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Chott el Jherid. Nunca pensei que fosse encontrar no mundo algo tão “amazing” quanto o Grand Canyon. Pois esse lago é justamente tão maravilhoso quanto o Grand Canyon e outras maravilhas do mundo.  Ai, no meio do deserto do Sahara, havia um mar - há muitos milhões de anos. O mar secou, sobrou o lago que tem longa área sem água - só sal. A paisagem é deslumbrante demais. Fotos não traduzem…

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Paisagens assim me levam a refletir algumas coisas. Como a capacidade de superação do ser humano. Vi, nas paraolimpiadas, pessoas com limitações ganharem medalhas que eu jamais na vida nem vou sonhar em ganhar. Parabens ao para-atletas, nossos superherois, por tudo. Principalmente pela superação.

Chegando perto do dia de São Cosme e São Damião e as baianas de acarajé aumentaram o preço de seus produtos. A culpa, explicam, é do feijão fradinho cujo preço subiu nesses ultimos dias.

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Por conta do Caruru, aumentou o movimento nas feiras e mercados da cidade. No mercado da Ceasa do Rio Vermelho, além dos produtos da época, frutos do mar e pratos de barro têm sido bem vendidos.

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E a campanha eleitoral? Alguns candidatos, sem argumento, querem fazer a cidade retornar a idade da pedra. Outros ficam apenas atacando os outros sem apresentar propostas. Quem sofre com isso é o povo.

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Comentários sobre os vestidos das duas noivas mais famosas da temporada: o de Juliana Paes está sendo considerado bonito e elegante. Em compensação do de Sandy é mais over do que a maquiagem que ela usa.

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Se você quiser presentear alguma criança com uma bola de plástico, simples, esqueça e mude de idéia. As bolas sumiram das lojas. Há apenas versões de couro ou bolas grandes e pesadas que não servem para crianças pequenas.

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E A Favorita, heim? Deveria agradecer a audiência a Chamas da Vida, da Record, que consegue ser pior, mais violenta e mais ridicula ainda. Tomara que a próxima novela das nove seja melhor.

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Coisas interessantes no cinema. Um filme que vale a pena é A Outra que conta a história de Ana e Mary Bolena e seus envolvimentos com o Rei Henry VIII

- Brasilia surpreende. Não só pelas fofocas politicas, mas por continuar futuristica, 48 anos depois de fundada.

- A ponte JK, no Lago, liga a cidade a mansões maravilhosas. A cidade é setorizada - o que parece estranho para quem vive no caos da baianidade, como eu - e organizad no ultimo.

- Só esqueceram dos pedestres. Atravessar aquelas ruas de seis pistas para ir, seis para voltar com enormes canteiros centrais, é quase impossivel.

- Mas se come bem, têm shoppings legais, entre os quais o Casa Park, especializado em decorações e uma população simpática, pronta para lhe ajudar.

Ver a vida
em pequenos grãos
Sentir a vida
em pequenas flores
Dar a vida
em pequenos gestos
ser apenas humano
e é muito
 
Fatima Dannemann

Em Chebika, Oásis de Montanha do Sahara Tunisino, a 2 km da Argelia: á agua brota do nada e é armazenada em cisterna para atender a população.

“Pérola” encontrada em meio ao lago salgado Chott El Jerid, um mar interior praticamente seco, que corta a Tunisia ao meio. Um recado para os brasileiros que mal param o carro saem comprando as mais loucas lembrancinhas como rosas do deserto, escorpiões encrustados em pedras ou cobras conservadas em formol…

 

Ando pensando se o ser humano é sempre tão bonzinho…

Exemplo a Opus Dei: O Codigo Da Vinci arrasa… Mas seria ingenuidade pensar que a Santa Madre Igreja não teria, digamos, uma facção mais, digamos, fanática (não vou falar terrorismo pra não exagerar) e o que se faz em nome de uma fé, de um ardor, de um “amor incondicional”… Pois é, seja time, partido politico, religião, deuses…

