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Movimento crescendo nos shoppings da cidade: muita gente antecipando as compras de natal e evitando o sufoco de ultima hora.

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Falando em shopping, o Iguatemi deu uma renovada. Lojas novas, restaurantes sofisticados, e um pouco menos do ar “rodoviária” de antigamente.

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Enquanto isso, estacionamentos lotam no Shopping Salvador mas as lojas nem tanto. Sinal de que o povo que trabalha na Tancredo Neves para o carro lá. E quem compra ó…

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O tracionalíssimo Chez Bernard foi escolhido como o melhor restaurante da cidade esse ano. Quem apostava na gastronomia contemporânea tomou um a zero.

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A diretoria do Bom Preço precisa dar uma olhada na loja da rua Pernambuco, Pituba. Pega muito mal a reunião de funcionários desocupados falando alto bem na entrada dos pedestres.

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Quem trabalha precisa ter momento de descanso, claro, mas não é sentado no muro. Melhor seria ter uma sala ou área para recreação.

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Virou piada, mas ninguem mais obedece um sinal de transito. Nem motoristas, nem pedestres, mas principalmente motoqueiros e ciclistas.

 
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Será neste sábado das 8 as 17 o seminário Core Energetics – desbloqueando energias – com a facilitadora Monica Borine, no Mahatma Gandhi. Informações: 9145-8933.
 
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Dezembro chega trazendo, finalmente, a TV Digital a Salvador. Pior que muita gente ainda não sabe bem o que é isso.
 
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Uma exposição fotográfica inusitada é o que o italiano Stefano Bottoni traz à Salvador: a exposição fotográfica Bueiros. No ICBIE – Rua Porto dos Tanheiros, 37 – Ribeira até domingo.
 
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Viajar de Navio está cada vez mais na moda entre os brasileiros. Claro, afinal é como estar num resort de luxo e conhecendo o pais inteiro ao mesmo tempo.
 
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Xuxa, aliás, acabou de batizar um desses palacios flutuantes que vão ficar por aqui até março: o MSC Musica, um dos mais modernos da temporada.

 
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E a moda Celebridades + Navios continua: Roberto Justus deve gravar cenas de O Aprendiz 6 no Splendour of the Seas. Quem estiver no navio vai assistir ele dar bronca nos candidatos ao vivo e a cores.
 
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Detalhe é que navios de hiperluxo, tipo os do Silverseas ou da Azamara Cruises, raramente aportam no Brasil… Os preços são muito caros. Para nossos humildes bolsos é apenas sonho.
 
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Mais uma: porque nossos rios caudalosos e maravilhosos são pouco explorados pelas cias de cruzeiro como o Nilo, Reno, Danubio e outros?

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Fatima Dannemann

O vulto na esquina
é o de uma mulher sem rosto
e sem nome.
Misteriosa,
como a alma da noite,
esconde a face
sob o véu de negros cabelos.
Apenas mostra
a boca rubra
de batom barato.

Sombria.
A mulher na esquina
tem cheiro de perigo.
Seu rosto alvo
sem contornos,
lembra ameaça.

A esquina,
numa noite de lua negra,
se divide entre amor e perigo.
Esterlas nem brilham
e a luz do poste esmaecida
revela uma mulher misteriosa.

Sombria.
Tal e qual um fantasma
ela revela a morte anunciada.

Quem é você,
vulto noturno?
Porque näo dorme?
O que procura perdida
na virada da rua,
espectral como fantasma?

E a mulher das sombras
ri sem ter dentes.
E seu riso gela a alma.
Ela não tem rosto, nem nome.
É apenas um vulto.
Talvez um fantasma.

Mesmo com o Natal batendo na porta, os comerciantes estão buscando na crise econômica mundial inspiração para seus anúncios. Em vários anúncios, o preço “antigo” do dólar tem sido a “garantia” de preços mais baratos. Detalhe: os produtos são nacionais.

 

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Apesar disso, muita gente está se limitando a singelas lembrancinhas neste final de ano. A desculpa de algumas pessoas é que a lista de pessoas a presentear  é grande e eles não querem deixar ninguém de fora.

