Esquisito, o Rinoceronte mete medo com aquele chifrão em cima do nariz. De fato, este mamífero perissodátilo faz parte do grupo chamado Big Five nos safáris africanos ao lado do leão, leopardo, elefante e búfalo. Os chifres, na verdade, são excrescências da pele. Esses animais habitam as savanas e apesar de serem enormes são excelentes nadadores. Passa horas dentro d’água e quem tiver medo dele, tem razões para isso: o rinoceronte é anti-social, irascível e tem poquissimos amigos no mundo animal, um deles o Tchiluanda, pequeno passarinho africano que lhe cata os carrapatos da carcaça e das orelhas, e o avisa da proximidade de inimigos. Presta-lhe ainda, segundo os nativos da África, um grande serviço: guiá-lo na direção de doces colméias, que o rinoceronte também aprecia. São consideradas espécies ameaçadas, embora tenha pouca utilidade para o homem, ele é perseguido desde o tempo das cavernas. Acreditavam que seu chifre pudesse dar a juventude eterna, mas nenhuma parte de seu corpo é medicinal, por causa dessa crença, muitos rinocerontes foram exterminados. Única coisa utilizável para o homem, é sua pele, que é usada na confecção de escudos e calçados. A “rinoceronta” passa mais de um ano grávida: 17 meses, e depois desse tempo tem apenas um filhote que nasce com 25 kg e é amamentado até fazer dois anos de idade. Existem cinco espécies deste animal: os rinocerontes indiano, Java, Branco, Negro e de Sumatra, todos herbívoros e ameaçados de extinção. O Rinoceronte Branco é o segundo maior mamífero terrestre do mundo e vive na África, assim como o rinoceronte negro. Todas as outras espécies vivem na Ásia.