Pai e filho
talvez pai e filha
ou irmão e irmã
marcas deixadas
na vida como
pegadas de sapato
fatima dannemann

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Fatima Dannemann

 

             Do sexto andar, ali da esquina, dá para ver a estação. Ônibus vão, vem, dão a volta. Os bondes param num terminal próximo. As passagens são vendidas na lojinha de um Sikh ali mesmo no terminal. E num fim de tarde, tomar o Bonde numero 5 e ir explorar Viena parece um programa interessante. Andar por ruas nunca dantes visitadas, sair do circuito dos Castelos e ver a cidade por outros prismas. Interessante. È a vida normal dos austríacos que vão para casa, depois do trabalho ou da escola. Ou algumas moças que vão para a “batalha” de bota e minissaia parecendo mais a noiva do cowboy do que alguém do centro da Europa.

             No cinco, enquanto Apolo despeja os últimos raios de sol nos canais do Danúbio, uma Viena diferente se abre aos que vêm de fora. Não… Schonbrunn, o Palácio, é apenas um sonho distante do city-tour da manhã. Catedral, Igreja Votiva, Hofburg, desses, se vêem apenas as torres. As elegantes ruas de pedestres com lojas de griffes, chamarizes para os consumistas de todas as nacionalidades, são apenas evidencias em sacolas abarrotadas de compras das mulheres que voltam para casa. No bonde, outros caminhos se abrem. “Primas” indo fazer  “ponto” perto das rodas gigantes do Pratter, no final de linha, casais de namorados, cachorros, bebês no carrinho, esudantes, pessoas idosas, meninos, imigrantes, gente de todo tipo e do tipo que os guias de turismo escondem.

             Quase ninguém se olha nos olhos. Cada um em seu espaço, vivem-se os direitos humanos que a Áustria garante a todos os seus habitantes (cidadãos ou emigrantes). Ir, vir, morar, trabalhar, comprar, beber cerveja em uma das cervejarias repletas, comer torta de chocolate, aproveitar a liquidação de sombrinhas oportuna num momento de chuva de verão. Vaguear pelos parques que rodeiam os castelos e museus. Viena é uma festa para seus habitantes e descobre-se um lado moderno e audaz nas lojas de informática, eletrônica, decoração e joalherias. Valsas, brilho, purpurina? Muito lindo mas chamariz para turista. Tudo longe dos olhos dos passageiros do “5”, que, como todos os mortais do resto do mundo, aproveitam a viagem para namorar, conversar, ou apenas ler revistas de fofoca.

              O bonde nem leva tanto tempo para ir da Ost Haupt-Banhof  (deve ser este o nome, mas o que importa o nome) ao Pratter (com certeza é esse o nome do famoso, mas agora decadente, parque de diversões repleto de rodas gigantes que já não são as maiores do mundo). Vai passando por ruas de todos os tipos. Umas largas, outras tortuosas. Umas de comércio mais chique, outras mais populares e residenciais. Passa por restaurantes e cafés onde pessoas bem arrumadas vão jantar, e por algo parecido com botecos onde homens tomam algo parecido com pinga antes do jantar. Tinha que ser assim, afinal, a Áustria se preocupa com o cidadão. Dá a ele trabalho, bons salários, assistência de todo o tipo. Por isso, perto do final de linha, um único “pivete” pedindo esmolas na sinaleira corre de medo ao ver a Policia. A mesma Policia que, minutos antes, revistou bagagem e conferiu documentos de punks que vagavam pela rua. Ameaçar a segurança alheia? Pedir o que é dos outros? Não pode não…

                O “cinco” vai e volta da viagem praticamente lotado. Vê-se de longe a Praça da Catedral onde uma mulher insiste em assistir a ultima missa do dia. A essa altura anoiteceu mas o bonde tem mais algumas viagens antes de parar para “descansar” até o dia seguinte. Turistas, imigrantes, curiosos, nativos, gente a caminho do trabalho, da escola ou mesmo de canto nenhum, passará por ele. No caminho, uma Viena, longe dos Palácios, museus e das valsas, que muita gente até vê, mas será que alguém repara?