 

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E o show de Madona, heim? Uma certa rede de lojas de departamento está sorteando ingressos para os shows, que vão acontecer no Rio e em São Paulo e estão custando fortunas. Pior que muita gente que vai nem gosta da cantora…

 

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Barak Obama virou mania mundial. Tudo bem, nos Estados Unidos não existe o ranço brasileiro de só haver liberdade de expressão para quem é a favor do governo, mas alguns programas de TV estão abusando nas piadas e gracinhas.

 

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Quem também não tem escapado a críticas é a primeira dama leticia, Marisa Letícia. Culpa do excesso de botox que ela colocou no rosto. Pior é Nicole Kidman que mesmo jovem está mais fake que a Barbie.

 

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Atenção cinemas: a programação da cidade está fraquíssima. Juntando todos os filmes do Cinemark (Shopping Salvador) e batendo no liquidificador não fica meio. É por causa da época. Guardam-se os melhores para janeiro e fevereiro por conta do Oscar.

 

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E ai, prefeito? O senhor já foi reeeleito. Agora vamos colocar a SET para trabalhar. Na Pituba, está reinando o caos. Carros em cima do passeio, sinais sendo invadidos por ônibus, pedestres sem espaço. Pior: perto da casa dos Barradas…

 

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O grupo de turismo e yoga na Índia capitaneado pela professora Ludmila Rohr, do Mahatma Gandhi, deve “bombar” em 2009. Um belo “gancho” para inspirar as pessoas deverá ser a novela Caminho das Índias que entra em cartaz em janeiro.

 

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E o Super-Chef, heim? Curioso, deveras curioso, foi o resultado do programa ter sido publicado no Globo.com muito antes de Ana Maria Braga ter encerrado as votações. Bom, pelo menos o vencedor não foi o Dalton, que não fez nada a não ser namorar.

 

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Falando em Globo e em Ana Maria Braga, a emissora e a apresentadora andaram forçando barra para lançar moda e alavancar audiência da novela Três Irmãs. Mas as roupas de péssimo gosto apresentada no programa são muito feias.

cacodecacto

Já deu para reparar que cacto está na moda. Pudera, além de resistir às mais extremas condições de temperatura, eles são bonitos, exóticos, decoram e produzem flores lindissimas.

Médicos, engenheiros, professores, profissionais de marketing, motoristas, policiais, profissionais da área de tecnologia são os trabalhadores mais atingidos pelo stress, conjunto de reações do organismo a situações extremas. Ligado a problemas financeiros, trânsito, questões familiares, profissão, situações de vida, o stress é o principal responsável por acidentes de trabalho e a maior causa de faltas ao ano em países desenvolvidos como os Estados Unidos.

 

Maria de Fatima Dannemann

 

             Vira e mexe, ouvem-se frases tipo “eu me estressei com ele” ,  “nós tivemos um stress por causa disso” ou ainda “fulano é estressado”.  Considerado o mal do século pelos especialistas, o stress, no entanto, é muito mais do que brigar, se zangar ou ser nervoso. È uma doença provocada pela redução de dois hormônios, adrenalina e cortisol, provocada por situações extremas em casa, no trabalho, no trânsito e que, caso não seja levada a sério, pode levar não só a doenças cardíacas e acidentes de trabalho como a transtornos psíquicos como depressão, síndrome de pânico, medos, insônia, e vários outros. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o stress é uma das principais causas de acidente de trabalho no mundo e de acordo com os dados da Associação Internacional de Gerenciamento do Stress, o Brasil só perde do Japão em número de trabalhadores vitimados pelo stress.

          O stress atinge hoje a maioria dos trabalhadores brasileiros – cerca de 70 por cento – especialmente entre professores, marqueteiros, policiais, controladores de vôo, motoristas e médicos. É provocado quando há situações de sobrecarga e muitas vezes nem se deve a fatores negativos. Coisas boas, segundo alguns especialistas, também podem desencadear o problema. Exemplos: comprar, reformar, construir casa, promoção no trabalho com novos desafios, casamento, ganhar na loteria e ter que investir o dinheiro. Não há cura, dizem os especialistas, mas ele pode ser “administrado” ou “gerenciado” através de novos hábitos de vida como alimentação saudável,  tirar férias, meditar, fazer exercícios físicos regularmente, além do acompanhamento por uma equipe multidisciplinar incluindo médico, psicólogo, nutricionista, professor de educação física, etc.

