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todos os dias é um vai e vem
a vida se repete na estação
tem gente que chega pra ficar
tem gente que vai pra nunca mais…

– as vezes me sinto assim, numa confusa estação de metro. cercada por caras estranhas, vultos sinistros, rostos ameaçadores. Como um texto de terror… E ali num canto uma bruxa me espreita com um punhal. Traiçoeira, me apunhala pelas costas. Mas, não sei porque, eu sobrevivo.

Talvez seja porque os maus são duros na queda e eu nunca falei que era boazinha…

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Dois elementos terra: Lilica, minha irmã, e Vitoca, meu sobrinho, ambos virginianos.
Engraçado: virginianos sempre lembram aquelas pessoas que dão agonia de tão organizadas e previsiveis. Os que arrumam o armário em degradê e ainda botam etiqueta: blusas, sapatos, etc, por mais obvio que pareça.
Ah, e as agendas de telefone dos virginianos. Nome, de caneta. Telefone, de lapis. Segundo eles, se mudar, tá tudo bem…
Ah, e os cartazes? E os avisos? E entrar na casa dos virginianos sem sapato? Não sentar no sofá da sala de jeans…
Bem, nem todos são assim tão perfeccionistas. Tem os que tem ascendente em outro signo ai, de vez em quando, ficam normais. A vantagem dos virginianos é que são ótimas companhias, as mães e pais são excelentes mães e pais… e vou parar aqui pois não sou bomba de ar pra encher bola de ninguem, ehheh

ah, os taurinos. São legais, mas levam tudo muito a sério, são teimosos e as vezes ficam chatos. Os capricornianos? A maioria que eu conheço é bon vivant, na deles, mas… é do tipo que eu nem ouso pisar nos calos…

ah, depois teremos mais elementos. E vocês, virginianos, não liguem. Mas eu me divirto fazendo gozação com o excesso de, digamos, cuidado de voces…

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o elemento fogo, segundo eu mesma, é assim:
sideralissimo, astral, luminoso, intergalático.

vai ver e é porque o regente de Leão (um dos tres signos deste elemento) é o sol. Imagino o fogo assim: algo que centraliza e energiza. Um ponto lá de dentro que aflora.

ah, não sei explicar, não. só sei que é bonito, necessário, mas que eu me pelo de medo…

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elemento água segundo eu mesma

cachoeira. esta, aliás, é Havasu Falls no Grand Canyon.
Pois é. Nada mais água do que uma cachoeira, ou as ondas do mar.
Um dia, tive grilos por ser pisciana, regida pela água.
Hoje, vejo a força do elemento que abre caminhos, que constroi e destroi, que nutre e castiga.
Sim, sou peixes e sou água. Graças a deus porque terra e ar, sem agua não têm vida…

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o elemento ar segundo eu mesma:

leve como uma borboleta
sonoro como uma música do Pink Floyd
e dourado… sim, porque entre as moléculas do ar, existem pequenos raios de luz vindos diretamente do sol

– nada cientifico nada disso
mas desde quando post de blog é ciência?

foto by Dan Heller

essa foto é de um cara chamado Dan Heller
Postei ela hoje por conta de um papo ontem a noite sobre lojas de departamento. O Brasil é esquisito. No mundo inteiro, lojas de departamento são o must. No Brasil, pelo menos na Bahia, sobraram a CeA, a Riachuelo e as Lojas Americanas.
Mas já teve um tempo em que, mesmo nos shoppings, o in eram as lojas de departamento. Principalmente a Mesbla. Ah, e a Slopper? Acho que nem a Daslu era tão chique. Mas isso foi no tempo do Brasil de bom gosto. Coisa que acabou há uns cinco ou seis anos. Uma pena.

  

 

 

Fátima Dannemann

 

             Daniel é o cara honesto, decente, que se fez por seus próprios méritos, tão bom caráter que prefere ficar desempregado a ceder a princípios que ele não concorda. Olavo é o oposto. Puxa-saco, do tipo que quer subir de qualquer jeito, o que ama o poder mais do que a própria vida, é capaz de tudo para ficar por cima. Antenor é o chefe que a todo momento alega as dificuldades que passou na vida como forma de justificar truculência e maus modos. Basta falar sobre o trio de protagonistas para sentir que há algo diferente no reino de Copacabana. Pelo menos na Copacabana retratada nos últimos meses em Paraíso Tropical, novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, no horário das 20h na Globo.

              Essa foi uma história de homens. Chefes, subalternos, executivos, empregados, estudantes, empreendedores, marginais, escroques, bon-vivants, mas principalmente homens com todos os seus pensamentos, sentimentos, afirmações e contradições. Homens que choraram, riram, amaram, odiaram, traíram, mataram, mas que levaram a vida com mais intensidade do que as protagonistas femininas. Foi diferente, por exemplo, de Celebridade, do mesmo Gilberto Braga, em que duas mulheres disputaram o amor e o poder até os últimos momentos (Maria Clara e Laura). Foi diferente, também, de Senhora do Destino, onde a Maria do Carmo de Suzana Vieira deu as cartas do primeiro ao último capítulo. Essa foi uma história de homens. Se não para eles, mas sobre eles.