Querem dividir
o mundo em pedaços.
Me pergunto como
se o universo é um só.
Pena que sempre
exista alguem
na disputa.

Fátima Dannemann

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Do pecado original
a
Eva cria
raízes na terra
e procria
e seus filhos bebem
na taça do amor

Fatima Dannemann

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O poeta deixa aberta as portaspara novas emoções.Não importa se as ondasdo mundo parecem revoltas,ele nunca tranca a fonte de seus versos,o coração, que ficaeternamente aberto 

Fatima Dannemann

Em dresden encontramos esta noiva, indo casar.
Lá pelas tant

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“minha terra tem palmeiras
onde canta o sabiá”

Pode até ser. Mas aqui, só vejo berrar
os periquitos.

E sabe que eles são fofinhos?

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desde que entrei numas de malhar mais pesado parei com a yoga. gosto de yoga, claro. afinal foram oito anos fazendo hatha yoga. Não viro de cabeça pra baixo nem faço outros asanas complicados  orque não sinto falta disso e não pretendo trabalhar em circo.
mas achei que não era muito minha praia. troquei e gostei…

quebra cabeça

Fatima Dannemann

quebra-cabeça
quebram as cabeças
quebra-sorrisos
quebram lágrimas
pelas faces
quebram-se cabeças
e alguem de olho em todas as peças

publicação simultanea com

BASICAS CONFISSÕES DIÁRIAS 

foto de fdann em 19/03/06

O zen é tão simples que acaba sendo complicado. Segundo tudo o que estudei do zen (ainda não me converti, mas um dia chego lá), o zen é deixar mente e corações abertos para o novo, é esvaziar-se. E ai está o segredo: o homem ocidental adora colecionar tudo…

“Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento.
Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.
Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.
Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.
Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.
Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida.”
Gautama Buddha - Kalama Sutra

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Prisioneira do tempo

Fatima Dannemann

Prisioneira do tempo
correndo célere
como ponteiros de segundo
no relógio da praça
Não paro
Esqueço o momento
correndo para o futuro
e o agora corre rápido.
Prisioneira do tempo
tal qual ponteiro do segundo
no relógio da praça.
E as praças já não têm relógios.
E os relógios das ruas
já não têm ponteiros.
Nem marcam segundos.
Piscam mostrando a temperatura.
E o tempo corre célere.
Esquece o momento
correndo para o futuro
e o agora corre rápido.
Como eu
em busca do amanhã.
E eu e o tempo somos apenas um.

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Segurar uma estrela

Fatima Dannemann

Esse ano eu quero…
Quero que…
esse ano eu quero…
ah, o que eu quero…
quero a vida melhor que a de sempre
quero acordar achando que é possivel ter…
quero a paz das crianças que brincam
e não somente as que estão dormindo.
Esse ano eu quero…
ah, o que eu quero…
queria pensar como o zen
e viver apenas por viver
sem ter que pensar no principio da existencia
queria acreditar que a felicidade é possivel
e que a paz reina nos quatro cantos do mundo.
Mas…
Esse ano eu quero um sonho
esse ano eu quero
ah, o que eu quero
eu quero o mundo.
quero segurar uma estrela
fazê-la brilhar por 365 dias
ou muito mais
e que essa estrela ilumine o mundo
como um segundo sol
um sol apenas de coisas boas…

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todos os dias é um vai e vem
a vida se repete na estação
tem gente que chega pra ficar
tem gente que vai pra nunca mais…

- as vezes me sinto assim, numa confusa estação de metro. cercada por caras estranhas, vultos sinistros, rostos ameaçadores. Como um texto de terror… E ali num canto uma bruxa me espreita com um punhal. Traiçoeira, me apunhala pelas costas. Mas, não sei porque, eu sobrevivo.

