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Prisioneira do tempo

Fatima Dannemann

Prisioneira do tempo
correndo célere
como ponteiros de segundo
no relógio da praça
Não paro
Esqueço o momento
correndo para o futuro
e o agora corre rápido.
Prisioneira do tempo
tal qual ponteiro do segundo
no relógio da praça.
E as praças já não têm relógios.
E os relógios das ruas
já não têm ponteiros.
Nem marcam segundos.
Piscam mostrando a temperatura.
E o tempo corre célere.
Esquece o momento
correndo para o futuro
e o agora corre rápido.
Como eu
em busca do amanhã.
E eu e o tempo somos apenas um.