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Viajar pelo Arizona é percorrer quilômetros, ou melhor milhas e milhas em meio ao deserto, a formações rochosas como essa ou – totalmente ao contrário – em meio a montanhas, florestas e neve. Esse estado do sudoeste americano me encantou total. Não só pela paisagem, não só pela história que envolve gente famosa como Wyatt Earp e Bat Masterson, como por outros atrativos como a comida – very spicy – com feijão e carne que nem a nossa, a música de notas countries, e os enormes shoppings em Phoenix e Mesa.

Mudando de um polo a outro, Windermere, na Inglaterra é um desses lugares que você espera ver duendes, fadas, ninfas aquáticas ou que a lenda do Rei Arthur se torne verdade e ele saia do lago acompanhado das Damas de Avalon. Bom, se este era o lago de Viviane pouco importa. Mágicas a parte é um lugar bonito, com marinas maravilhosas (o que sugere passeios de barco e pescarias) e restaurantes e pubs legais onde se come bem.

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Chott el Jherid. Nunca pensei que fosse encontrar no mundo algo tão “amazing” quanto o Grand Canyon. Pois esse lago é justamente tão maravilhoso quanto o Grand Canyon e outras maravilhas do mundo.  Ai, no meio do deserto do Sahara, havia um mar – há muitos milhões de anos. O mar secou, sobrou o lago que tem longa área sem água – só sal. A paisagem é deslumbrante demais. Fotos não traduzem…

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Paisagens assim me levam a refletir algumas coisas. Como a capacidade de superação do ser humano. Vi, nas paraolimpiadas, pessoas com limitações ganharem medalhas que eu jamais na vida nem vou sonhar em ganhar. Parabens ao para-atletas, nossos superherois, por tudo. Principalmente pela superação.

De repente, deu vontade de voltar a escrever sobre a Tunisia. Foram muitas imagens. Algumas, intraduziveis. Outras assim, como essa da foto: uma fantasia para os olhos.

Essa profusão de mar e céu azul – lindos por sinal – é Djerba, uma ilha mágica. Dizem que Ulisses esteve por lá nas aventuras contadas na Odisseia. Foi lá que ele teria encontrado as sereias que, longe de serem bonitas, eram seres monstruosos que atraiam os marinheiros com a voz.

Seja como for, Djerba ainda atrai navegantes, traseuntes, turistas. É uma ilha que mistura o ecossistema do deserto (com tamareiras, oasis, etc) com o Mediterraneo. Tem longas praias de águas muito tranquilas e muito azuis e um aqueduto construido pelos romanos que traz agua dos Montes Atlas até lá. Hoje, pode não haver sereias por lá. Mas há ceramistas fazendo trabalhos belíssimos (e baratos), boa comida com frutos do mar, resorts internacionais, souks diversos e povos bérberes que ainda mantém tradições antigas.

Chegando perto do dia de São Cosme e São Damião e as baianas de acarajé aumentaram o preço de seus produtos. A culpa, explicam, é do feijão fradinho cujo preço subiu nesses ultimos dias.

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Por conta do Caruru, aumentou o movimento nas feiras e mercados da cidade. No mercado da Ceasa do Rio Vermelho, além dos produtos da época, frutos do mar e pratos de barro têm sido bem vendidos.

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E a campanha eleitoral? Alguns candidatos, sem argumento, querem fazer a cidade retornar a idade da pedra. Outros ficam apenas atacando os outros sem apresentar propostas. Quem sofre com isso é o povo.

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Comentários sobre os vestidos das duas noivas mais famosas da temporada: o de Juliana Paes está sendo considerado bonito e elegante. Em compensação do de Sandy é mais over do que a maquiagem que ela usa.

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Se você quiser presentear alguma criança com uma bola de plástico, simples, esqueça e mude de idéia. As bolas sumiram das lojas. Há apenas versões de couro ou bolas grandes e pesadas que não servem para crianças pequenas.

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E A Favorita, heim? Deveria agradecer a audiência a Chamas da Vida, da Record, que consegue ser pior, mais violenta e mais ridicula ainda. Tomara que a próxima novela das nove seja melhor.

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Coisas interessantes no cinema. Um filme que vale a pena é A Outra que conta a história de Ana e Mary Bolena e seus envolvimentos com o Rei Henry VIII

– Brasilia surpreende. Não só pelas fofocas politicas, mas por continuar futuristica, 48 anos depois de fundada.

– A ponte JK, no Lago, liga a cidade a mansões maravilhosas. A cidade é setorizada – o que parece estranho para quem vive no caos da baianidade, como eu – e organizad no ultimo.

– Só esqueceram dos pedestres. Atravessar aquelas ruas de seis pistas para ir, seis para voltar com enormes canteiros centrais, é quase impossivel.

– Mas se come bem, têm shoppings legais, entre os quais o Casa Park, especializado em decorações e uma população simpática, pronta para lhe ajudar.