Talvez seja porque os maus são duros na queda e eu nunca falei que era boazinha…

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Dois elementos terra: Lilica, minha irmã, e Vitoca, meu sobrinho, ambos virginianos.
Engraçado: virginianos sempre lembram aquelas pessoas que dão agonia de tão organizadas e previsiveis. Os que arrumam o armário em degradê e ainda botam etiqueta: blusas, sapatos, etc, por mais obvio que pareça.
Ah, e as agendas de telefone dos virginianos. Nome, de caneta. Telefone, de lapis. Segundo eles, se mudar, tá tudo bem…
Ah, e os cartazes? E os avisos? E entrar na casa dos virginianos sem sapato? Não sentar no sofá da sala de jeans…
Bem, nem todos são assim tão perfeccionistas. Tem os que tem ascendente em outro signo ai, de vez em quando, ficam normais. A vantagem dos virginianos é que são ótimas companhias, as mães e pais são excelentes mães e pais… e vou parar aqui pois não sou bomba de ar pra encher bola de ninguem, ehheh

ah, os taurinos. São legais, mas levam tudo muito a sério, são teimosos e as vezes ficam chatos. Os capricornianos? A maioria que eu conheço é bon vivant, na deles, mas… é do tipo que eu nem ouso pisar nos calos…

ah, depois teremos mais elementos. E vocês, virginianos, não liguem. Mas eu me divirto fazendo gozação com o excesso de, digamos, cuidado de voces…

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o elemento fogo, segundo eu mesma, é assim:
sideralissimo, astral, luminoso, intergalático.

vai ver e é porque o regente de Leão (um dos tres signos deste elemento) é o sol. Imagino o fogo assim: algo que centraliza e energiza. Um ponto lá de dentro que aflora.

ah, não sei explicar, não. só sei que é bonito, necessário, mas que eu me pelo de medo…

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elemento água segundo eu mesma

cachoeira. esta, aliás, é Havasu Falls no Grand Canyon.
Pois é. Nada mais água do que uma cachoeira, ou as ondas do mar.
Um dia, tive grilos por ser pisciana, regida pela água.
Hoje, vejo a força do elemento que abre caminhos, que constroi e destroi, que nutre e castiga.
Sim, sou peixes e sou água. Graças a deus porque terra e ar, sem agua não têm vida…

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o elemento ar segundo eu mesma:

leve como uma borboleta
sonoro como uma música do Pink Floyd
e dourado… sim, porque entre as moléculas do ar, existem pequenos raios de luz vindos diretamente do sol

- nada cientifico nada disso
mas desde quando post de blog é ciência?

foto by Dan Heller

essa foto é de um cara chamado Dan Heller
Postei ela hoje por conta de um papo ontem a noite sobre lojas de departamento. O Brasil é esquisito. No mundo inteiro, lojas de departamento são o must. No Brasil, pelo menos na Bahia, sobraram a CeA, a Riachuelo e as Lojas Americanas.
Mas já teve um tempo em que, mesmo nos shoppings, o in eram as lojas de departamento. Principalmente a Mesbla. Ah, e a Slopper? Acho que nem a Daslu era tão chique. Mas isso foi no tempo do Brasil de bom gosto. Coisa que acabou há uns cinco ou seis anos. Uma pena.

  

 

 

Fátima Dannemann

 

             Daniel é o cara honesto, decente, que se fez por seus próprios méritos, tão bom caráter que prefere ficar desempregado a ceder a princípios que ele não concorda. Olavo é o oposto. Puxa-saco, do tipo que quer subir de qualquer jeito, o que ama o poder mais do que a própria vida, é capaz de tudo para ficar por cima. Antenor é o chefe que a todo momento alega as dificuldades que passou na vida como forma de justificar truculência e maus modos. Basta falar sobre o trio de protagonistas para sentir que há algo diferente no reino de Copacabana. Pelo menos na Copacabana retratada nos últimos meses em Paraíso Tropical, novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, no horário das 20h na Globo.

