veneza polonesa. A caminho do Mar Báltico, fica a Mazuria, com lagos e paisagens estonteantes cantadas por Chopin em suas músicas.

Mas, a maior surpresa da Polônia é Krakow. Terra natal do Papa João Paulo II, do astrônomo Nicolau Copérnico, cenário do filme A Lista de Schindler (filmado no bairro judeu Kazimier), a cidade é linda, tem uma das maiores praças medievais da Europa onde fica o mercado e montes de bares e restaurantes onde, nas horas vagas, estudantes das duas universidades locais, fazem performances, teatro de boneco e outras artes ao ar livre. As marcas da guerra, entretanto, ainda estão presentes nos campos de Auschwitz e Birkenau, entre vários outros, que foram preservados e abertos a visitação. Para que o mundo saiba um lado da história que nem os livros nem os filmes conseguiram mostrar com tantos detalhes.

Fonte e fotos: arquivo pessoal