Hoje, Julia almoçou aqui e contou seus avanços na escola. Ela cortou o cabelo, ficou com mais cara de mocinha do que de menininha de 6 anos. Queria brincar. Advinhe de que? Fazer conta de armar.
Esse é um dos avanços que ela me falou: já sabe fazer contas de armar. E mais: escrever com letras cursivas.
 
Sobre o corte do cabelo, Julia contou que “a moça cortou meus cachinhos” e que “o chão do salão ficou imundo, minha tia”.
 
Enquanto isto, vejam ela com cabelo antigo, numa foto de julho e no LO com meu kit celta

Passei os cinco primeiros dias desta semana em Brasilia onde fui tirar o visto na Embaixada Americana. Cheguei no 7 de setembro e alguem teve a “brilhante” idéia de ir assistir a parada. Pois bem, toda a cidade pensou a mesma coisa. Tudo o que vimos foram os penachos nos capacetes de alguns soldados.

Melhor foi circular pela cidade e ver coisas como essa: os ipês floridos numa área próxima a catedral.

Fatima Dannemann

 

            Não, o dia não prometia ser dos melhores. Um vento forte soprava vindo do mar. A chuva caia fina entre os raios de sol que a nuvem escondia. Nos corações, tremulava uma bandeira verde-amarelo. E vestiu-se a camisa canarinho pela última vez naquela Copa. Os pulsos tremiam, a garganta prendia um grito que não vinha. O Hino Nacional passou batido enquanto alguém cantarolava A Marselhesa. E noventa fatais minutos depois pulso acelerado e grito sufocaram  transformaram-se num choro quase convulsivo. Era o Brasil dando adeus a sua maior alegria. Era a seleção de estrelas deixando o gramado e tirando do povo a alegria que ainda lhe restava, o futebol, pois a outra, o Carnaval, há muito lhe tiraram.

             Não, o dia não foi dos melhores. E a essa altura parecia um pesadelo. Enquanto o vento uivava como em filmes de terror e a chuva açoitava os vidros das janelas, a festa acabava melancólica. Parreira não deu frutos, ninguém ergueu a taça dessa vez. O clima esquentou e alguém dizia “a culpa foi sua por não gostar de Ronaldo”. Culpa… Porque o ser humano sempre insiste em culpar alguém por tudo e por nada? Parreira não escalou Cicinho, Cafu estava ruim. “Ah, Roberto Carlos, está tudo terminado entre nós. Não sou mais sua fã”. Um choque. Onde estava o time que goleou Gana? O que brilhou contra o Japão? Cadê a galera de 2002? E Robinha que não pedalava? Nem Dida fez milagre e tome bola francesa no fundo da rede. De quem foi a culpa, Ronaldinho?”

             Não, o dia foi simplesmente chato. Um daqueles sábados de chuva e jogo da Copa em que nem cinema funciona. “OK, você venceu, de manhã estava a maior animação na cidade”. Ninguém nega. Caixas da padaria da esquina contavam os minutos para ir pra casa. No marcadinho do outro lado da rua, os funcionários vestiam verde e amarelo e prometiam tomar todas. “E a final, gente, vai ser a maior alegria”. Só se for para franceses, alemães, italianos ou portugueses, quem sobrar para erguer o troféu e perenizar sua imagem no tempo e no espaço levando alegria para outros povos, gente que talvez nem ligue para futebol.

              Para o brasileiro… “Bom, nenhum político vai usar a Copa para ganhar a eleição”. Pelo menos. “Tem o final de Belíssima, essa semana, acho que o criminoso é Bia mesmo e pronto”. Grandes coisas. “Ah, quem sabe agora os ladrões do mensalão e do valerioduto vão presos”. Vão sonhando com algo mais difícil do que o hexa. E as conversas rolam sobre a mesa onde as garrafas de licor de genipapo repousam intacta (e quem seria bobo de tomar uma a essa altura do campeonato?). “Esquisito, mas o Brasil não jogou nada”. “Pô, Parreira é uma mula, que cara teimoso”. “E aqueles abraços no Zidane, heim? Que esquisito”. “Xi, será que rolou grana?”. Mães explicam aos filhos pequenos que choram “esporte é assim, um dia a gente ganha. Mas não se pode ganhar sempre”.

               Alguém lá na Alemanha soube como acabar com a alegria do povo brasileiro. Um povo sofrido que convive com problemas eternamente insolúveis: fome, desemprego, saúde, educação, a corrpução do governo. Para descarregar, Carnaval, que as elites transformaram em festa cheia de frescura e inacessíveis à maioria da população e futebol, com times deixando o povo furioso em muitos momentos. E a Copa… O destino do país entregue a onze pares de pés. Alguém finalmente descobre de quem foi a culpa: de uma capivara de pelúcia. “Você esqueceu de pegar a capivara, ta vendo ai? O Brasil perdeu”. O jeito agora é guardar a Capivara para 2010. Ai, quem sabe… Afinal, o mundo dá voltas.

 

Julho de 2006

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