              Essa foi uma história de homens. Chefes, subalternos, executivos, empregados, estudantes, empreendedores, marginais, escroques, bon-vivants, mas principalmente homens com todos os seus pensamentos, sentimentos, afirmações e contradições. Homens que choraram, riram, amaram, odiaram, traíram, mataram, mas que levaram a vida com mais intensidade do que as protagonistas femininas. Foi diferente, por exemplo, de Celebridade, do mesmo Gilberto Braga, em que duas mulheres disputaram o amor e o poder até os últimos momentos (Maria Clara e Laura). Foi diferente, também, de Senhora do Destino, onde a Maria do Carmo de Suzana Vieira deu as cartas do primeiro ao último capítulo. Essa foi uma história de homens. Se não para eles, mas sobre eles.

             Talvez porque os homens estejam mudando. Não são mais as figuras que amedrontam mas os seres humanos que não tem vergonha de serem homens e serem felizes. Sim, porque sempre pareceu – pelo menos nas novelas – que a busca por amor, afirmação pessoal, equilíbrio emocional foi uma prerrogativa das mulheres. Ai, o mais machão da história, o Antenor Cavalcante vivido por Toni Ramos, aparece chorando abraçado ao pai Belisário (Hugo Carvana) sem ter vergonha de se mostrar frágil, sensível e até arrependido das inúmeras besteiras que andou fazendo como contratar Tais para separar Paula e Daniel ou demitir a ex-amante Fabiana. Ele corre atrás de Lucia, pede perdão, implora que ela volte para ele, coisas que, qualquer pessoa diria, seria exclusivo de “mulherzinhas” em folhetins do passado.

           Paraíso Tropical é na verdade um emaranhado de clichês sem nada de novo. Já houve outras histórias de gêmeas más e gêmeas boazinhas, de assassinatos em série, de promoters pouco honestas, de menininhas que casam com ricaços por imposição da mãe ou mesmo para salvar o emprego dos pais. E outras novelas já tiveram inúmeras cenas na praia (de Copacabana ou do Nordeste, o Oceano Atlântico é exatamente o mesmo). Mas mudou o ponto de vista. Olavo, por exemplo, poderia ter um nome de mulher. Poderia ser Mariana, Quitéria, Isabel ou qualquer outro. É aquela pessoa que puxa o saco do chefe e quer derrubar todo mundo na tentativa de chegar ao topo. Mas foi Olavo. O que chorou de frustração quando alguém lhe disse “você pode ter tudo, Olavo, mas nunca terá o amor das pessoas porque você é amargo por dentro”.

            Pois é. Os homens choraram em Paraíso Tropical. De ódio, como Olavo, arrependidos como Antenor, de frustração, como o joalheiro Evaldo vítima das tramóias de Tais. Emocionados apenas, como Daniel. Choraram, mas nem por isso foram menos homens, independente de serem bons ou maus. Paraíso Tropical foi uma história de homens. Pode ser que tudo caia no esquecimento. Mas alguma coisa mudou. Rodrigo e Tiago apareceram abraçados, assumiram que são casados. Heitor mostrou que não é preciso um bom emprego para ser feliz, mas seguir seus sonhos acima de tudo. E foi cozinhar. Coisa de mulher em outras novelas. Mas a coisa mudou. Os meninos foram à luta. Cássio resolveu vender um restaurante somente para aproveitar a vida “senão não vale a pena ter dinheiro”. Mateus resolveu ganhar mais do que a mesada dos pais. Alguns foram pro crime. Outros não saíram da sarjeta. E outros gastaram sua massa encefálica bolando planos para derrubar as outras pessoas. Acontece. Bons, ruins, aplaudidos pela crítica ou vaiados pelo público. Os homens dominaram a novela das nove. Talvez porque eles também assumem que assistam novelas. Ou então…