 

Adolescência

 

         Na vida, o ser humano está sujeito a desafios diversos: estudar, ganhar um diploma, ter uma profissão, trabalhar, ser promovido, aparar “arestas” com colegas invejosos ou chefes ditadores, pagar contas. Além disso, há situações de família e vida pessoal e amorosa. Mudanças de casa, de emprego. Casamentos. Tudo isso são situações que podem gerar pressão, preocupação ou até mesmo alegrias tão intensas que a pessoa não tem como lidar com elas. A vida está cada vez mais acelerada, fatos que acontecem distante de nós, com a globalização, acabam nos atingindo (como o assassinato de Isabela Nardoni ou a eleição de Obama nos Estados Unidos explorados ao máximo pela mídia). Resultado disso é que o stress se tornou o mal do século e vem crescendo até em quem não deveria ter muitas preocupações na vida, os adolescentes.

        Como se não bastassem todas as questões relacionadas com a transição entre infância e idade adulta ainda há outros problemas como a necessidade de escolher uma profissão entre mil e umas carreiras novas, falta de segurança no trânsito e nas ruas das grandes cidades, horários apertados para os mil e um cursos ou ter que conciliar trabalho e estudo (sim, muitos a partir de 18 anos estão “ralando” para ajudar em casa ou mesmo antes dessa idade). Resultado disso é o organismo sobrecarregado gerando o conjunto de respostas psicológicas e fisiológicas que os especialistas chamam de stress. De repente, o rendimento dos garotos caem, a memória falha, eles ficam ora irritados ora tristes, param de se alimentar. Tudo o que eles precisam é dormir mais, ter uma alimentação saudável, compreensão por parte dos pais e professores (responsáveis por boa parte da pressão que os adolescentes sofrem), ter momentos de lazer e um passatempo produtivo. Isso poderá evitar aos pais problemas bem mais sérios: o stress leva a depressão, maior causa de suicídio entre adolescentes e jovens no mundo.

 

Conseqüências

 

     Quem acha que “stress” é apenas um evento passageiro como uma briga de comadres vai ficar boquiaberto ao saber sobre suas conseqüências: asma, diabetes, doenças coronarianas, úlcera, infertilidade, falha de concentração, falha de memória, nervosismo, obesidade ou perda de peso. No trabalho pode trazer diminuição de rendimento. No ponto de vista psicológico, as conseqüências são também graves: depressão, ansiedade, abuso de drogas ou substâncias perniciosas, transtornos alimentares como compulsão, bulimia, ou anorexia (apesar de consentida e até incentivada pelo público, a anorexia é doença psiquiátrica).

       As causas são internas ou externas como o ambiente ao redor de sua casa ou trabalho – ruas barulhentas ou próximas a “bocas quentes” , por exemplo, em que ninguém fica sossegado – famílias com problemas de relacionamento, dinheiro ou saúde. No trabalho, o stress pode ser resultante de insatisfação com as tarefas realizadas, o salário ganho, relações com colegas (vistos nesses tempos de competitividade como concorrentes ou adversários),  e até a sociedade moderna com suas exigências como padrões de status, de beleza, de saúde acaba sendo estressante.

      

Como  gerenciar o stress

 

Meditação, analise bioenergética, alimentação saudável, o que seria mais eficaz no combate ao stress? Médicos e demais especialistas dizem que não há cura mas que se pode conviver com o stress. Há medidas simples que podem ser eficazes segundo estudiosos americanos como:

 

– se as noticias do dia lhe deixam ansioso, desligue a TV

– evite pessoas que você sabe que são “chatas”, “enervantes” ou mesmo “desagradáveis.

– procure dividir suas tarefas diárias. Um pouco de cada coisa por dia. Nada de exageros.  

