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Elenco cheio de estrelas: Patricia Pillar, Claudia Raia, Juliana Paes. História de menos. Assim é A Favorita, nova novela das oito. Muito drama. Muito clichê e a primeira baixa: Juliana Paes que deixa a trama.

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A história da mulher presa durante anos enquanto outra cria sua filha já foi vista em Dancing Days. Claro que com uma maquiagem, mudança de cenário e trilha sonora, trocando a discoteca por festas country, ninguem nem nota…

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Enquanto isto, no horário das seis, Ciranda de Pedra causa perplexidade. Para quem se lembra de Lucelia Santos na primeira versão, a nova Virginia (quem é mesmo ela) parece apenas uma sombra muito pálida e sem vida.

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Uma sugestão para a Globo é mudar o horário das sit-coms das 22h e eliminar uma das novelas. Claro que nem todas elas poderiam ser liberadas para horários mais cedo, como Dicas de um sedutor, mas as outras seriam uma ótima alternativa para quem não aguenta mais a mesmice.

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Falando em mesmice, a programação da sessão da Tarde cansou. Outra coisa que cansou, também, foi Bob Esponja. Os episódios mais novos estão completamente sem graça. Melhor seria se a Globo revisse sua programação.

Pior coisa do mundo: você afim de algo, de ver algo, e uma chata cacarejando: “Po, chega…”
Chega mesmo, mas de ignorância. ir a Tunis e não visitar o Museu do Bardo é perder o melhor da história. História que começa com os ancestrais do homem, passa por cartagineses, romanos, árabes e terminam prosaicamente nas lojinhas do lado de fora onde há dezenas de ambulantes vendendo camelos de pelucia…
Nada melhor para retratar o clima de visitar o Bardo do que um scrap feito com meu kit perola.

Imagine um mundo sem fronteiras em que toda a humanidade pudesse conviver fraternalmente. John Lennon escreveu isto ou algo parecido com isso, e calaram sua voz. Antes dele outros bardos, outros gurus, avatares, profetas, artistas, escreveram sobre isso. Amor e Paz, o eterno sonho humano. E durante um período amor e paz ou paz e amor foi o lema dos hippies. Passou o tempo das comunidades alternativas, vieram guerras cada vez mais tecnologicas com batalhas ao vivo. Banalizaram a violência e fizeram do amor apenas um reflexo da luxúria. Mas, não é isso… E enquanto outros bardos não cantam o amor e a paz, os seres humanos clamam pela realização do seu eterno sonho. Amor e paz. Que a realização desses sonhos principie em nossos corações. (Fatima Dannemann)

 

 

Fatima Dannemann

As vezes, o amanhecer me parece um processo complicado.
Não basta o sol nascer
para que um novo dia comece,
mas tudo vem acompanhado de uma complicada mise-en-scéne.
Começa pelo sol, que surge aos poucos
e só algumas horas depois é que lança
seus raios luminosos no ara com toda sua plenitude.
Não basta amanhecer,
é preciso acordar as pessoas
e fazê-las retomar a vida pensando, pensando,
pensando sobre a própria vida
como se as outras horas do dia não fossem feitas
para pensar na vida
e tivessem outras finalidades.
O amanhecer é tão complexo,
que antes mesmo de amanhecer
é preciso que o mundo faça um minuto de silêncio
ou mais que um minuto.
E esse silêncio deve ser quebrado por barulhos mecânicos.
O liquidificador que dispara na cozinha –
mas isso já falei em outro poema.
O riso dos bebados cantando “não se vá” –
mas isso foi quando morava em outro endereço.
E o ônibus que passa barulhento
e lembra: hora de trabalho, para quem tem trabalho, claro,
porque na terra do desemprego, quem trabalha é rei.
Amanhecer é um processo estranho.
O dia avança, mas os postes continuam acesos
até que alguem se lembre: é dia. E ai, apagam-se as luzes.
No banheiro, alguem joga agua fria no rosto,
um castigo por ainda ter sono
ou um modo de acordar a pulso e lembrar:
tenho que cuidar da vida.
Na janela, uma nesga de mar vai ficando
mais e mais azul.
Os quartos na casa em frente se apagam.
Alguem acordou, ou quem sabe, só agora foi dormir.
O amanhecer é uma peça de teatro
em cartaz em todos os cantos do mundo,
na mesma bat-hora, mas em bat-canais personalizados,
depende de quem vê o dia amanhecer, e como.
É a hora de olhar pro teto,
pensar na vida,
fumar o primeiro cigarro do dia e pensar:
– esquisito, hoje largo esse vicio.
É a hora das resoluções de dia novo.
E um renovar do tudo velho,
como o luminoso da farmácia que permanece aceso
lembrando: 24 horas, a exata duração do dia.
Amanhecer é assim: uma cena que se repete
todos os dias, em todos os cantos do mundo,
e que muita gente nem observa,
é apenas a continuação da vida.

– O amanhecer sobre a Medina de Sfax, segunda maior cidade da Tunisia, me inspirou a republicar esse poema

Fatima Dannemann

Esqueça o que passou.
Esqueça se trilhou por caminhos errados.
Mesmo um rio que transborda,
volta ao seu leito após a tempestade,
e corre sereno em seu caminho para o mar.
Controle as emoções
e vença as tempestades de sua vida.
Busque a serenidade
e ouça o seu eu superior.
Aí, encontrará a paz
e viverá com alegria,
sem que as adversidades lhe derrubem ou desanimem

Fatima Dannemann

Ouço o silencio
contemplando a vida
vejo a plenitude no vazio.
O mundo é uma enorme teia de buracos negros
e neste éter incompleto
é onde mora a luz
E por frestas na teia
escorrem as idéias
e eu vivo nelas…

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