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Ilha de Skye, lá nos cafundós do norte da Escocia: porque na noite do Halloween, é preciso um clima de brumas de Avalon.
Visitei o castelo do clã Mc Donalds, uma destilaria de whisky, mas o que me chamou atenção foi a quantidade de lagos de água salgada. Ah, e um certo ar de magia. Um sol meio de lado, furando as nuvens com lindos raios… Meses depois, passando por outro lago, o Dique do Tororó, escrevi isto aqui:

Canto para as águas mansas

Fatima Dannemann©

Dorme o lago cercado por montanhas
Sombras que ameaçam
Brisa que murmura

Que mistérios existem em suas entranhas?

As brumas que lhe encobrem
são véus
de nuvem com ares de céu

Que monstros e mitos se encobrem sob tuas ondas?

Uma nesga de sol
rasga suas águas…
Molha de luz a superfície gelada
e é como espada
a rasgar a carne inerte

Que luas te banham de prata?

Gaivotas gritam
Cisnes deslizam no silêncio
Um barco apita

Será que dentro do lago existe vida?

O vento beija a água
uma onda se arrepia
e quebra na margem
borbulha…
Um canto de água que chega ao céu
e explode na terra

E as águas do lago correm mansas
a elas pouco importam tempo e espaço
ontem, hoje ou amanhã
A elas só importa o vento…
seu vai e vem
e vai e vem…

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Canetas tinteiros as vezes provocavam acidentes nas fardas colegiais…
Caneta tinteiro é lindo, mas para quem só quer tirar uma onda em casamento, esnobando a caneta do padre ou juiz para mostrar que se acha. É o telefone celular dos materiais dos executivos. não, não. É mais que um telefone celular. Digamos que o celular é o fusca, a caneta tinteiro, assim de ouro, é o porsche. Fusca (ainda que muitas vezes seja chamado por um modelo da Ford, Fiat, Peugeout, Citroen) todo mundo tem. Mas Porsche até na Alemanha é caro. Como caneta tinteiro assim de ouro: até como herança é caro…

celta

the tall towers where falcons build their nest…
ouvi essa frase numa canção irlandesa… aliás, tenho ela aqui em CD e em mp3. Vira e mexe ouço de novo… Me vejo nos pubs em Dublin, Killarney, Adare, Limmerick e eu sei lá mais onde andei… Só sei que voltei mas um pedaço de mim ficou na Irlanda. Ah, o país nem tem nada demais, é pequeno, falta tudo… Não é como a Holanda que tem aquele cross over entre modernidade-tradição, artesanato-tecnologia que impressiona e emociona. Mas tem algo como a Holanda, sim. Acho que é a alegria. A Irlanda é mágica. Com duendinhos nas lojas de brinquedo, trevos nas joalheirias e uma harpa nas moedas.
(alem de ser a terra de minha amada cerveja Guiness, of course)

Indefinidos
Alguns dias são assim rosa… rosa porque na verdade são indefinidos… não chove, não faz sol, as cores ficam esmaecidas. não que o rosa seja esmaecido. mas é que é um rosa que esconde, ou reune, sei lá, todas as outras cores.
E esse dia rosa, na verdade, apenas retrata a vida. Vida que fica assim: indefinida, em suspenso… As emoções paradas no ar. Como uma praia em que as ondas nem quebram porque os rochedos impedem. Ah, mas o ser humano não é praia, nem tem rochedos… Que as ondas venham e lavem todos os males deixando a areia lisa como um jardim zen.

