Uma das jovens atrizes de maior talento e renome nos anos 80 abandonou a carreira artística depois da novela Meu Bem, Meu Mal mas até hoje ainda é lembrada pelo público. Lídia Brondi, nascida em Campinas em 1960, filha de um pastor presbiteriano. Começou a atuar aos 13 anos. Walter Avancini, famoso diretor, viu sua atuação e beleza e se encantou, chamando-a para participar de uma novela sua, na Rede Globo de Televisão. E a garota participou da telenovela O Grito.
Em 1976, Lídia atuou em O Feijão e O Sonho e À Sombra dos Laranjais. Sempre trabalhou na Globo e faz: Espelho Mágico e Dancing Days, em 1978. Aliás, foi em Dancing Days (novela de Gilberto Braga) que a atriz ascende de fato ao estrelato entre os nomes de sua geração, onde contracenava com o saudoso ator Lauro Corona, tornando-se a ninfeta mais desejada do Brasil nos anos 70.
No cinema, Lídia estreou em 1980 em Perdoa-me Por Me Traíres, de Braz Chediak, baseado na obra do dramaturgo Nelson Rodrigues. Mas seu filme mais famoso é O Beijo no Asfalto, 1981, também baseado na obra de Nelson Rodrigues, dirigido por Bruno Barreto. Lídia Brondi enveredaria pelo cinema ainda uma terceira vez, em 1987, quando fez Rádio Pirata, de Lael Rodrigues.
Durante a novela Meu Bem, meu mal, Lídia engatou um romance com Cássio Gabus Mendes com quem se casou e vive até hoje. Depois de deixar de atuar, Lídia Brondi passou a se dedicar a psicologia e desenvolve trabalho de recuperação de dependentes químicos. Tem sido vista em alguns eventos sociais com o maridão mas afirma categoricamente que nem pensa em retomar a vida artística. Surgiram boatos de que ela teve síndrome de pânico o que ela negou em uma entrevista no começo dos anos 2000. “Não tive síndrome de pânico, mas já me acostumei a ouvir as pessoas dizerem que eu pirei, que estava doente ou até mesmo que tinha morrido”