             Talvez porque os homens estejam mudando. Não são mais as figuras que amedrontam mas os seres humanos que não tem vergonha de serem homens e serem felizes. Sim, porque sempre pareceu – pelo menos nas novelas – que a busca por amor, afirmação pessoal, equilíbrio emocional foi uma prerrogativa das mulheres. Ai, o mais machão da história, o Antenor Cavalcante vivido por Toni Ramos, aparece chorando abraçado ao pai Belisário (Hugo Carvana) sem ter vergonha de se mostrar frágil, sensível e até arrependido das inúmeras besteiras que andou fazendo como contratar Tais para separar Paula e Daniel ou demitir a ex-amante Fabiana. Ele corre atrás de Lucia, pede perdão, implora que ela volte para ele, coisas que, qualquer pessoa diria, seria exclusivo de “mulherzinhas” em folhetins do passado.

           Paraíso Tropical é na verdade um emaranhado de clichês sem nada de novo. Já houve outras histórias de gêmeas más e gêmeas boazinhas, de assassinatos em série, de promoters pouco honestas, de menininhas que casam com ricaços por imposição da mãe ou mesmo para salvar o emprego dos pais. E outras novelas já tiveram inúmeras cenas na praia (de Copacabana ou do Nordeste, o Oceano Atlântico é exatamente o mesmo). Mas mudou o ponto de vista. Olavo, por exemplo, poderia ter um nome de mulher. Poderia ser Mariana, Quitéria, Isabel ou qualquer outro. É aquela pessoa que puxa o saco do chefe e quer derrubar todo mundo na tentativa de chegar ao topo. Mas foi Olavo. O que chorou de frustração quando alguém lhe disse “você pode ter tudo, Olavo, mas nunca terá o amor das pessoas porque você é amargo por dentro”.

            Pois é. Os homens choraram em Paraíso Tropical. De ódio, como Olavo, arrependidos como Antenor, de frustração, como o joalheiro Evaldo vítima das tramóias de Tais. Emocionados apenas, como Daniel. Choraram, mas nem por isso foram menos homens, independente de serem bons ou maus. Paraíso Tropical foi uma história de homens. Pode ser que tudo caia no esquecimento. Mas alguma coisa mudou. Rodrigo e Tiago apareceram abraçados, assumiram que são casados. Heitor mostrou que não é preciso um bom emprego para ser feliz, mas seguir seus sonhos acima de tudo. E foi cozinhar. Coisa de mulher em outras novelas. Mas a coisa mudou. Os meninos foram à luta. Cássio resolveu vender um restaurante somente para aproveitar a vida “senão não vale a pena ter dinheiro”. Mateus resolveu ganhar mais do que a mesada dos pais. Alguns foram pro crime. Outros não saíram da sarjeta. E outros gastaram sua massa encefálica bolando planos para derrubar as outras pessoas. Acontece. Bons, ruins, aplaudidos pela crítica ou vaiados pelo público. Os homens dominaram a novela das nove. Talvez porque eles também assumem que assistam novelas. Ou então…

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Ilha de Skye, lá nos cafundós do norte da Escocia: porque na noite do Halloween, é preciso um clima de brumas de Avalon.
Visitei o castelo do clã Mc Donalds, uma destilaria de whisky, mas o que me chamou atenção foi a quantidade de lagos de água salgada. Ah, e um certo ar de magia. Um sol meio de lado, furando as nuvens com lindos raios… Meses depois, passando por outro lago, o Dique do Tororó, escrevi isto aqui:

Canto para as águas mansas

Fatima Dannemann©

Dorme o lago cercado por montanhas
Sombras que ameaçam
Brisa que murmura

Que mistérios existem em suas entranhas?

As brumas que lhe encobrem
são véus
de nuvem com ares de céu

Que monstros e mitos se encobrem sob tuas ondas?

Uma nesga de sol
rasga suas águas…
Molha de luz a superfície gelada
e é como espada
a rasgar a carne inerte

Que luas te banham de prata?

Gaivotas gritam
Cisnes deslizam no silêncio
Um barco apita

Será que dentro do lago existe vida?

O vento beija a água
uma onda se arrepia
e quebra na margem
borbulha…
Um canto de água que chega ao céu
e explode na terra

E as águas do lago correm mansas
a elas pouco importam tempo e espaço
ontem, hoje ou amanhã
A elas só importa o vento…
seu vai e vem
e vai e vem…

tinta.jpg

Canetas tinteiros as vezes provocavam acidentes nas fardas colegiais…
Caneta tinteiro é lindo, mas para quem só quer tirar uma onda em casamento, esnobando a caneta do padre ou juiz para mostrar que se acha. É o telefone celular dos materiais dos executivos. não, não. É mais que um telefone celular. Digamos que o celular é o fusca, a caneta tinteiro, assim de ouro, é o porsche. Fusca (ainda que muitas vezes seja chamado por um modelo da Ford, Fiat, Peugeout, Citroen) todo mundo tem. Mas Porsche até na Alemanha é caro. Como caneta tinteiro assim de ouro: até como herança é caro…

celta

the tall towers where falcons build their nest…
ouvi essa frase numa canção irlandesa… aliás, tenho ela aqui em CD e em mp3. Vira e mexe ouço de novo… Me vejo nos pubs em Dublin, Killarney, Adare, Limmerick e eu sei lá mais onde andei… Só sei que voltei mas um pedaço de mim ficou na Irlanda. Ah, o país nem tem nada demais, é pequeno, falta tudo… Não é como a Holanda que tem aquele cross over entre modernidade-tradição, artesanato-tecnologia que impressiona e emociona. Mas tem algo como a Holanda, sim. Acho que é a alegria. A Irlanda é mágica. Com duendinhos nas lojas de brinquedo, trevos nas joalheirias e uma harpa nas moedas.
(alem de ser a terra de minha amada cerveja Guiness, of course)

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