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Desenhar
é meditar com lapis de cor
e sonhar em technicolor

(Fatima)

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Escadas me lembram misterios. O insondável. Ela começa aqui, termina lá em cima (ou lá embaixo). Daqui de onde estamos mal dá para ver o meio da escada. O final é um ponto difuso. E eu falo de escadas. Aquelas compridas. A ligação mais curta (e menos estressante do que esperar o elevador) entre dois andares. Ou entre a montanha e a planicie. Ou entre a terra firme e o fundo do mar (ou da piscina). Escadas me lembram a música do led zeppelin. O caminho mais curto para chegar ao céu (embora o céu fique ainda mais alto do que qualquer sonho de alguem que sonha alto)…

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Os relacionamentos pessoais são assim: a arte do equilibrio. Há momento em que tudo parece estar bambeando, parece que vai cair. As vezes até cai. Cai e acaba. É que para que as relações entre as pessoas fiquem harmônicas, é preciso entrega e ninguem quer abrir mão de si mesmo. Culpa do próprio ser humano: trai a confiança até daqueles que mais ama. Muitas vezes, ambos estão em situação delicada. É preciso que um apoie o outro para não cair. Quando há confiança, tolerancia, paciência, entrega, tudo flui assim como nessa imagem: perfeito. É a arte da vida. Fácil, quando a gente resolve descomplicá-la. 

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Não sei porque imigrantes ilegais se aventuram num deserto vazio se, calor por calor, é melhor ficar em casa no Brasil mesmo…

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as lembranças da infância costumam ser assim:
ora nítidas e coloridas,
ora difusas e desbotadas,
ora uma paisagem em grayscale
talvez um lago, qualquer coisa…
lembranças da infância costumam ser assim
ora nítidas, ora difusas,
mas com gosto de chocolate

(imagem e texto by Fatima Dannemann)

Tava almoçando e pensando umas coisas, vejam só.

A gente liga para alguem. Mas esse alguem não está. A pessoa que atende, geralmente secretárias, respondem:
- Dr Fulano não se encontra
Dá vontade de responder: “Tadinho, ele está perdido, sem eira nem beira, não se encontra? Chamou o psiquiatra?”

Outra, a gente ouve no telefone “você me retorna a ligação…”
pensei numa cena bizarra. O cara desliga o telefone. passa um tempo toca a campainha… dlin, dlooooooon
aparece um panaca com um telefone na mão: “olha aqui a ligação que você pediu para retornar, mas eu acho que roubaram o fio no ônibus”

Ligamos para o suporte do Velox ou para outro setor de reclamações de qualquer outra empresa:
- deseja alguma reclamação?
(essa eu falei): “não, liguei para perguntar como vai sua mãe”…

numa loja tipo a Zara (metida a besta, cara mas com mais pose e fama do que merece), com produtos na mão, indo para o caixa:
- você deseja comprar alguma coisa?
(me perguntaram mesmo… deixei sem resposta)…

outra: dá para fechar a porta por causa do cachorro
a empregada do primeiro andar: ele não morde não
de novo: dá para fechar a porta por causa do cachorro
a empregada: ele não morde não
na terceira: anta, eu não perguntei se ele morde…
ela: ce quer que feche a porta, é?
(aconteceu mesmo, no primeiro andar onde tem um poodle insuportável e que morde mesmo)

- tem shampoo pra cabelo bonito?
- não, mas tem pra ponta ressecada
- eu quero um shampoo para cabelo bonito, normal, que não precise nada?
- ah, pra frizz? ou para chapinha?
- anta, eu por acaso dou chapinha no cabelo?
- ah, seu cabelo é bom assim mesmo, é? (de novo, aconteceu mesmo, no Shopping Salvador, quando acaba - culpa das peruas que vivem fazendo escova progressiva. quem não faz nada, como eu, sofre: ninguem acredita)

quem quiser enriquecer a lista,
esteja a vontade

Em dresden encontramos esta noiva, indo casar.
Lá pelas tantas desfilava ela pelas ruas da cidade, já casada e com marido a tira colo

estou pesquisando e breve vou publicar minha lista. 