– Aprenda a dizer não. Nada de se sobrecarregar por querer ser o “bonzinho” ou por “não poder negar nada a fulano ou sicrano”.

– Em conversas com amigos, evite assuntos polêmicos como política ou religião. Prefira as amenidades.

– Pratique meditação ou yoga.

– Que tal fazer algum esporte ou atividade física?

– em vez de deixar a dieta saudável para “segunda-feira” comece hoje mesmo

– em vez de fazer tudo sozinho como um Atlas ou Cristo pós-moderno, divida responsabilidades.

– divida seus projetos em pequenas etapas em vez de querer fazer tudo de vez (muitas vezes sem conseguir dar conta).

        ]

 

 

– procure fazer caminhadas, uma dica é deixar o carro em casa e ir a pé a lugares mais próximos.

– diminuir o consumo de álcool e cigarro.

– arrumar um hobby ou passatempo.

Fatima Dannemann

 

Filósofos, sociólogos, psicólogos, geralmente imersos em suas faculdades e academias, estão perdendo um grande laboratório de todas as perversões e idiossincrasias humanas. Não. Não é o submundo. Pelo contrário, é o lugar considerado mais família da face da terra: o supermercado. Sim, o supermercado em todas as suas versões. Desde os megamercados ao mercadinho da esquina passando por sua versão luxo: as delicatessen. Simples: some um governo desonesto que penaliza as pessoas com preços altos, um dia chuvoso sem opções de lazer, o binômio desigual de excesso de trabalho e escassez de salário, a solidão das grandes cidades e todos os males incubados como transtorno obsessivo compulsivo, fobia social, depressão, bipolaridade e sabe-se lá o que mais. O resultado é uma explosão de empurrões, pontapés, xingamentos, caras fechadas. Ah, e isto inclui clientes e funcionários pois ao cair das máscaras, não se salva ninguém.

Incrível o que um carrinho de supermercado e uma lista de compras produzem no ser humano. Todo seu egoísmo e espírito selvagem vem a tona. Enquanto uma dona de casa xinga os produtores de tomate porque, desde que os nutricionistas descobriram suas propriedades rejuvenescedoras, o preço disparou no mercado, outra empurra o carrinho em cima da demonstradora de uma barrinha de cereais. Lágrimas vem nos olhos da garota mas disseram a ela que “o freguês sempre tem razão” e ela apenas agüenta a dor – pior é a humilhação – calada. Pois é, ninguém pede licença para atropelar ninguém com o carrinho e quando são as promotoras que oferecem provas de salgadinho, folhetos com receita ou anunciam promoções de uma marca de shampoo. “Ninguém imagina o que eu passo aqui, desabafa a menina atropelada a única cliente que para pra perguntar se ela teve alguma coisa”. Pior é a humilhação.

Nos horários de pique, o espetáculo é ainda mais deprimente e lembra velhas brigas entre as tribos primitivas. Salve-se quem puder. Empurra daqui, empurra de lá e ainda usam-se velhinhas para garantir prioridade na fila por causa da idade (delas) embora quem pague a conta, muitas vezes, tenha menos de 40 anos. É uma luta de vale tudo. Caixas fazem cera esperando a hora de ir embora. As filas adentram os corredores e clientes que passam se embolam com clientes que estão na fila em uma batalha verbal de baixíssimo calão onde nem a mãe é poupada. Se alguém abre a boca e reclama, olhares furiosos lhe fuzilam e o fiscal dispara condenando: “o senhor foi o único que reclamou”. Reclamar, nos supermercados, dá em nada. Essas lojas, que estão cada vez mais self-service desde que metade dos empacotadores foram dispensados para “contenção de despesas”, ignoram os direitos humanos.

