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Eu preferia qualquer coisa forte que aquecesse corpo e alma (sim, no deserto faz frio e venta muito). Mas, pedir álcool em país mulçumano? Por mais liberal que sejam os costumes, soa estranho. Melhor respeitar antigas tradições, mesmo que elas pareçam absurdas. Restam duas alternativas, o chá servido no copinho verde chique, ou o refrigerante com o rotulo em arabe.

Pequeno e inevitável segredo: tomei os dois, claro…

 

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Muita gente não olha para cima. Resultado, deixa de apreciar algumas maravilhas. Não, eu não falo do céu azul. Felicidade e alegria não tem a ver com sol ou chuva. Falo de coisas assim, como este detalhe do teto do museu do Bardo, Tunis…

Ah, voce cansou de meus posts sobre a Tunisia? Que pena…  Eu ainda tenho muito a dizer… E vou continuar falando.

Eu nunca tinha visto um pé de tâmara antes. Aliás, jurava de pé junto que as tâmaras nasciam em árvores frondosas como jaqueiras, mangueiras, etc.

Eu também achava que oásis eram aqueles lugares cheios de sheiks, odaliscas e muito luxo. Não é bem assim, não. Oásis são lugares onde tem água e na tunisia, são aproveitados para o cultivo de tudo o que eles consomem principalmente tâmaras.

Este oásis da foto é o de Gabes, no litoral. A cidade é horrorosa, mas ai dentro do palmeiral é bonito e a paz que se sente perambulando entre as árvores é enorme. Em Gabes, eles produzem não somente tâmaras como essências, temperos, especiarias, ah, e henna. Muita henna. Porque o cabelo dos tunisinos seria tão bonito, heim?

uma coisa eu notei em minhas andanças pelo deserto: os tunisinos gostam de futebol. Se não gostarem de jogar – a seleção de lá não é essas coisas e meu sobrinho me recomendou para que eu não comprasse camisa de futebol para ele – adoram assistir.

Em Djerba, lembro que até a boite do hotel parou no domingo a noite porque o DJ foi assistir ao classico Costa do Marfim x Ghana. C lassico, sim, da copa da África.

Seja como for, nas cidades maiores há cartazes como esse da foto – além de quadras esportivas.

E eles são bilingues. Numa imagem, texto em frances. na outra, aquela indecifravel linguagem árabe que parece eletrocardiograma.

Dizem que ir ao deserto é uma viagem iniciática, uma expedição, sei lá o que. Bom, pras peruas que vão a Dubai é só um jeito de dizer que nem tudo o que elas visitam é shopping center. O brasileiro, desinformado no último, chega a Tunisia pensando que é árabia. Quer camelo, só acha Dromedário (o que tem uma corcova só), quer odalisca, mas as danças de lá são mais tribais.

Detalhes insignificantes. Quando se olha o mundo sem horizonte de areia do deserto do Sahara, a coisa muda. É como se de repente acendesse uma luz lá num canto qualquer e… O mundo é mais que um shopping center e a vida é assim, diversa ou adversa. Depende do que se procura porque as vezes o deserto é aqui. Deserto… Não o deserto…

O sal que tempera os pratos franceses saem de Chott El Jherid, um lago salgado quase seco que corta a Tunisia ao meio. Como os turistas ficam óoooo boqueabertos com a paisagem deslumbrante e as esculturas de sal, os camelôs da área aproveitam para vender tudo que é tipo de quinquilharia. Uma delas, a rosa do deserto.

 

 

Na Tunisia, vira e mexe encontramos referencias a Mitologia, Literatura e História Greco-Romana. Por mais que o país seja mulçumano, traços das duas maiores civilizações antigas estão presentes aqui e ali. Ulisses, segundo acreditam, teria costeado a Tunisia e Djerba seria a famosa ilha onde ele encontrou as sereias. Eneias também esteve lá e deixou desiludida a rainha dos cartagineses, Dido, que teria se matado por causa dele.

Aqui, Hamammet, um belo lugar no litoral, onde se vê o crossing-over entre as culturas mulçumanas e greco-romana. Junto as sereias de Ulisses fica a medina, construção tipica dos países mulçumanos, a cidade antiga fortificada (por sinal belissima).

Encontrei essa figura rara numa caverna em Matmata, interior da Tunisia. Amei a roupinha dela e o detalhe da echarpe. Amarrei a minha igualzinha. eheheh

Matmata é um dos lugares mais interessantes da Tunisia e eu bati monte de fotos lá.  Fica entre o litoral e o deserto, é habitado por nomades bérberes que cavam buracos nas rochas e transformam essas cavernas em suas casas.

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