 

 

Fatima Dannemann

 

            

            Você conhece alguém do Acre? Você já viu alguma foto do Acre? O Acre existe ou é uma lenda criada pelos extra-terrestres? Antes que alguém possa rir, aviso, isso é serio e ocupa várias páginas da busca do Orkut. Várias comunidades foram criadas apenas para discutir se o estado mais a oeste do Brasil existe de verdade ou “é uma obra de ficção”. O Acre existe, claro. É tão real quanto o Rio de Janeiro, apenas não aparece na mídia. Assim como não aparecem Rondônia, Roraima, Amapá, e mesmo os mais “chiques” Mato Grosso, Amazonas e Pará. Mas destes três, ninguém duvida. Pipocam comunidades para discutir existência de um Brasil pouco visto, pouco conhecido, pouco mostrado e visitado embora, quem se digna a pesquisar fotos e sites descobre lugares interessantes, sítios históricos e vários endereços que, se o Brasil fosse outro Brasil, seriam um must entre os turistas que têm cultura e dinheiro.

            Distantes dos grandes centros, desprezados pela mídia, esquecidos pelas agencias de turismo (até porque são estados carentes de infra-estrutura e de investimentos na área de turismo e hotelaria), os ex-territórios promovidos a estado sequer são nomes de rua em cidades como Salvador onde Acre e Amapá continuam sendo chamados de “território” e Rondônia e Roraima ainda são Guaporé e Rio Branco. A culpa, dizem, é da mídia, especialmente da televisão, que só mostra o norte do país  quando há crimes como a morte de Chico Mendes, escândalos políticos, como o que envolve os deputados de Rondônia, ou conflitos indígenas, enquanto as novelas insistem em mostrar cidades violentas como o Rio

como verdadeiros paraísos onde ninguém nem trabalha e só vivem na praia pegando onda. Não é assim não, violão.

            A culpa é da mídia e é também da própria sociedade que adora estereótipos. Para muita gente, baiano come acarajé o dia inteiro e toma banho com água de coco, qualquer nordestino tem cabeça chata e os gaúchos são homossexuais somente porque o modelo da calça de seus trajes típicos é um bocado estranho. No caso do Acre, o mais grave é que professores de geografia são os primeiros a fazer piadinhas sobre a não existência do estado. Tudo bem que ninguém nunca ouviu a locutora do aeroporto dizendo: “passageiros com destino a Rio Branco, embarque imediato no portão tal”. Mas, sabe-se lá quantas conexões são necessárias até sair do todo poderoso – e de certo modo racista Sudeste-  até os confins do Norte do Brasil? Apesar disso, moradores de Rondônia (tão longe quanto o Acre, mas atualmente mais famoso por motivos pouco elogiosos – a questão dos deputados) já chegaram a Bahia e de carro.

            As comunidades podem ser engraçadas, ter tiradas de humor, mas revelam algo muito triste alem do descaso para com o norte do Brasil e o esquecimento da mídia: a ignorância dos estudantes brasileiros. Muitos não se abalam em aproveitar o “gancho” para pesquisar ou mesmo procurar fotos e conhecer esses lugares (incluindo Roraima, Amapá e Rondônia) um pouco mais. Preferem todos ficar na gaiatice embora os moradores, nativos e simpatizantes do Acre, Rondônia, etc, tenham criado comunidades pra falar de seus estados e cidade.

            Enquanto a discussão persiste no Orkut, algumas comunidades dizem que “Acre is a lie” outras dizem que “O Acre existe, ora” logo no titulo, há quem aproveite para fazer gracinhas e digam que bem que a globo podia fazer uma novela em que a mocinha iria migrar para o Acre em busca de uma melhor qualidade de vida com mais verde e mais ar puro em vez da poluída e conturbada Miami. Talvez assim, América fizesse mais sucesso. Aliás, falando em América, advinhem para onde o pai de Tião se muda nos primeiros capítulos da novela? Será que foi por isso que o diamante que ele achou na Mina nunca chegou a sua família?