Um deles, o direito de transitar em locais públicos. Que público? Um nome impresso nos saquinhos plásticos, anuncio em rádios internos lembram que aquilo lá é mais particular do que condomínio de luxo e mais: piquetes deixam de fora os pivetes e pedintes. De vez em quando um deles fura o cerco mas o segurança “aconselha” a deixar o recinto. E alguém que pode ser a mesma pessoa que envia e chora ao ler “lindas mensagens formatadas” na Internet comenta com rispidez: “ainda bem que espantaram os pivetes”. Nem tanto. Eles ainda se prostam nos locais de acesso num corredor polonês constrangedor. Ou você dá ou quem sabe até morre. Mas você não tem para dar, poderia estar ali engrossando a fileira de pedintes se golpes de sorte não lhe ajudassem.

Guerra é guerra. A mídia sempre falou em guerra de preços, na época do Plano Cruzado, donas de casa enfurecidas destilaram toda sua intolerância – ou seria vontade de aparecer? – contra gerentes de supermercados por aumento de preço ou sonegação de mercadoria. Mas, os donos das lojas assistem a tudo convenientemente de longe. Alguns freqüentam colunas sociais e revistas de fofoca. Outros não fazem questão disso. Poucos devem saber o que se passa lá dentro. A imprensa pouco noticia porque sua presença não é lá muito bem vinda. Estudos científicos? Bom, os esquimós devem ter mais a oferecer sobretudo no calor dos iglus porque todo mundo pesquisa esquimós e nem a metrologia vai ao supermercado conferir que os produtos em oferta estão com sua data de validade praticamente vencida. Só que os supermercados são um prato cheio para os humanistas justamente por sua falta de humanidade. Nos corredores entupidos de carrinhos, nas filas gigantescas e nos estacionamentos onde cada cliente quer mostrar que Airton Senna não morreu transitando em velocidade elevada e se lixando para quem está a pé buscando seu carro ou indo para a loja vê-se o quão selvagem é o ser humano. Mas fale disso com eles e…

Anunciaram que o homem ia pousar na lua. Dona Marota, não acreditou. Mas,
quando soube que iam colocar uma televisão na pracinha para mostrar a
façanha, ela foi a primeira a ficar no maior assanhamento.
Vestiu roupa de ver deus, tomou banho de perfume com seu melhor
espanta-nigrinha e foi-se para a pracinha mais cedo. Chegou cedo, mas não
adiantou nada. Não podia nem marcar lugar. Tava a maior confusão.
A mulher do prefeito arrumando os arranjos de flores, não se sabe porque,
nem pra que, mas tava cheio de arranjo de flor. Os garis varriam o chão que
estava cheio de cocô de passarinho por tudo o que é canto. E a banda de
música ensaiava uns dobrados pra tocar quando o homem pousasse na lua,
fincasse a bandeira americana e dissesse a famosa frase “a small step to
man, a giant leap for mankind”. O lugar estava enfeitado com bandeirinhas de
papel como convém a toda festinha do interior. Na verdade, nem são
bandeirinhas, mas tiras de papel que nego amarra no cordão e depois nos
postes. Sabendo que ia dar um monte de gente, o pipoqueiro providenciou uns
grãos de milho extra. Dona Marota sentou-se no lugar reservado aos idosos.
 Mas, as meninas da cidade preferiram nem sentar. Em pé, lá no fundo, elas
preferiam mesmo vasculhar o horizonte em busca dos rapazes. Lua? Que lua?
Por mim, já pousaram lá tarde, eu quero é um namorado, pensava a mais
assanhada de todas, Veroniquinha, que usava um vestido negro colado no
corpo, e trazia uma fita do Bonfim amarrada no tornozelo.Ela gostava de
inovar, pensava enquanto assistia seu milkshake de morango formar borbulhas
no liquidificador da sorveteria. Isso era mais interessante.
 E e repente, Armstrong pousou no Mar da Tranquilidade e começou a caminhar.
“Deve dar trabalho vencer a força da gravidade”, pensava o filho do
prefeito, um menino franzino, de óculos, mas muito estudioso. Os garis
ficaram por ali, vassoura em punho. E se de repente os passarinhos
bombardeassem a platéia? Mas, ninguem ligava para esses pequenos detalhes
nojentos. Assistir a chegada do homem a lua era muito mais legal. Naquela
cidade, onde nunca acontecia nada, mesmo, foi feriado. E mesmo assim, tem
gente que não acredita.

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