Antes de qualquer coisa, pau puro: quem não tem TV por assinatura teve que se virar com as TVs on line para assistir ao Oscar. Como nem sempre o sinal está bom, foi uma tarefa herculea. Culpa da Globo que não quis abrir mão de impor ao resto do Brasil o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Poxa, já chegam os jogos do Corinthians e a mania de querer transformar Ronaldo ex-fenomeno em ídolo tardio.

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No visual da mulherada deu de tudo. Discretas e corretas como Natalie Portman, elegantes e majestosas como a vencedora Kate Winslet, vintage como Penelope Cruz e over mais do que over Beyonce. Ela é bonita, não precisa de um vestido de gosto tão duvidoso para aparecer.

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Como era previsto, Heath Ledger foi escolhido o melhor ator coajuvante por seu Coringa em Batman, O Cavaleiro das Trevas, foi mais um caso de premiação póstuma (o decimo quinto, aliás). Peter Finch, segundo todos lembram, ganhou o premio de melhor ator por Rede de intrigas pouco depois de morrer.

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Quem quer ser um milionário desbancou O curioso caso de Benjamim Button. Este teve 13 indicações mas só ganhou premios secundários e técnicos. Quem quer ser… faturou oito dos 10 premios a que foi indicado, inclusive o de melhor diretor.

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Agora, carnaval: Inspirada na Ilha de Ibiza, a fantasia que Claudia Leite usou na segunda-feira estava bonita, lembrava o mediterrâneo na cor e nos toques greco-romanos e orientais. Mas o cabelo da moça, elaborado e intrincado, lembrava a velha e boa Jeannie é um genio. Só faltou a garrafa e o amo.

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Kate Winslet, vencedora do Oscar de melhor atriz pelo filme O Leitor (assistam, é 10!), esteve majestosa com o vestido de um ombro só, discreto, correto. Um dos poucos que não foi tomara que caia. Os “críticos” de moda não gostaram do excesso de tomaras que caia. Mas, é bom lembrar que na dúvida, melhor seguir a tendência do que tentar inovar e sair algo esquisito. Kate, no caso, foi vestida para matar. Matar as concorrentes de inveja…